A experiência de Gabriela Canavilhas preenche quesitos que sempre defendi como essenciais para a escolha de um Ministro da Cultura: saber, saber fazer e especialização, ou vasta, relevante e bem sucedida experiência no domínio da gestão cultural, seja na esfera pública quanto na privada.
Apesar de desconhecer o pensamento da nova ministra sobre políticas culturais e da manifestação de desacordos no passado com eco neste blogue, parece-me apropriado aqui realçar o meu agrado pela sua escolha e o desejo das maiores felicidades.
Acaba de ser criado um novo clube, o “Clube UNESCO de Educação Artística”, presidido por Ana Pereira Caldas, segundo noticia o DN. É bem-vindo e bem preciso, por isso saudamos a iniciativa.
A criação deste clube visa a constituição de um espaço permanente de discussão e afirmação sobre a relevância da área da educação artística em Portugal -matéria explorada há muito entre nós-, bem como da necessidade de promover a difusão dos seus modelos e práticas.
Para isso, constituiu um núcleo de consultores, em várias vertentes, integrado pelos nomes de André Dourado, Eugénia Vasques, Gabriela Canavilhas, João Mota, Jorge Salavisa, Jorge Vaz de Carvalho, José Manuel dos Santos, José Sasportes, Luís Serpa, Mark Deputter, Olga Roriz, Pedro Aparício, Pedro Strecht, Susana Toscano, Tiago Bartolomeu Costa, Teresa André e Wanda Ribeiro da Silva.
Ora, sob a égide da EDP da UNESCO, isto irá dar que falar e muita boa gente, ao que parece, aderiu muito prontamente a tão bem escudada iniciativa. Aliás, em email já a circular com uma circular, podemos ler que o clube pretenderá atender a tudo, mas tudo quanto bula em relação à educação artística. Veja-se:
O Clube UNESCO reúne entidades de natureza diversa, tornando- -se, assim, num interlocutor disponível para todos os que sobre ela agirem a nível institucional e particular.
(…)
O Clube UNESCO procurará colaborar com várias instituições locais, regionais ou internacionais nas acções ligadas com os objectivos da Unesco, em particular com a Comissão Nacional da UNESCO (…)
Da constituição deste clube deveremos esperar a organização de eventos artísticos com a participação de artistas e, quiçá, florescer uma frutífera mobilidade dos artistas através da UNESCO. Ou não…, espera.., deixa continuar a ler:
São seus propósitos, entre outros, a promoção do exercício de uma cidadania mais consciente e participativa em torno das questões ligadas à educação artística, bem como o desenvolvimento de seminários, reuniões, debates e exposições neste domínio das artes.
Ah, pois, parece que ele será mais artes performativas de colóquios, seminários, debates. Pronto, mas que diacho, não haverá arte nem artistas, mas podemos falar dela e deles em nome da UNESCO. Já não é mau, falar da coisa já é um grande incentivo e dá trabalho a muita gente. A artistas, não sei, mas a muita gente, ai isso acredito!
Pena foi não ter estado já em actividade, nem durante a discussão do Relatório de Avaliação do Ensino Artístitico, nem quando se elaborou, subscreveu e entregaram petições em sua defesa, nem aquando da destruição do modelo do ensino artístico especializado, em sumaríssima e estival Portaria, por parte deste Ministério da Educação, nomeadamente pelo seu Secretário de Estado Valter Lemos.
Não é coisa de monta, agora que é passado, porque tudo o que em prol de uma educação artística, exigente e séria, que ajude a ensinar as crianças, jovens e adultos possa ser feito, será muito bem-vindo.
Em Junho passado alertei para o facto de Gabriela Canavilhas ter apresentado a sua demissão da AMEC – Associação Música – Educação e Cultura e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, com efeito a partir de 1 de Setembro, adiantando o Público que a gestora afirmou que cabe agora ao Estado, representado na associação por vários ministérios e organismos, encontrar uma nova equipa directiva e dotá-la dos meios indispensáveis para salvaguardar e dar continuidade à obra da AMEC.
Através do Expresso chega agora a notícia de que o Conselho Superior de Promotores e a Assembleia Geral deverá reconduzir Gabriela Canavilhas no cargo.
Gabriela Canavilhas, presidente demissionária da AMEC (Associação de Música, Educação e Cultura) deve ser reconduzida no cargo, como ficou expresso nas reuniões de hoje do Conselho Superior de Promotores e da Assembleia-geral, afirmou à Lusa fonte oficial.
“Foi a vontade expressa de todos os fundadores de que a actual presidente demissionária, Gabriela Canavilhas, seja reconduzida e se mantenha à frente da AMEC”, disse.
Segundo a mesma fonte, “foi consensual, entre os fundadores, de que é uma obrigação de todos contribuírem financeiramente para repor a verba retirada pelo Ministério Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, ainda em este ano, e nos anos seguintes”.
Os fundadores foram também consensuais no sentido “de que é necessário proceder a um aumento financeiro anual significativo, durante quatro anos (de 2007 a 2010), para pagamento das dívidas que a actual direcção herdou em 2004″ da gestão do maestro Miguel Graça Moura.
De todo este processo realço o facto de os Promotores, em especial a nova Presidência da Câmara de Lisboa, unirem-se em torno do essencial – assumir as dívidas antigas da AMEC e suprir a verba que o Ministério da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior deixou de contribuir.
No entanto, por omissão de informação, fica por esclarecer se terá sido desta vez que os promotores públicos fixaram uma missão e objectivos particulares no que às prioridades e critérios de gestão da AMEC dizem respeito.
ps: textos relacionados por ordem cronológica inversa.

A 8.ª edição do Festival MusicAtlântico contará como é habitual com a direcção artística de Gabriela Canavilhas e terá como tema principal A Voz no Tempo.
A edição deste ano vai ser dedicada à VOZ e ao riquíssimo repertório escrito para aquela que é a expressão musical mais “original”?, de entre todas – a voz humana. Com uma componente vocal destacada, o Festival apresenta-se nas nove ilhas dos Açores com propostas musicais diversificadas, onde a voz é o veículo artístico principal.
(…)
Um total de 17 concertos de 28 de Junho a 9 de Julho, nas nove ilhas dos Açores, 12 dias de celebração da voz como instrumento primordial da história da música.
Programação (link):
- The Swingle Singers ;
- Orquestra Metropolitana de Lisboa (5 concertos: 2 com Elisabete Matos e 3 com Ana Ferraz);
- Mediae Vox Ensemble (5 concertos);
- L’Arpeggiata (2 concertos);
- King’s Singers;
- Barbara Furtuna (3 concertos);
Gabriela Canavilhas anunciou hoje (ontem) a sua demissão do cargo de presidente da Academia de Educação, Música e Cultura (AMEC), que tutela, entre outros organismos, a Orquestra Metropolitana de Lisboa. A demissão tem efeito a partir de 1 de Setembro. (notícia Público)
Excelente timming, diria mais, timming excelente!
ps: textos relacionados por ordem cronológica inversa.
Com a conivência de músicos e estudantes da AMEC a Câmara Municipal de Lisboa deita a perder os esforços de Pedro Roseta para a resolução do folhetim “Metropolitana”?!
Na pretérita 6ª feira o Ministério da Cultura promoveu uma reunião entre todos os promotores da AMEC, com a excepção do fundador Miguel Graça Moura, por motivos óbvios, conseguindo um fulcral unânime consenso, a saber:
1 – Destituição de Miguel Graça Moura de todas as suas funções por motivo de evidente ausência de condições para as exercer;
2 – Marcação de uma Assembleia Geral para 4 de Novembro para destituir o maestro e nomear uma nova direcção;
3 – promover as reuniões necessárias entre todos os promotores para preparação da referida Assembleia Geral.
Após este notável consenso conseguido com muita perspicácia por Pedro Roseta a Câmara de Lisboa, na primeira reunião preparatória, ocorrida logo na passada 2ª feira, tenta unilateralmente impor uma lista para a nova direcção, lista essa que tinha sido já vetada em anterior Assembleia Geral, tendo previamente enviado a todos os promotores o percurso profissional de cada elemento.
Naturalmente, perante a ausência de tentativa de consertação entre todos, as restantes Câmaras promotoras recusaram liminarmente esta inusitada tentativa da Câmara de Lisboa, vetando novamente a referida lista.
Desde o início que tenho manifestado que não seria Miguel Graça Moura o único óbice aos intentos de Pedro Santana Lopes, pois arredado que será, visto que, registe-se, nenhum dos promotores voltou atrás com o compromisso anterior, a Câmara Municipal continua, ilegalmente, sem entregar à AMEC as verbas consignadas nos estatutos, exercendo desta forma chantagem continuada sobre os músicos, funcionários e professores da Instituição. Conforme o que previra, à Câmara de Lisboa não basta afastar MGM, sempre indicado como obstáculo, quer mais, o quê, não sabemos, talvez percebamos um total e mais uma vez despótico poder sobre a AMEC. Permanecerá o sistema, o déspota mudará de rosto e de nome.
Esta vergonhosa chantagem leva representantes de músicos e alunos a manifestarem-se com o menor respeito pela lei, desde encerrar a instituição, passando pelo sequestro do maestro, pela atribuição pública de culpas e insultos aos promotores que não aceitaram a imposição da Câmara de Lisboa, podendo inviabilizar qualquer esforço do Ministro da Cultura em angariar uma solução para o essencial que o próprio tão bem definiu, preservar o projecto!
Ou me engano redondamente, ou mesmo que a Câmara queira manter a AMEC, parece seguro que pretenderá alterar o projecto, os estatutos e quiçá que mais.
Ora, convém relembrar que quem se interessa pela AMEC se está borrifando nos promotores, nas partidarices que os possam envolver, nos abusos do maestro, o que queremos é que não se arruíne o que de muito bem foi e está erguido com o pretexto de ter sido conseguido por MGM. O que importa é que este não tem condições para prosseguir e, em conformidade e atendendo aos precedentes, é imperioso estudar profundamente um modelo adequado de gestão do empreendimento, antes de atirar nomes em listas, sem qualquer pudor, de músicos que merecem o maior respeito como Gabriela Canavilhas e Jean Marc Burffin que certamente não terão nada a haver com a situação criada e muito menos com os joguetes do candidato a candidato à Presidência da República. Haja bom senso, dê a cara quem deve dar e usem da máxima parcimónia antes de lançarem para a praça pública nomes de pessoas respeitáveis.
A verdade é que a Câmara de Lisboa boicotou o excelente trabalho de Pedro Roseta e agora não descortinamos uma saída digna para a situação criada, repito, não só por MGM, mas principalmente pela Câmara de Lisboa.
A agonia da AMEC parece não ter fim, os partidos políticos continuam sem nada dizer sobre este folhetim, antes os preocupam outras novelas, e os órgãos de comunicação social, das duas uma, ou estão coniventes com as ilegalidades e chantagens cometidas, ou andam distraídos, não investigam este problema e, a espaços, limitam-se a reproduzir as versões de quem tem mais poder ou seja mais ruidoso.
Para que não restem dúvidas, a Câmara de Lisboa, nomeadamente na pessoa do seu Presidente, é agora a única responsável pela manutenção da anormalidade que se vive na AMEC e parece interessada, tal qual o maestro, em dizer que ou manda sozinha ou o projecto acaba. Tal como atrás escrevi, não há muitas diferenças, nem houve, entre os meninos desavindos!
Pede-se, é o mais que se poderá fazer, que Pedro Roseta e a sua equipa não esmoreçam na tentativa de salvar o projecto Metropolitana.
E eu? Perguntava recorrentemente e bem o Crítico pelo Ministro da Cultura em todo este vergonhoso folhetim da AMEC, mais a mais constatando a qualidade, ponderação e discrição da sua actuação na resolução de libreto anterior, o da Casa da Música, conforme tive ocasião de aplaudir uns posts atrás.
Aí está, não clamou, não vociferou, não deu alimento à tonta comunicação social, antes dentro da maior discrição chama a si a primeira tentativa séria de resolução do assunto, juntando no seu ministério representantes de todos os fundadores, exceptuando Miguel Graça Moura, e a maioria dos patrocinadores da Amec.
Defendendo que no momento actual o objectivo é “preservar a instituição e o seu projecto”?, anuncia um entendimento entre os presentes, o da destituição de Miguel Graça Moura e a eleição de uma nova direcção a ocorrer em Assembleia Geral agendada para 4 de Novembro.
Num momento em que todos os envolvidos pareciam ter perdido o bom senso, onde se cometeram as mais grosseiras ilegalidades, onde unilateralmente se congelou o rendimento de mais de uma centena de famílias, dava a ideia de que os principais responsáveis pelo caos artificialmente criado, insisto, a Câmara Municipal de Lisboa, na pessoa do seu Presidente, coadjuvado pela sua Vereadora da Cultura, e Miguel Graça Moura, pareciam determinados a não ceder nem perante o desmoronamento total da AMEC, surge o único interveniente em que poderíamos depositar alguma esperança tanto pela condução do processo da Casa da Música como por sabermos ser um humanista genuinamente preocupado com a coisa da cultura nas suas vertentes, educação e manifestação.
A concretizar-se a anunciada solução cumpre, não dar parabéns, mas congratularmo-nos por ainda podermos contar com pessoas com a dimensão social e humana que demonstra Pedro Roseta na condução dos nossos destinos, colocando os reais interesses do homem como o totem de toda e qualquer intervenção ideológica ou política.
Nesta referida reunião todos acordaram na necessidade de escolher uma nova direcção, ou seja, como muito bem disse Pedro Roseta, “preservar a instituição e o seu projecto”? para além de Graça Moura. Atente-se nas palavras do Ministro, em especial, no que concerne na preservação do projecto.
É que, se parece ser inquestionável a saída de MGM, é necessário proteger e incrementar o que de bem feito ele deixa e não, sob a capa de os ainda não provados ilícitos, se tentar inventar, recriar ou mesmo escamotear um projecto que iniciou e funciona muito bem e é exemplo do que de bem feito se pode fazer no nosso país.
Daí que, apesar de terem já surgido alguns possíveis nomes para uma futura direcção sobre os quais não me pronuncio em particular, é essencial que na nova direcção possamos encontrar gestores de competência firme e adequada à prossecução do projecto, que se sintam à vontade numa gestão global e não sectorial, capazes de abordar com à vontade a excepcional projecção que a AMEC beneficia aquém e além fronteiras. Nesta perspectiva tenho bastante receio de uma direcção contabilística, uma direcção de orquestra e de uma direcção artística / pedagógica em plano hierárquico paritário, sem uma superior coordenação de gestão global que assegure a unidade, pois está mais que descrito e comprovado ser um modelo que esbarra em vãs tentativas de valorar os respectivos sectores em detrimento de uma visão geral do projecto.
Repiso o caso da Casa da Música e relembro o bom senso do convite a Alves Monteiro, um gestor com créditos comprovados, para assegurar a unidade de gestão. Deste óptimo gestor não se houve falar nem o vemos semanalmente nos Telejornais, ouvimos, sim, falar da Casa da Música e do seu projecto.
Registe-se em abono da verdade o mau serviço prestado pela generalidade dos órgãos de comunicação social em todo este processo RTP, SIC, TVI, Público, sendo exemplo culminante a notícia publicada na última página do “Expresso”? de ontem, iniciando-se da seguinte forma:
“A NOVELA envolvendo Miguel Graça Moura e a Orquestra Metropolitana de Lisboa chegou ontem ao fim. (…)”?.A Câmara de Lisboa, nomeadamente o seu Presidente, foi sempre afastado deste enredo, querendo fazer crer ao leitor menos informado que o problema se resumiu a uma contenda entre o maestro e os músicos! Nada de mais falso, sendo muito estranho que este prestigiado semanário tivesse sempre protegido o nome de Pedro Santana Lopes deste processo e calado perante as óbvias ilegalidades cometidas pelos fundadores em prejuízo dos funcionários e prestadores de serviços da AMEC.
Revele o Ministro da Cultura a sagacidade capaz para junto dos demais fundadores e promotores defender este modelo de gestão, exactamente o mesmo que tão bem e com tão bons resultados implementou na Casa da Música.
Resta desejar, os votos de força e confiança a este Ministro que poderá ter acordado tardiamente (desconhecemos se terá sofrido pressões de sentido contrário), mas até agora foi o único que chamou a si a responsabilidade de sensatamente colocar um ponto final ao folhetim dos meninos embirrentos e de querer levar o projecto da AMEC a bom porto.
da vendeta, da ilegalidade e da chantagem
A Antena 2 volta a prestar serviço público, coisa escassa, hoje no “Acordar a 2″. Peço desculpa por não recordar os nomes dos animadores do programa, mas interessa é que convidaram e deram a palavra a quem, nos meio das desavenças das comadres, mais tem sofrido, refiro-me aos músicos e aos estudantes, através de Rui Mira pela comissão de músicos e António Jorge pela associação de estudantes.
Ficamos então a saber que o auto-anunciado promitente demissionário MGM dirige por ora as instalações da AMEC enquanto os músicos se recusam a tocar, os estudantes a aprender e os professores a ensinar. Triste sina a deste homem…! Eu sei, eu sei que raramente os divórcios são desejados por ambos, mas que diabo, quando já não temos a consorte de que serve insistir na união legal? Pois é, está nos livros, os filhos é que sofrem! É o caso, pelas palavras dos entrevistados, a AMEC desmorona-se pela mão do progenitor. Novidade, novidade também não é, estamos cansados de ver, se não fores minha não serás de mais ninguém!
Ficámos também a saber o que já sabíamos, que a esmagadora maioria dos músicos não pertence ao quadro, são prestadores de serviços e que, por este facto, dois deles foram sumariamente dispensados pelo maestro logo após a manifestação de desacordo às posições assumidas pelo déspota.
Por dedução, aferimos que os fundadores e principais financiadores, a Câmara de Lisboa e os Ministérios da Cultura e Educação, pactuaram com a ilegalidade do modelo de prestação de serviços durante mais de 10 anos, tantos os que conta a AMEC.
Questionámo-nos qual a razão que terá levado a estas nobres e públicas posições dos músicos e estudantes, constituídos recentemente em comissão e associação e a resposta surgiu sem demora: em reunião havida entre estas recentes estruturas e a senhora vereadora da cultura da Câmara de Lisboa foi-lhes, por esta, afiançado que não receberiam os honorários enquanto MGM permanecesse na instituição e que se não agissem no sentido de o obrigar a sair a Câmara constituiria nova orquestra com outros músicos.
Do que mais me agrada neste país é ver recorrentemente aliadas a coragem e a nobreza da carácter, emociona-me profundamente…
Mas há mais, embora em diferentes versões, os entrevistados afiançam que o maestro telefonou a vários músicos para assegurar o concerto no Festival de Órgão enquanto MGM afirma que a senhora D. Gabriela Canavilhas telefonou a outros tantos a incentivar o boicote do referido concerto!
Quem? A Sra. D. Gabriela Canavilhas? Não, só um momento…, não, não pertence aos quadros da AMEC nem é lá prestadora de serviços. Mas…, então? Não, deve tê-lo feito na qualidade de promitente futura directora anunciada pela Câmara de Lisboa, pelo Ministério da Cultura e o da Educação!
Como é que é que isto é possível? Vendetas de moleques, ilegalidades várias, chantagens oriundas do Poder Autárquico e do Governo, ingerências de proclamados promitentes futuros directores e um coveiro que quer o nado morto!
E prosseguimos, prosseguimos com o Governo calado, a oposição muda e os cidadãos cegos.
No meio desta profícua novela talvez razão tenha o Crítico que, parodiando, promete escrever um livro sobre o assunto! Que Deus lhe dê muitos anos de vida para conseguir o necessário tempo para levar a empreitada a bom porto.
Amanhã será dia de Gabriela Canavilhas conduzir o “Acordar a 2″ onde talvez possamos ser mais e melhor elucidados. Quem sabe se o próprio Presidente da Câmara de Lisboa não será convidado?





















