Estava tudo calmamente engendrado entre os ‘barões do PSD’ no apoio a Aguiar-Branco até que Luís Filipe Meneses, com ar cândido e desinteressado diante de Mário Crespo, louvou o trabalho do pré-candidato como líder da bancada parlamentar!
Sem perceber que há muito que é o ódio, destilado em políticas de intervenção mediáticas de ataque pessoal arruaceiro, que predominam junto do(s) estratega(s) de serviço dos referidos barões, Aguiar-Branco viu o tapete fugir-lhe dos pés para assentar, afinal, Paulo Rangel.
Agarrado à barriga, a contorcer-se de tanto rir, deve mesmo estar Luís Filipe Meneses!
O ódio pode render aderentes, mas não serve a inteligência e muito menos o país!

Mario CrespoMário Crespo, convidado para falar nas jornadas parlamentares do CDS sobre o primeiro ano de presidência de Barack Obama, esgotou quase todo o tempo a falar das referências pouco elogiosas que Sócrates lhe terá feito durante um almoço na terça-feira da semana passada, num restaurante em Lisboa. (via Público)
Ele há vários problemas a solucionar: o que é uma conversa privada a alta voz num local aberto ao público, o que é isenção jornalística e, não com menos pertinência, que interferência poderá ter tido junto das gentes das orlas dos poderes a presença em massa em Lisboa de carrosséis, num primeiro momento e, de seguida, de vendedores de farturas e pipocas.

A 9 de Junho pretérito, a propósito da solução do governo para o BPP, Cavaco Silva afirmou:

Não devo comentar decisões concretas do Governo em público, aquilo que eu tenho a dizer sobre decisões do Governo entendo que devo dizer em privado.

Ontem, a propósito de declarações de Mário Lino sobre o TGV, Cavaco comentou, dizendo tratar-se de:

(…) um caminho de bom senso.

Cavaco SilvaOra parece que, afinal, ele há dias de bom-senso, outros menos, outros mais um bocadito, variando consoante a conveniência ou o ‘mood’ do dia…
Urge, de facto, promover o bom-senso social e político neste país, mas não deveria ele, em nome do bom-senso, não variar em tanto, em 180º no caso, diria, e em tão curto espaço de tempo?
É que assim até fica a ideia, seguramente errónea, de que a pretensão seria dar um jeito a determinado partido e a particular líder!

Lendo o título de que a greve dos professores interessa ao governo, poderá achar-se que tomei algo a mais que me toldou o discernimento, mas..
Mas, meus amigos, desde que os professores se emanciparam do tentáculo dos sindicatos e compareceram em massa nas manifestações marcadas em dias de fim-de-semana, que Sócrates sabia que o impasse criado pelos sucessivos disparates de Maria de Lurdes Rodrigues e sua equipa colocavam, seriamente, em causa uma futura maioria absoluta ou até a vitória nas próximas legislativas, atendendo à progressiva sensibilização da opinião generalizada dos eleitores face às reivindicações dos professores.
Como poderia Sócrates inverter tão funesta tendência? Fácil! Nada melhor que empurrar os sindicatos a cumprir a tonta promessa de greves às aulas e às avaliações dos alunos, de forma a transtornar, cruelmente, o dia-a-dia dos alunos e dos pais.
O Ministério da Educação nunca desistirá de chamar de ‘avaliação dos professores’ seja lá ao for, nem que tenha de ceder até e apenas aos níveis de assiduidade (veja-se a tendência), enquanto os professores, incautos, tratarão, desta vez a reboque dos pavões dos sindicatos, de voltar a opinião dos cidadãos contra eles com greves penalizadoras dos cidadãos!
É pena, não por Sócrates sair a ganhar, mas porque ainda me dá para entristecer quando vejo perder causas justíssimas e importantes para Portugal sempre que a inteligência é necessária.
Como é que os professores, aqueles que em boa hora se emanciparam dos sindicatos ao ponto de os fazer andar a correr atrás deles nas manifestações onde exuberantemente desfilaram, caíram nesta esparrela de ‘ana caprina’?

Questionado como vê a possibilidade de também o líder do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, avançar com uma candidatura às eleições directas do PSD, Miguel Relvas declarou ver «com bons olhos todas as candidaturas». (Miguel Relvas via Portugal Diário)

Luís Filipe Menezes anuncia que deixa liderança e marca directas antecipadas no PSD. (via Público)
É tempo de vermos quem são afinal os que têm os tomates no sítio entre o rol dos críticos “notáveis” que infernizaram a vida a Menezes. Ou se candidatam ou são mesmo, mas mesmo politiqueiros de alforge. Não é dizer que apoiam este ou aquele ou aqueloutro, ou proclamar, solenemente, que se irão seriamente empenhar para angariar assinaturas para candidaturas de mais líderes temporários; é avançarem, os tais “barões” ou “tubarões”, com a mesma garra com que maldisseram, incessantemente e sem tréguas, o líder cessante.
Quero vê-los, sempre quero ver quem os tem no sítio!

Tento não me imiscuir na vida interna dos partidos, mas o que de repente está a acontecer no PSD é demasiadamente grotesco! O que estará a unir Rui Rio, Pacheco Pereira, Manuela Ferreira Leite, Amândio de Azevedo, António Capucho, Manuel Dias Loureiro, José Falcão e Cunha, Eduardo Azevedo Soares, Carlos Horta e Costa, José Luís Arnaut, Miguel Relvas e Miguel Macedo? Será a vergonha do que se passou com os cadernos eleitorais do PSD nas últimas eleições directas enquanto Miguel Relvas, muito chegado a Arnaut, era o secretário-geral? Já se esqueceram da vergonha nacional que isso representou? Que disseram estes senhores na altura sobre o assunto?
E onde estiveram todos estes senhores (exceptuando a Sra. Dra. Manuela Ferreira Leite) nas últimas eleições directas? Não cheirava então que o PSD poderia ganhar em 2009 e agora parece abrir-se uma janela de esperança através das sondagens que retiraram a maioria absoluta ao PS? Agora já querem ir a votos? Rui Rio, o programado promitente D. Sebastião para alguns “notáveis” do PSD, sente que afinal já merece a pena correr o risco? Já dá jeito, agora?
Manuela Ferreira Leite afirmou ontem que o PSD não pode dar-se ao luxo de desrespeitar um militante do nível do Rui Rio (via JN), mas pergunto, será que para a distinta Senhora o PSD se pode dar ao luxo de ter um coro de “notáveis”, ausentes nos momentos que o partido mais deles precisa, a acusar publicamente a actual direcção de que está a abrir as portas à lavagem de dinheiro (via Público) como afirmou Rui Rio?
Fico com a ideia de que a alteração da forma de pagamento das quotas (questionável, é certo) é muito secundária ao objectivo que este conjunto de “notáveis” pretenderá atingir!

O autarca vincou que só perante “uma situação verdadeiramente excepcional”, pessoal – “uma doença, por exemplo” – ou política, é que poderia abandonar a Câmara do Porto antes do fim do mandato (…) (via Público)

Ora pois, o céu anda ainda muito nublado para a época do ano…! Para já Aguiar Branco e até 2009 a ver vamos se surge ou não um situação verdadeiramente excepcional…, até porque o importante, neste momento, é não ser derrotado por Luís Filipe Menezes!