Entre 6 e 10 de Setembro está a decorrer o FIMC – Festival Internacional de Música Contemporânea em Salvador da Bahia, estando esta III edição particularmente dedicada à música contemporânea portuguesa, com as presenças de Jaime Reis (compositor), de Pedro Figueiredo (direcção) e de Pedro Rodrigues (violinista), onde serão eexecutas obras dos compositores portugueses Jaime Reis, José Luís Ferreira, Isabel Soveral, João Pedro Oliveira, Pedro Figueiredo e Sara Carvalho.

O FIMC é promovido pelo Programa de Pós-graduação em Música da Universidade Federal da Bahia (PPGMUS-UFBA), o qual visa, além de difusão e formação de plateia para a música de concerto produzida nesse estado, a excelência na composição e execução dessa música, e a discussão aprofundada sobre as questões que giram em torno dela.

Para além das obras de compositores portugueses serão executadas outras de Wellington Gomes, Paulo Chagas, Carlos Kater, Edson Zampronha, Vânia Dantas Leite, Ricardo Tacuchian, Ernst Mahle, Rodolfo Caesar, Roberto Victório, Daniel Mendes, Pedro Kroger, Patrick Andrews, Thaís Montanari, Rodrigo Meine, Guilherme Bertissolo, Paulo Rios Filho, Alexandre Espinheira e Pedro Amorim.

PS: Para aceder à programação completa seguir este link; para a programação dos concertos, este.

Pérola, sim, Dinu Lipatti a interpretar o concerto No. 1 de Chopin op. 11 em mi menor, só em audio, com a Orquestra de Lucerne. Deixo o link directo para quem pretender adicionar aos favoritos do Youtube.

Dinu Lipatti - Chopin Piano Concerto No 1


De partida para a beira mar para uns dias de férias de net, deixo-vos a Sonata em si menor de Liszt por Richter, só em audio. Boas férias.



ps: link directo para quem pretender adicionar no Youtube.

LONGITUDE ZERO - 4Guida Costa (trombone de varas e voz) e Carlos Azevedo (piano) apresentam um novo projecto em duo ‘Longitude Zero – 4‘ no próximo Sábado pelas 23:30h, na sala Nietzsche da Fábrica Braço de Prata.
A temática por onde a improvisação se desenvolverá espelha os diversificados passados musicais de ambos.
Transcrevo o que os músicos, a propósito, escreveram:

LONGITUDE ZERO – 4
Escrito e improvisado, estendendo desde temas originais de cariz erudito e/ou
…de jazz contemporâneo europeu de autoria de Carlos Azevedo, até ‘standards’ de jazz (Monk, Beirach, Mingus, entre outros), o repertório escolhido espelha os diversificados passados musicais de ambos.
Será uma actuação de um duo inspirado, enriquecido pela referida experiência musical dos seus elementos. em concerto informal, onde a distância entre o público e o palco se torna inexistente, onde se pode sentir a cumplicidade entre os três, os dois músicos, e a assistência
.

ps:: para ver notas sobre o currículo de cada um ver link para o Facebook.

Wayne ShorterTalvez por uma questão de poupança de espaço a nossa memória faz com que, na história recente, evidenciemos os ‘must’ de cada área, no caso dos saxofonistas do Jazz, Coltrane e Rollins, relegando excelentes músicos como Wayne Shorter para planos que de todo não traduzem a verdade.
Depois de 5 anos com os Messengers de Art Blakey, 6 no melhor quinteto de sempre de Miles Davis, 14 nos Weather Report, 23 albuns a solo e 9 grammy, o nome de Wayne Shorter continua muito discreto entre os críticos que da crítica vão fazendo sua vida.
Deixo-vos o tema ‘The three Marias’, segunda faixa do album ‘Atlantis’, de 1985, dedicado à então sua mulher e filha, Ana e Dalila, e à Senhora de Fátima.


Bom fim-de-semana.


Dinu Lipatti com o 2.º Sonetto de Petrarca, 104, de Liszt, só audio, ou a paixão pela verdade que desde sempre se anuncia e sempre tarda.

Liszt

Bom fim-de-semana.

Marcelle Meyer, por esquecimento ou por desconhecimento, deixou de se ouvir falar. Trata-se de aluna de Margerite Long e depois de Cortot, uma das intérpretes de Debussy e Ravel que mais aprecio. Deixo a ‘L’Isle Joyeuse’ de Debussy, só em áudio, muito embora, se a incorporação no Youtube não estivesse desactivada, preferisse a sua superlativa interpretação de ‘Reflets dans l’eau’ que poderão ouvir aqui.
Marcelle Meyer

Bom fim-de-semana


Metropolitana - Concurso Jovens PianistasOs quatro candidatos apurados para a final do ‘Concurso Jovens Pianistas’ promovido pela Metropolitana apresentam-se, em recital, no Jardim de Inverno no Teatro Municipal de São Luiz nos dias 16, 17, 18 e 19 de Junho às 18h30, ou seja, entre hoje e Sábado, evento incluído no ‘Festival Chopin’, uma co-produção entre o São Luiz Teatro Municipal e a Metropolitana.
Marta Meneses apresenta-se hoje; Tomohiro Hatta, amanhã; Paulo Oliveira na 6ª; Raúl Peixoto da Costa, no Sábado.
Deixo um vídeo de cada um, pela ordem acima indicada que corresponde à da apresentação, para poderem apreciar a elevada qualidade que este concurso alcançou.

   


   

Boa sorte aos finalistas e parabéns aos seus professores e, claro está, à Metropolitana.

Há momentos que as razões que temos são, tão-só, as que, sem almejar definir, sentimos. Por essa exacta razão, apetece-me, hoje, deixar-me ir com o Nocturno No. 4 de Fauré por Marguerite Long.


PAS de DEUX - CD com obras de Isabel Soveral e Chagas RosaA sessão de apresentação do CD duplo, PAS de DEUX, com obras de Isabel Soveral e António Chagas Rosa, encerrará o programa do Cascais’ Days / Dias de Cascais – Miso Music 25, na noite do dia 12, logo após o concerto do Sond’Ar-te Electric Ensemble.
Esta edição da Portugaler reúne as obras compostas por ambos os músicos entre 1995 e 2008.

De Pedro Amaral transcrevo o prefácio incluído nesta edição:

Dois universos estéticos, duas histórias da música, duas genealogias. E um
iniludível encontro de sensibilidades – imprevisível, privilegiado.
Em Isabel Soveral um fio condutor latente que conduz de Viena a Darmstadt, e desta às grandes obras de Jorge Peixinho e Emamnuel Nunes. O estruturalismo em todo o seu esplendor.
Em António Chagas Rosa uma viagem paralela pela história do século XX, buscando num Schönberg anterior, menos ligado ao ascetismo dodecafónico dos anos vinte que à sumptuosa decadência do cabaré expressionista, póstonal, dos tempos de Pierrot. Menos Viena que Berlim – Schönberg mas também os Weill e Brecht da década seguinte, e o inevitável exílio norte-americano e a aventurosa reinvenção da comédia musical; tudo isto conflui e se depura numa linguagem eminentemente dramática, assumidamente expressiva.

Duas histórias da música, duas genealogias, duas linguagens e, entre elas, a profundidade do encontro, fascinante, imprevisível: na música de Chagas Rosa um figurativismo que através da composição se dissolve em formas e gestos puramente abstractos; na música de Isabel Soveral praticamente o movimento inverso, um gesto abstracto que, através da composição, constitui figuras e formas concretas, que nos habituamos a apreender e identificar.
Duas linguagens e, espontaneamente, na vertigem do acaso, o encontro de dois artistas que, por caminhos travessos, re-únem os fios dispersos de uma história afinal comum. Imprevisível. Fascinante
.

Pedro Amaral
Janeiro de 2010

Dos compositores, Isabel Soveral e António Chagas Rosa, transcrevo o texto de apresentação:

Este duplo CD contém obras que abrangem treze anos de criação, entre 1995 e 2008. São obras que reflectem os caminhos paralelos e os desvios solitários de dois músicos que se admiram e nutrem mutuamente.
É uma etapa de uma viagem maior que, por sua vez, se desmultiplica em inúmeras pequenas viagens ao encontro de horizontes. Alguns destes horizontes deixam-se tocar com os dedos, outros recuam para mais longe.
Apesar da diversidade dos meios sonoros apresentados ao longo deste duplo álbum, que vão desde o solo instrumental até à orquestra de câmara, passando por diálogos com electrónica e ciclos para voz e piano, dois traços interligam universos aparentemente distantes entre si: a vontade de exprimir a voz que mais fundo e mais verdadeiramente fala dentro de cada um de nós, e a convicção de que neste mundo há espaço para todas as diferenças.
Não teríamos chegado aqui sem a ajuda e a dedicação dos músicos, amigos e agentes que viabilizaram a edição deste trabalho, pelo que aqui registamos o nosso agradecimento profundo a todos os intervenientes nas gravações
.

Isabel Soveral e António Chagas Rosa, 2009

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