Arquivo de: Gestão Cultural
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Um comentário atrás da Nilza sobre avaliação de professores, uma boa amiga de longa data, conseguiu despertar-me para a sensação de que alguns dos que ainda se dão à pachorra de ler o que para aqui extravaso poderão pensar que sou contra a avaliação de desempenho. Quem assim entende creia que não é essa a minha opinião, aliás, anteriormente e bastas vezes manifestada (ver aqui ou aqui, por exemplo). Considero a auto-avaliação e a avaliação por outrem instrumentos indispensáveis para o desenvolvimento de qualquer profissão, pelo facto de permitir reflectir sobre o que se fez para interrogar e testar estratégias que permitam melhorar o desempenho de cada qual.
Não vejo que a profissão de professor encerro alguma particularidade que desvirtue esse princípio, bem pelo contrário, mas sei, estou certo, que também como em qualquer outra actividade o desempenho se avalia através da produtividade que, no caso do professor é a aprendizagem dos alunos.
Sendo a aprendizagem dos alunos o objectivo primo do professor, é através da particular inter-relação entre cada aluno e cada professor que tudo pode ser ser melhorado ou não.
É exactamente por este facto que considero o actual modelo de avaliação imposto uma autêntica aberração burocrática, muito embora como não consiga entender que a reivindicação dos professores tenha incidido na negação de qualquer sistema de avaliação e não na exigência, junto do Ministério da Educação, na implementação de um sistema de avaliação centrado na aprendizagem dos seus alunos, sem outros quesitos laterais e colaterais que em nada interferem no foco da sua profissão - fazer com que os alunos aprendem e gostem de aprender.
Por isso, trago para aqui um excerto do comentário da Nilza pela pertinência que revela em relação a aspectos positivos de uma correcta avaliação de professores.
(…) reajo, tentando mostrar um outro lado da questão do estado actual da educação, da escola, dos professores… Esta reacção não é carregada de teoria mas apenas pretende compartilhar convosco um episódio recentemente vivido a propósito de avaliação dos professores.
Um dia destes fui visitada por uma amiga professora do ensino básico e a conversa foi inevitavelmente para o “tempo que se está a perder com o processo de avaliação … as energias que isso tira para o efectivo trabalho docente com os alunos…Deixei-a desabafar e depois pedi-lhe que me falasse de tarefas concretas que têm que fazer nesse processo e aí, confesso, que a conversa me interessou bem mais… e então, começou a falar das ditas “matrizes” que agora têm que fazer sempre que dão um teste de avaliação…e foi confessando que afinal 1º fizeram (a minha amiga e os colegas que leccionam a mesma disciplina na escola) o teste e só depois a matriz… e que SÓ AÍ se aperceberam que o teste nem tinha sido muito bem construído…que havia questões que tinham sido colocadas e que didacticamente não tinham feio muito sentido e que ao discutirem as resposta esperada dos alunos até se aperceberam que eventualmente havia um conteúdo científico que não estava a ser completamente bem dado … ao discutirmos isto fomos então falando DOS alunos que fizeram o teste, dos conteúdo leccionados a ESSES alunos, das dificuldades de aprendizagem DESSES alunos e das suas eventuais causas…
As matrizes associadas aos testes não são assunto novo (lembro-me de já ter aprendido isso nos anos 70 quando na Faculdade tirava o meu curso para ser professora de Física) mas se agora os professores se sentem “obrigados” a fazer e se isso os leva a pensar mais nos seus alunos… bem-haja o processo de avaliação dos professores!!!
Sei que não se pode generalizar a partir de um caso…mas se se criticam tanto as estatísticas (estou a ser um pouco irónica!!!) porque não partilhar convosco este caso.
Um abraço para todos,
Nilza
Ora bolas! Eu a escrever que agora os pais davam mais no focinho aos professores devido ao enxovalho social que este Ministério da Educação tem publicamente exposto esta profissão (ele é que os professores não trabalham; ele é que os professores não querem ser avaliados…), a propósito da demissão em bloco do Conselho directivo da Escola de Santa Maria em Beja, eis, senão quando, o Sr. Doutor José Verdasca, director regional de educação do Alentejo, de pronto apontou os responsáveis pelas agressões ocorridas - os jornalistas!
(…) a culpa das agressões e insultos que se têm verificado na Escola EBI de Santa Maria é dos jornalistas, segundo as palavras do director Regional de Educação do Alentejo, no final da reunião que se realizou ontem à tarde no Governo Civil e que juntou para além de Manuel Monge e José Verdasca (…) via Rádio Voz da Planície
Afinal isto é como a crise financeira, um problemazito de regulação empolado pelos media. Assim é que é director Verdasca, preto no branco… sujo!
Seria absoluta demagogia atribuir ao Ministério da Educação ou mesmo à pauperização da nossa sociedade culpa directa no aumento da violência escolar. No entanto, Sra. Ministra Maria de Lurdes Rodrigues, os danos que causou ao estatuto social dos professores e da escola na comunidade em que se inserem, os quais têm incentivado a consubstanciação de actos de violência de pais que pela escola nunca se interessaram, demorarão muitos anos, senão décadas, a serem reparados.
Pode a Sra. Ministra da Educação mostrar as estatísticas que melhor entender sobre educação, professores avaliadores e avaliados, titulares ou não titulados, mas o que não encontrará é dados estatísticos que demonstrem que a escola consegue hoje, melhor do que antes da sua governação, ensinar os nossos miúdos, o vulgo e a serem Homens.
Os nossos filhos estão lá presos até às 17:30h em actividades de educação de treta, os professores gastam 2/3 do seu tempo a avaliar e a serem avaliados, mas tempo, forças e motivação para ensinar não creio que sobeje…
Mas também em poderá importar isto à Senhora e sua equipa? Nada, rigorosamente nada, não é passível de tratamento estatístico que interesse ao poder. Nem ao nosso nem ao da União Europeia, para o qual, afinal, todos parecem obcecados em demonstrar que são os melhores a produzir o descalabro educativo que pretendem - o das competências ou o das literacias, para o caso tanto faz.
José António Pinto Ribeiro arribou de manso…, pouco dado a oratória e lides mediáticas. De repente começou a aparecer e falar muito nos locais habituais de propaganda do governo. Agora embirrou com o Fragateiro no D. Maria e acabou por ter uma ideia brilhante, se bem que não saibamos as razões que o nortearam…, mas como diz ele podia ao abrigo de não sei quê exonerar…
Pela fotografia parece querer dizer que foi por uma coisa assim, muito, muito, mas muito pequenina…
São as massas que dão a energia ao poder e quando as massas privilegiam o poder, o poder sacrifica-as, tiraniza-as…
Alice Valente em Ali_se
Mas, sendo assim, Alice não será verdade, também, que o motivo que leva as massas a privilegiar o poder, não será a sua natural propensão de buscar conforto através de dele se acercarem?
“Ainda continuo por perceber para quem são exames e para quê são os exames.” Albino Almeida, presidente da CONFAP
««os exames “fazem bem à saúde e são uma forma de [os estudantes] entenderem que a vida é uma competição (…)” (…)»
«o que “estraga” é a pressão a que os jovens são submetidos, não tanto pelos exames, mas pelos pais e professores que “exorbitam o tipo de consequências que vão ter (…)” Eduardo Sá, psicólogo, psicoterapeuta e psicanalista, doutorado em Psicologia clínica pela Universidade de Coimbra.
Associações de pais que querem assento na gestão de escolas para promover o facilitismo e psicólogos e psiquiatras, ou cientistas da educação como hoje se diz, que justificam a existência de exames porque fazem bem à saúde, mal-grado (para o psicólogo) a ‘maldade’ de alguns pais e professores prezarem que filhos e alunos se desenvolvam intelectualmente, eis a quem os Ministérios da Educação têm entregue os destinos de uma Educação que deveria ter a promoção do acesso à cultura e à formação de identidade próprias o principal factor de inclusão social.
Inclusão pelo facilitismo através do sucesso da passagem ‘administrativa’ camuflada, não é mais do que promover uma sociedade de pares de cultural mediocridade.
Agitaram-se ontem as águas com o anúncio de uma fusão do 1º e 2º ciclos do ensino básico, a propósito de um estudo coordenado não pelo Conselho Nacional de Educação, mas por Isabel Alarcão e que está em fase de apreciação, onde se fala de transições por vezes traumáticas na passagem do pré-escolar para o 1.º ciclo e deste para o 2.º ciclo. (via Público)
Desde cedo surgiram as mais diversas reacções:
1 - Valter Lemos a dizer que As bases já estão criadas, o perfil dos professores já foi alterado de modo a que, se for preciso, estejam preparados para a mudança; (via Portugal Diário)
2 - a ‘confap’ do Dr. Albino a dizer que pretende 3 professores desde 0 1º ciclo e não o Professor Único que há muito advoga Valter Lemos; (via Público)
3 - um pediatra que aparece não sei de onde a dizer que Não se pode fazer uma transição tão brusca. Do 1º para o 2º ciclo muda-se de espaço, de colegas, de matérias e também de um professor para uma data deles. (via Público)
4 - Maria de Lurdes Rodrigues, apesar do que disse Valter Lemos, afirma que Não é o meu objectivo e isso não estava no programa do Governo, não estava no nosso programa. (via RTP)
Desde que Valter Lemos profetizou sobre o ‘Professor Único’ (ver atrás) e que a Ministra da Educação anunciou o alargamento da ‘Escola a Tempo Inteiro’ que se adivinhava uma série de alterações no que concerne ao ensino básico. Aliás as Escolas Superiores de Educação já estam a licenciar professores generalistas e a graduar mestres, com as facilidades de Bolonha, em educadores de infância, professores do 1º ciclo e professores do 2º ciclo. Tudo se conjuga para haver alterações no ensino básico até ao 6º ano, para já, e até ao 9º em breve.
Convém, no entanto, ler, ler atentamente o estudo em causa que me aprece bastante completo e bem feito e não nos limitarmos às suas conclusões, ainda que ricas e não só assentes no que vem sendo propagado. (pode fazer o download directo do pdf daqui)
Para já ficam algumas notas que saliento:
1 - alguma desarticulação entre Maria de Lurdes Rodrigues e Valter Lemos;
2 - a irrelevância da observação da Ministra sobre o facto de não constar no programa de governo! A alteração dos regimes de frequência do ensino artístico especializado também não constavam e nem tal facto demoveu a Ministra nos seus intentos e tudo poderá ir avante sem utilizar a expressão ‘fusão’.
3 - sempre que o Ministério da Educação pretende alterar profundamente algo no sistema educativo surgem sempre conferências e estudos elaborados por académicos reputados.
Apesar destas constantes, leia-se o estudo porque vale a pena e tem matéria para reflectir.
Volto só a referir que nos exemplos de outros países falta, como vem sendo já habitual em estudos sobre educação, o caso alemão que, por sinal, no que ao assunto diz respeito, opta pela diversidade de professores em detrimento da mono-docência desde o 1 º ano do 1º ciclo para evitar o tal ‘choque’ ou ‘trauma’ na referida transição.
230 mil alunos do 4º e 6º anos realizarão amanhã e terça-feira uma coisa que deveriam ser exames para avaliar a sua aprendizagem e o ensino dos professores, mas não, serão só, como ora se diz, provas de aferição, uma vez que os resultados não contarão para as notas finais dos alunos!!!
E para que serve isso…, essa tal de aferição?
Eu não sabia, mas o Ministério da Educação, desta vez, esclareceu-nos cabalmente, afirmando que possibilitam, e cito:
uma reflexão colectiva e individual sobre a adequação das práticas lectivas. (via Público)
Quanto custará ao Estado esta multi e, quiçá, meta-reflexão de contornos psicanalíticos?
Façam-se exames como deve ser ou não esbanjem o dinheiro dos contribuintes! Haja decência e bom-senso!
Jorge Pedreira, defendeu esta quarta-feira que é preciso erradicar a ideia instalada em Portugal de que os maus resultados a matemática são normais (…).
Da constatação “lapaliciana” ao diagnóstico foi um tirinho:
(…) a qualificação dos professores que ensinam matemática continua a ser um dos problemas, mas recordou que o Plano de Acção para a Matemática procura suprir essa falha com acções de formação para os docentes. «Há problemas do ponto de vista curricular, há problemas do ponto de vista da formação de professores. (via Portugal Diário)
Se os professores do ensino público não são qualificados por que razão é que o Ministério da Educação os contrata? Das duas uma, ou se acaba com este discurso de que os problemas do ensino (e do país) está na falta de qualificação, ou deixe o Estado de contratar pessoas que, no dia seguinte, publicamente e sem parcimónia, desqualifica!
Via Público:
se não fizerem a avaliação dos sete mil professores contratados, “estes não poderão ver renovados os respectivos contratos”. (Jorge Pedreira, Secretário de Estado Adjunto da Educação)
(…)
“Mentira e chantagem”, clama o dirigente da Fenprof, Mário Nogueira (…)
Parecem reunidas todas as condições para arrasar com o já débil prestígio que a Escola Pública ainda granjeia junto dos cidadãos que, por acaso, são quem financeiramente a sustenta.
Fora durante uns dias regresso a um país destroçado porque descobriu através de um vídeo amador que há gandulagem nas nossas escolas e, vai daí, ele é alunos com potencial e promissor futuro de sucesso a gozarem professores, professores a roubar telemóveis e mp3 a alunos, pais que não educam os filhos, morangos que educam, o ministério a dizer que nada tem a ver com este tipo de gandulagem, até o Procurador-Geral a dizer que o melhor é metê-los na cadeia já como medida preventiva.
Tudo isto por existir gandulagem!? Não, porra, que a coisa até tem de ser naquela idade, mas vê-la em vídeo, isso é que não, era o que faltava; a gandulagem quer-se no seu recato pois a sua banalização retira todo o gozo aos que a praticam.
Fiz as minhas gandulices na idade de ser gandulo, mas preocupo-me com gandulos que cresceram sem deixarem de o ser e, ainda mais, com aqueles doutos e redoutos “cientistas” de hoje que nutrem uma psíquica, psicológica e psiquiátrica compreensão e complacência com actos de gandulagem, os quais desconfio que, em idade própria, nunca tiveram tomates para ser gandulos, mas que não se inibem de nos arrolar, em regime de comandita, como “treinadores de bancada” se ousarmos ter a mais leve opinião sobre educação!
Ciente de que devemos evitar olhar para o presente com os olhos do passado, uma coisa é certa no meio disto tudo: no meu tempo o gajo que fez o vídeo e o expôs estava fodido! Levava um arraial de facho que não se endireitaria tão cedo.
(more…)
José Sócrates ‘tira mais um coelho da cartola’, mais um para tentar safar a latente incompetência do Ministério da Educação - o Director Executivo da Escola.
O Primeiro-Ministro acordou (ou acordaram-no) para um problema que urgia há muito tempo resolver - a reminiscência do PREC dos Conselhos Executivos das escolas eleitos pelos professores. Fê-lo em pleno Parlamento quando toda a oposição se preparava para atacar o governo (mas que oposição que nem pegou nos resultados do PISA 2006 que incomodavam, esses sim, Sócrates, antes bradando com assuntos que nada interessavam). Fê-lo e fê-lo bem, no melhor momento (para ele, entenda-se) porque já ninguém reconhece competência nem autoridade a esta equipa do Ministério da Educação.
Através de sucessivo e ininterrupto frenesim legislativo, o Ministério da Educação tem atirado para as escolas, de trambolhão em trambolhão, medidas e contra-medidas que nada mais têm conseguido do que desmantelar a estrutura existente sem tratar de a substituir por outra, provocando um caos confrangedor.
O sistema educativo está paralisado, seja por agredirem ostensiva e publicamente o estatuto social do professor, seja por avançarem com avaliações de professores sem antes os avisarem nem informarem sobre o que seriam avaliados, seja pela perfeita aberração do concurso para “Professor Titular”, onde contavam os anos de serviço, as directorias de turma, as actividades escolares, mas não curarem saber se os visados tinham ou não sido bons professores durante o período de serviço, se tinham ou não sido bons directores de turma, se tinham dado boas aulas de estudo acompanhado ou não, ignorando o que faziam nas áreas de projecto, enfim, um inusitado rol de impropérios que não lembraria a pessoas com um mínimo de bom-senso, culminando com uma avaliação dos professores sem previamente lhes colocarem objectivos precisos e mensuráveis, avaliação essa a cargo das tais reminiscências do PREC - os Conselhos Directivos.
Já em tempos escrevi (aqui e aqui) que não acredito na eficácia da avaliação dos professores nem na autonomia das escolas nem na melhoria da aprendizagem sem alterar 4 pontos essenciais no que à gestão administrativa, escolar e cultural diz respeito, os quais volto a insistir:
1 - a inscrição do dever de educar no quadro da responsabilidade civil objectiva da paternidade;
2 - o fim dos conselhos directivos eleitos e a contratação de directores por concurso público;
3 - exames nacionais a todas as disciplinas em todos os final de ciclo e provas globais internas nos anos intercalares a todas as disciplinas, corrigidas cegamente, em todas as escolas;
4 - avaliar o desempenho dos professores com base em objectivos muito concretos e mensuráveis por classe e aluno.
Parabéns a José Sócrates pela ousadia de tratar do 2º ponto, mas convém alguma segurança: num momento que se fala de competências, não me parece de todo aconselhável que a função de director executivo de uma escola seja desempenhada por professores, a não ser que estejam qualificados academicamente para para o efeito!
Nem os gestores deverão ser professores de português, nem estes gestores exclusivos de escolas!
Seria até de evitar que antigos membros de conselhos executivos desempenhem a função de director executivo para evitar situações de compadrio ou perpetuação no poder.
José Sócrates escolheu a Educação e a Saúde para o debate mensal no Parlamento. Dá-me ideia que vai ser um ver se te avias de números, de números de todos e de tudo a que número se possa reduzir, e número que não estiver a preceito, como os do PISA 2006, é evidente que o discurso será o de que é preciso dar tempo para que em conveniente número se possam tornar. Não nos dos PISA 2006, não,! Nos convenientes, nos tais que defenderá que o tempo, a seu tempo (20 anos, diz) colocará a preceito.
José Sócrates já vai dizendo que a luta é pelas qualificações - sucedâneo da expressão “sucesso escolar”, ou seja, passagens e diplomas - e evita o que verdadeiramente está em causa: a aquisição de saberes e competências específicas e culturais para a vivência num mundo globalizado com uma identidade adequada.
Insiste ainda o Primeiro-Ministro que defende mudanças “passo a passo”, em alternativa às grandes reformas do sector (Público), mas que quererá isto dizer se a sua Ministra da Educação levou a cabo não grandes reformas, mas uma autêntica revolução, conseguindo destruir o pouco que havia, nomeadamente, o estatuto social dos professores e, consequentemente, a sua autoridade, reduzindo-os simples burocratas administrativos que, com anacrónicas mangas de alpaca, tratam de papelada, ficando sem tempo, o tal que é preciso dar tempo, para tratarem dos alunos?
Repare-se na leitura distorcida que o Ministério da Educação faz dos resultados do PISA 2006 no seu próprio site:
Na literacia em ciências, Portugal apresenta um valor de 474, em comparação com 459 em 2000 e 468 em 2003.
Já na literacia em leitura, o valor de 2006 (472) é superior ao de 2000 (470), mas inferior ao de 2003 (478).
Por fim, na literacia em matemática, os 466 pontos de média verificados agora repetem o valor de 2003, continuando acima de 2000, quando o desempenho médio dos alunos portugueses foi de 459.
(Portal da Educação)
Não há vergonha! É o ultrage, a manipulação dos resultados, o sacudir da água do capote!
Sejam sérios e não tenham vergonha de admitir a incompetência, o erro nas políticas de gestão escolar e cultural, enfim, assumir que estavam enganados e entregar o assunto a quem saiba fazer melhor, em especial, no que à organização, à gestão escolar e à aprendizagem diz respeito!

A propósito desta imagem que recebi por email lembrei-me do ‘Fan Ike’ da Sandra Vanessa!
Primeiro ler, depois mastigar bem e depois digerir…
Digerir?
Não acredito. A Senhora Ministra da Educação está muito bem alicerçada junto de José Sócrates e mais ainda de Cavaco Silva, que estão muito preocupados com os índices de “sucesso” escolar (leia-se passagens mais fáceis do que as administrativas do tempo do PREC), do que na aquisição de saberes e competências, nomeadamente na literacia em ciências, matemática e leitura, que é do que trata o PISA - Programme for International Student Assessment.
Esta ideia de aferir o conhecimento dos alunos de 15 anos veio causar um grande desarranjo nestes nossos líderes: só três países se saem pior que Portugal - Grécia, Turquia e México; 25 % contra uma média da OCDE de 19,3% têm um conhecimento científico muito limitado; apenas 3,1% dos alunos portugueses atingem os níveis 5 e 6 (numa escala de 1 a 6) contra a média de 9% da OCDE, sendo que só 0,1% atingem o nível máximo; no do custo por estudante, verifica-se, por exemplo, que a Eslováquia gasta menos de metade (do básico ao secundário) e os seus alunos têm desempenhos bem superiores aos colegas portugueses.
Depois de todas as pseudo-reformas que este governo tem levado a cabo através da senhora Ministra Lurdes Rodrigues, os resultados mostram bem o caminho - admitir a incompetência, o erro nas políticas de gestão escolar e cultural, enfim, assumir que erraram e entregar o assunto a quem saiba fazer melhor, em especial no que à organização, à gestão escolar e à aprendizagem diz respeito!
É absolutamente caricato ter encetado uma campanha cega contra o estatuto social dos professores quando, afinal, tudo o que está a montante é que não funciona, ou seja, o próprio Ministério da Educação! Para cúmulo, para entendermos melhor o resultado dessa campanha difamatória contra o professor podemos ainda ler, para nossa vergonha, a inevitável, apesar de ingénua, arrogância da ignorância:
Os alunos portugueses de 15 anos são dos que mais valorizam a importância do conhecimento científico. Em toda a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), são mesmo os que mais desejam seguir uma carreira nesta área, apesar de apenas dominarem as competências mais simples.
A maioria acredita que o seu desempenho é bom e que aprendem rapidamente o que é ensinado nas aulas, demonstrando uma atitude bem mais confiante do que os seus colegas finlandeses, que lideram o ranking. Mas na hora de mostrar as suas competências, só três países se saem pior - Grécia, Turquia e México.
(via RTP)
Todos os sistemas lógicos baseados estritamente no conhecimento - como, por exemplo, a Ciência Moderna -, apenas alcançam o nível das espécies: escapam-lhes os indivíduos. Precisamente, porque não têm como finalidade saber “o que as coisas são”, mas apenas “aquilo para que as coisas servem”. Não espanta pois que operem e porfiem pela uniformização, pela massificação, em suma: pela “standardização”. Aquilo que não atingem, não compreendem e, por conseguinte, terraplanam. O que escapa à “média” - dada pela “estatística”, pela “lei geral”, pelo “mito autorizado”, enfim, pela “moda gnoseológica” da berra - amputa-se ou tortura-se até não restar mais que um puré de factos e invólucros normalizados.
Dragão no Dragoscópio
O que é dito neste texto pelo Dragão deveria ser obrigatório antes da catequese, depois do crisma e sempre, em especial nos centros de educação e investigação, sendo que o que aqui é dito, da paranóia de que só existe, só é, como facto, como verdade, o que o método experimental consegue comprovar, é exactamente a mesma premissa que está a enfermar os cientistas da educação, de que só o que pode ser aferido por um dos cinco sentidos do cânone, ou capaz de ser abstractamente compreensível, poderá ser passível de ser ensinado ou aprendido.
Como as manifestações artísticas, em geral, escapam a este espartilho cientista, já que nos impressionam através de formas de percepção que ainda desconhecemos, ditas de sensitivas (coisa que ao certo ninguém sabe precisar de que se trata), as confusões e os mais descarados dislates podem ser ditos e autoritariamente prescritos sobre a educação artística como se, mesmo atendendo às múltiplas e desconhecidas formas por que a arte nos pode impressionar, não existissem conteúdos passíveis de ser transmitidos, ensinados e aprendidos, como por exemplo a tradição, a cultura, mais exactamente.
Aos cientistas convinha terem consciência de que o conhecimento humano é ainda um grão de areia no que há para conhecer no cosmos e, por analogia, no Ser Humano, da mesma forma de que os artistas e educadores especializados nas mais diversas artes, deveriam respeitar, transmitir e ensinar o que é sabido, o currículo, para que a criatividade individual, possa, então sim, revelar-se e manifestar-se com a liberdade que a plenitude do Ser permite, mesmo que explorando o desconhecido, como convém.
A treta da libertação pela criatividade e a paranóia de não coarctar psicologicamente a iniciativa artística desde tenra idade com a transmissão e aprendizagem de conteúdos, fez (e faz) proliferar uma série de estudos, investigações e cursos que mais não são que umas mezinhas desgarradas da tradição e da cultura, correndo o risco de que em inusitado dia, um notável menino, em denso transe criativo, abanando o rabiosque ao som de um gig de um jogo da playstation, pegue em dois seixos e invente a pedra lascada, num autêntico produto refinado de uma qualquer performance multidisciplinar de artes plásticas, música e dança…, ao som do Lou Reed, YEAH!!!
É baseado neste embuste intelectual, onde o conhecimento recusa admitir a sua ignorância (coisa estranha para a sabedoria), transmitido por diversos investigadores muito atreitos a elaborar estudos para o Ministério da Educação com conclusões previamente contratadas, que a educação artística não é inserida curricularmente no sistema educativo, coarctando, aqui sim, e indelevelmente, as crianças e os adolescentes de fruirem de uma educação muito mais próxima do Ser, que cada uma é, e que necessitam de conhecer e explorar para, livre e interactivamente criativa, conseguirem construir e ir redesenhando a sua identidade.
INQUALIFICÁVEL EXCLUSÃO SOCIAL e PROFISSIONAL de ARTISTAS e PROFESSORES
Conclui-se hoje, penosamente, o último dia da Conferência Nacional de Educação Artística (link) que decorre desde 2ª feira na Casa da Música no Porto.
Impõe-se-me, antes do mais, repudiar veementemente o despautério (aguardado e denunciado, diga-se) de marginalizar generalizadamente os artistas e professores desta (dita) conferência nacional, organizada pelos Ministérios da Cultura, da Educação e dos Negócios Estrangeiros (conforme Despacho n.o 23 572/2006), sob a égide da UNESCO.
Uma conferência nacional de educação artística que exclui artistas, pedagogos experientes e escolas de ensino artístico especializado é algo que nem um país no Terceiro Mundo ousaria!
Os responsáveis por este evento têm de ser responsabilizados por esta conduta, no mínimo, insultuosa, de total menosprezo, diria, até de exclusão social e profissional, de todos os que há anos vêm desenvolvendo actividade de reconhecido mérito nas artes e na sua educação.
Esta abjecta ostracização dos artistas, pedagogos e escolas de educação artística não é inocente nem virgem: precedentes deste teor já se vislumbravam no Roteiro para a Educação Artística (link) e no estudo encomendado pelo Ministério da Educação do Prof.º Doutor Domingos Fernandes que culminou no Relatório de Avaliação do Ensino Artístico (link).
O comportamento, continuado e cada vez mais assumido, das senhoras Ministras da Educação e da Cultura de absoluto menosprezo, senão desdém, pelos professores e pelas escolas de educação artística é demasiadamente grave para continuarmos como pacientes observadores, na esperança de que se trate de um equívoco!
Não é um equívoco nem é inocente - trata-se de um assumido despautério!!!
Duas Ministras, a da Educação e da Cultura que, sucessivamente, vêm ostracizando, pública e socialmente, os seus agentes educativos, das duas uma: ou todos os artistas e professores não servem, ou serão as senhoras ministras que não servirão para cumprir a prima missão que lhes é exigida - SERVIR a EDUCAÇÃO E A CULTURA!
ps: breve lista de artistas e professores (por ordem alfabéctica) de que me lembrei de repente, que não estiveram presentes neste Conferência Nacional de Educação Artística, nem tão pouco foram solicitados a prestar colaboração, pedindo, desde já perdão, pelas centenas ou milhares que me esquecerei com toda a certeza:
Música:
Adriano Aguiar, Alexandre Delgado, Álvaro Cassuto, Álvaro Salazar, Amílcar Vasques Dias, Ana Cancela, Ana Ester Neves, Ana Mafalda Castro, Ana Maria Valente, Ana Paula Russo, Ana Bela Chaves, Aníbal Lima, António Augusto de Aguiar, António Carrilho, António Chagas Rosa, António de Sousa Dias, António Pinho Vargas, António Rosado, António Saiote, António Victorino d’ Almeida, António Wagner Diniz, Antóno Toscano, Armando Possante, Artur Pizarro, Bernardo Sassetti, Cândido Lima, Carla Seixas, Carlos Alves, Carlos Azevedo, Carlos Barreto, Carlos Bica, Carlos Caíres, Carlos Fragateiro, Carlos Semedo, Carlos Voss, Carlos Zíngaro, Carmélia Âmbar, Cecília Fontes, César de Oliveira, César Viana, Cesário Costa, Christopher Bochman, Cláudia Nelson, Daniel Oliveira, Dina Resende, Elisabete Matos, Elsa Saque, Emmanuel Nunes, Eurico Carrapatoso, Eurico Rosado, Fátima Travanca, Fausto Neves, Fernanda Correia, Fernanda Wandschneider, Fernando Lapa, Filipa Taipina, Filipe Pinto-Ribeiro, Filipe Pires, Gerardo Ribeiro, Gisela Neves, Helena Lima, Helena Marinho, Inês Saraiva, Irene Lima, Isabel Delerue, Isabel Soveral, Jaime Branco, Jean-Marc Burfin, Joana Carneiro, João Madureira, João Pedro Oliveira, João Rafael, Joaquim Fernandes, Jorge Correia, Jorge Lima Barreto, Jorge Machado, Jorge Moyano, Jorge Sá Machado, José Atalaya, José Massarrão, José Pina, Luís Tinoco, Madalena Soveral, Magda Ferreira, Manuel Ivo Cruz, Manuel Morais, Manuela Gouveia, Marco Pereira, Maria Helena Pires de Matos, Maria João Pires, Maria João Serrão, Maria José Souza Guedes, Mário Laginha, Mário Mateus, Mário Santos, Mários Barreiros, Miguel Azguime, Miguel Borges Coelho, Miguel Henriques, Miguel Ivo Cruz, Miguel Rocha, Nancy Lee Harper, Nelson Cascais, Nuno Ivo Cruz, Nuno Pinto, Olavo Barros, Olga Prats, Palmira Troufa, Paulo Bastos, Paulo Ferreira de Castro, Paulo Gaio Lima, Paulo Gomes, Pedro Amaral, Pedro Burmester, Pedro Caldeira Cabral, Pedro Carneiro, Pedro Couro Soares, Pedro Guedes, Peter Rundel, Piñeiro Nagy, Roberto Perez, Rui Gama, Rui Pinheiro, Sara Carvalho, Sequeira Costa, Sérgio Azevedo, Sofia Lourenço, Tânia Achot, Teresa Cascudo, Tomás Henriques, Vasco Pearce de Azevedo, Virgílio Melo;
Teatro:
Ana Tamen, António Reis, Armando Nascimento Rosa, Carlos Avilez, Carlos J. Pessoa, Cristina Homem de Mello, David Antunes, Diogo Dória, Diogo Infante, Emmanuel-Démarcy Mota, Estrela Novais, Filipe La Féria, Gisela Cañamero, Isabel Alves Costa, João Lagarto, João Brites, Jorge Listopad, José Wallenstein, Júlio Cardoso, Lia Gama, Luca Aprea, Luís Lima Barreto, Luís Miguel Cintra, Márcia Breia, Ricardo Pais, Rui Pina Coelho, São José Lapa, Teresa Ricou, Vera San Payo de Lemos;
Dança:
Alexandre Fernandes, Ana Lacerda, Ana Sendas, Benvindo da Fonseca, Carlos Prado, Cecília Graço Moura, César Augusto Moniz, Clara Andernatt, Cláudia Nóvoa, Fátima Brito, Filipa Castro, Gil Mendo, Graça Bessa, Inês Amaral, Iolanda Ruas, Isabel Barros, João Costa, Jorge Salavisa, Maria Ruas, Mariana Paz, Olga Roriz, Paula Pinto, Romeu Runa, Rui Horta, Rui Lopes-Graça, Rui Pinto, Sílvia Real, Sofia Belchior, Susana Cecílio, Teresa Alves da Silva, Teresa Simas, Vasco Macide, Vasco Wellenkamp, Vera Mantero;
Cinema:
Ana Luísa Guimarães, António Pedro Vasconcelos, Fernando Fraga, Inês de Medeiros, Jacinto Lucas Pires, João Canijo, João Mário Grilo, João Milagre, Joaquim de Almeida, Joaquim Leitão, José Bogalheiro, José Fonseca e Costa, Lauro António, Manoel de Oliveira, Maria de Medeiros, Paulo Branco, Paulo Pires, Pedro Sena Nunes, Teresa Madruga, Teresa Villaverde;
Belas Artes:
Ângelo de Sousa, Graça Morais, Joana Vasconcelos, João Carqueijeiro, João Cutileiro, José de Guimarães, José Rodrigues, Júlio Pomar, Júlio Resende, Luísa Gonçalves, Manuel Cargaleiro, Paula Rego;
Arquitectura:
Aires Mateus, Alcino Soutinho, Alexandre Burmester, Eduardo Souto Moura, Filipe Oliveira Dias, João Mendes Ribeiro, Pedro Campos Costa, Pedro Ramalho, Raimundo Gomes, Rui Miguel Cruz, Sérgio Secca, Siza Vieira;
Fotografia:
Eduardo Gageiro, Fernando Guerra, Gérard Castello-Lopes, Mário Cabrita Gil, Sérgio Freitas.
Conferência Nacional de Educação Artística - o absoluto despautério!
A ler e reter o que o José Manuel Fonseca escreveu no A Infelicidade ao Alcance de Todos onde aborda as consequências da substituição da avaliação do desempenho pela do potencial no mundo empresarial.
Breves excertos:
(…) nos últimos tempos o valor das pessoas não está associado ao seu passado.
(…) Reenquadrando tudo no “potencial”, fazemos depender do futuro, sempre deslizante, uma opinião sobre o valor de qualquer pessoa.
(…) Isto tem a vantagem de desgastar bastante as pessoas cujo património de vida, de experiência e de bom trabalho numa qualquer organização será sempre desvalorizado e sem relevo.
(…) Criam-se organizações sem memória, sem lealdades nem cumplicidades duradouras entre os seus habitantes, mas a quem será, necessariamente, exigida uma dedicação e comprometimento organizacional unilaterais.
José Manuel Fonseca, Então agora que o íamos promover é que se vai embora?
O pensamento actual traduzido nesta análise pode bem ser aplicada ao sitema educativo dos dias de hoje, onde muito se fala e investe na matemática e tecnologia, em detrimento dos pilares civilizacionais, as artes e as humanidades, que conferem e educam a gerir emoções, enquadrando-as na memória, na tradição, conferindo o essencial para construção da identidade, condição prima para se saber quem é nesta aldeia global.
Está marcada para os próximos dias 29, 30 e 31 de Outubro a Conferência Nacional de Educação Artística (link) a ocorrer na Casa da Música, no Porto.
Não se percebe bem quais os intentos desta adiada, mas agora muito repentinamente agendada, conferência, mas sabemos que da Conferência Mundial da Educação Artística (link) saiu um Relatório elaborado por Lupwishi Mbuyamba (link), donde evidencio as seguintes conclusões:
É necessário definir prioridades de acção imediata. Em termos de continuação deste grande
evento, foram suscitadas algumas questões fundamentais, que apontam para a necessidade
de prosseguir a investigação e aprofundar as análises. Este trabalho fará certamente parte
do Roteiro para a Educação Artística.
Nomeadamente:
· O papel da Arte na sociedade
· Criatividade e Imaginação
· Definição da Educação Artística abrangendo o Património Cultural
· Coexistência de arte viva tradicional e contemporânea.
Ainda o ano passado, foi editado o denominado Roteiro para a Educação Artística com o subtítulo Desenvolver as Capacidades Criativas para o Século XXI que podem ver no (link).
No entretanto, em Março deste ano, O Ministério da Educação recebe um Relatório de Avaliação do Ensino Artístico (link) que tinha, anos antes, encomendado ao Prof.º Domingos Fernandes, o qual se rodeou de uma equipa de cientistas em educação e nenhum artista ou pedagogo em qualquer ramo das artes, para zurzir no estado do ensino ministrado pelas Escolas de Ensino Especializado públicas, sem nenhum trabalho de campo relevante e esquecendo que existem mais 90 escolas de ensino especializado com paralelismo pedagógico, reconhecidas pelo próprio Ministério da Educação.
Na posse deste relambório relatório, o Ministério da Educação tratou logo de tirar as conclusões que lhe convinham: refundar o ensino artístico especializado, ou melhor, reduzi-lo ao regime integrado. Poupar dinheiro, pois é claro, mas a verdade é que não haveria, cientificamente, muito mais a retirar do trabalho apresentado pelo Prof.º Domingos Fernandes.
É no meio de toda esta confusão que fomos dando conta aqui, aqui e aqui, que chegamos à preparação, muito discreta e em pleno período de férias, desta Conferência Nacional de Educação Artística que reuniu cerca de 300 iluminados, bem decerto convidados e motivados pelas Direcções Regionais de Educação e/ou Cultura que atrás dei conta, entre os quais, mais uma vez, poucos artistas se contam.
É neste contexto que chagamos à Conferência Nacional de Educação Artística, engatada, é certo, já muito dirigida e melhor controlada, para concluirem o que muito bem lhes aprouver ou que mais jeito a alguns der!
Nesta conformidade o Ideias Soltas disponibiliza uma secção - CNEA - contributos - para todos aqueles que pretendam participar no debate sobre a Educação Artística em geral e Ensino Especializado em particular, mas não tenham espaço ou sejam obrigados a manter o anonimato, anonimato esse que me comprometo a manter sigilo, assunto a que dedicarei o post seguinte.