De acordo com dados divulgados hoje pelo Ministério da Educação (ME), 18,3 por cento dos alunos obteve “Não Satisfaz”, dos quais 1,8 por cento obtiveram a nota mais baixa, alcançando o nível E, numa escala até ao nível A.
Em 2007, quatro em cada dez alunos (41 por cento) chumbaram na prova, dos quais 6,6 por cento obtiveram o nível mais baixo. (via Público)
Fantástico! UAU! Em apenas um ano os resultados dos alunos de matemática nas provas de aferição do 6º ano melhoraram 224% – redução de cerca de 41% para 18,3% que não obtiveram nota positiva.
É muita qualidade, muita tecnologia, prenhas de inovadoras e tecnológicas inovações e não me admiraria que a Agência Nacional para a Qualificação certificasse já estes alunos com o grau de mestres em sabedoria intensiva aplicada.
De parabéns estão o Ministério da Educação, o governo por dar estas novas oportunidades e, com certeza, o Sr. Presidente da República que vê assim que um dos seus alertas (quase diários, agora) não foi em vão.
E assim vão…, vamos…, iremos, todos, não sei para onde, mas vamos, cheios de tecnologia e inovação!
Prevejo, com sincera fé, e atendendo à manutenção desta cadência de sustentado desenvolvimento, que em menos de 2 anos ultrapassemos a média europeia de sucesso escolar. É garantido!
ADENDA:
Ministra da Educação rejeita críticas de facilitismo nas provas de aferição
Após a realização das provas, a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) sublinhou que os enunciados contêm um “número exagerado de questões demasiado elementares”, afirmando por isso que os resultados dos alunos poderiam ser bastante piores se os enunciados fossem “mais exigentes”.
Confrontada com esta acusação, a ministra considerou que houve “pouca prudência” e “imprecisão” nas críticas da SPM e garantiu que as provas de 2008 são “equivalentes em complexidade e dimensão” às de 2007. “Agora é moda dizer-se que as provas são fáceis. A percentagem de alunos que consegue resolver todo o teste é de cinco por cento”, afirmou.
“É com alguma mágoa que vejo acusações de facilitismo. São comentários de pessoas que não entendem nada de avaliação educacional”, afirmou, por seu turno, o director do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), Carlos Pinto Ferreira, responsável pelas provas.
É mais do que evidente! Ele há mesmo gente muito mal-intencionada! Gente sem tecnologia nem inovação!
A Companhia do Chapitô festeja hoje o seu 12.º aniversário comemorando a data com (via Anacruses) uma “versão especial” do seu espectáculo mais internacional – “O Grande Criador”, no Teatro da Trindade, às 22:00 horas, com José Carlos Garcia, Jorge Cruz e Rui Rebelo.
Parabéns por mais um ano de sucesso de bilheteira sem ceder na qualidade das produções nem no facilitismo da ‘cultura light’.


Já anteriormente dei nota de que a ambulância da VMER em Beja está muito bonita, bem equipada, embora nem sempre operacional, não pelo preço dos combustíveis, mas por falta de médicos. (via Público)
Daí que a população esteja, através das várias associações culturais e recreativas representantes do povo e da região, concentrada em empreender (recorrendo aos últimos formados pelo IEFP em ‘empreendedorismo’) uma solução inovadora (recorrendo aos mais recentes especialistas em ‘inovação’ formados pelo IEFP e creditados pela Agência Nacional para a Qualificação) de fazer coincidir as aflições dos doentes com a disponibilidade dos médicos, das ARSses e demais poderes instalados e/ou em vias de instalação.
Caso não seja viável chegar a um entendimento entre as diversas partes diz-se que as autoridades competentes equacionam a instauração da figura de ‘médicos de substituição’ à semelhança do que se faz já com os professores, contando para isso que, rapidamente, a Agência Nacional para a Qualificação credite mais um curso rápido no IEFP para o efeito.
Enquanto as autoridades equacionam, os futuros doentes condescenderam em aguardar mais um mês pela equação, mas prometem uma marcha de luta e de luto caso a equação não se venha a encontrar.
Jorge Coelho afirmou hoje, no âmbito da apresentação do programa da Conferência Internacional de Transporte Aéreo, o qual presidirá, que Portugal “precisa urgentemente de infra-estruturas que suportem o crescimento do país”, referindo-se especificamente à construção do novo aeroporto em Alcochete. (via Público)
Ora eu penso de que, sim e mais diria que me parece muito importante que esta conferência conte com a presença de políticos e académicos.
Um dia destes um gajo pega num dicionário e lerá:
académico – sing. masc. – político estagiário; político reformado; professor temporariamante do quadro aguardando futuras eleições legislativas ou nomeação para cargo político; cientista de educação que elabora centenas de estudos anualmente para o Ministério da Educação e outros.
político – sing., masc. – ex-académico; futuro académico; estagiário em gestão de empresas privadas de obras públicas; fobia acometida, em geral, durante a adolescência.
O Dragão entendeu por bem precisar o conceito de “ciência” uma vez que os significados evoluem, também eles, pragmaticamente. Sintoma disso mesmo é a abundância de artigos de médicos espalhados em publicações ditas científicas por esse mundo afora, apoiados, é claro, na força da razão e da ciência…
Começa assim o Dragão:
CIÊNCIA s.f., conhecimento certo e racional sobre mundos imaginários; investigação metódica das leis e fenómenos que podem ser subsidiados, comercializados e lucrativos; sofisma passageiro bem sucedido; cegueira…
Mas isto surgiu-me a propósito de quê? Ah, sim, já me lembro, da vaga de cientistas de educação que de há umas décadas pupulam pelo Ministério da Educação!
É o que pretende dizer Albino Almeida ao Procurador-Geral da República a propósito dos maus-tratos infligidos por professores a alunos. Vai ser dia 18, segundo o Público.
E vídeo para o Youtube, não há? Sugiro, então:
Pressinto uma generosa janela de oportunidade para jovens cineastas em ambiente escolar, isto é, se se aplicarem em tecnologia e inovação.
Professora do Salgueiral coloca fita-cola na boca de alunos e obriga-os a ficarem voltados para a parede. Um deles, que segundo o pai tinha problemas respiratórios, conseguiu escapulir-se da sala. (via Público)
A tradição já não é o que era! Onde ficaram as “orelhas de burro”?
Bem sei que a professora poderá sempre argumentar que a escola não tem verba para as orelhas, mas então também não deveria desperdiçar na fita-cola!
É por estas e por outras que o vídeo, tal como no futebol, é hoje essencial para se poder aquilatar o contexto das coisas de forma a permitir uma visão contextualizante dentro do contexto.
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Atendendo aos antecedentes é muito natural que o Senhor Procurador Geral da República nomeie, a todo o momento, uma equipa de investigação de Fornos de Algodres para investigar a onda de crimes violentos na área da Grande Lisboa.
Estejamos atentos!
A fragmentação extrema da divisão social corresponde (…) à nova tendência tecnológica para o «ligeiro» (…)
Têm-se apontado (…) os aspectos risíveis das inovações tecnológicas modernas, a sua proliferação de acessórios, as suas aberrações de funcionalidade absoluta (…)
O tecnológico tornou-se porno; o objecto e o sexo entraram, com efeito, no mesmo ciclo ilimitado da manipulação sofisticada, da exibição e da proeza, dos comandos à distância, das interconexões e comutações de circuitos, de «teclas sensitivas», de combinatórias livres de programas, de existência visual absoluta.Gilles Lipovetsky, A Era do Vazio (1983)
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