A sessão de apresentação do CD duplo, PAS de DEUX, com obras de Isabel Soveral e António Chagas Rosa, encerrará o programa do Cascais’ Days / Dias de Cascais – Miso Music 25, na noite do dia 12, logo após o concerto do Sond’Ar-te Electric Ensemble.
Esta edição da Portugaler reúne as obras compostas por ambos os músicos entre 1995 e 2008.
De Pedro Amaral transcrevo o prefácio incluído nesta edição:
Dois universos estéticos, duas histórias da música, duas genealogias. E um
iniludível encontro de sensibilidades – imprevisível, privilegiado.
Em Isabel Soveral um fio condutor latente que conduz de Viena a Darmstadt, e desta às grandes obras de Jorge Peixinho e Emamnuel Nunes. O estruturalismo em todo o seu esplendor.
Em António Chagas Rosa uma viagem paralela pela história do século XX, buscando num Schönberg anterior, menos ligado ao ascetismo dodecafónico dos anos vinte que à sumptuosa decadência do cabaré expressionista, póstonal, dos tempos de Pierrot. Menos Viena que Berlim – Schönberg mas também os Weill e Brecht da década seguinte, e o inevitável exílio norte-americano e a aventurosa reinvenção da comédia musical; tudo isto conflui e se depura numa linguagem eminentemente dramática, assumidamente expressiva.Duas histórias da música, duas genealogias, duas linguagens e, entre elas, a profundidade do encontro, fascinante, imprevisível: na música de Chagas Rosa um figurativismo que através da composição se dissolve em formas e gestos puramente abstractos; na música de Isabel Soveral praticamente o movimento inverso, um gesto abstracto que, através da composição, constitui figuras e formas concretas, que nos habituamos a apreender e identificar.
Duas linguagens e, espontaneamente, na vertigem do acaso, o encontro de dois artistas que, por caminhos travessos, re-únem os fios dispersos de uma história afinal comum. Imprevisível. Fascinante.Pedro Amaral
Janeiro de 2010
Dos compositores, Isabel Soveral e António Chagas Rosa, transcrevo o texto de apresentação:
Este duplo CD contém obras que abrangem treze anos de criação, entre 1995 e 2008. São obras que reflectem os caminhos paralelos e os desvios solitários de dois músicos que se admiram e nutrem mutuamente.
É uma etapa de uma viagem maior que, por sua vez, se desmultiplica em inúmeras pequenas viagens ao encontro de horizontes. Alguns destes horizontes deixam-se tocar com os dedos, outros recuam para mais longe.
Apesar da diversidade dos meios sonoros apresentados ao longo deste duplo álbum, que vão desde o solo instrumental até à orquestra de câmara, passando por diálogos com electrónica e ciclos para voz e piano, dois traços interligam universos aparentemente distantes entre si: a vontade de exprimir a voz que mais fundo e mais verdadeiramente fala dentro de cada um de nós, e a convicção de que neste mundo há espaço para todas as diferenças.
Não teríamos chegado aqui sem a ajuda e a dedicação dos músicos, amigos e agentes que viabilizaram a edição deste trabalho, pelo que aqui registamos o nosso agradecimento profundo a todos os intervenientes nas gravações.Isabel Soveral e António Chagas Rosa, 2009

Le Navigateur du Soleil Incandescent / quatrième lettre de 







O livro ‘António Fragoso e o
seu Tempo‘, feito em parceria entre a ‘























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