Negócios | Ideias Soltas

Arquivo de: Negócios

Arquivo de: Negócios.

Banco de Portugal - 60 técnicos de supervisão bancária


Banco de Portugal conta com apenas 60 técnicos de supervisão bancária, segundo esta notícia do Público, para fiscalizar cerca 320 instituições financeiras. Há 5 anos eram mais de 160…
Quando se fala de lavagem de dinheiros de droga, de tráfico de mulheres, de armas, de agiotagem e especulação financeira, de ‘off shores’, of shure que 60 técnicos são mais que suficientes para a ‘mão invisível’ funcionar!
O problema é de regulação? Mas claro, é evidente,! Quem apenas quer dispor de 60 técnicos de supervisão bancária, não regula. Esse é o verdadeiro problema de regulação - de gente que não regula…, nem quer regular!
E administradores no Banco de Portugal? E directores? E administradores e directores aposentados após uns anitos de actividade? Perdemos a conta não foi? E sabem porquê? Porque a gente também não regula ao permitir esta palhaçada!
Somos nós, sim, somos todos nós que permitimos que esta gente leve vida boa à nossa custa, com o nosso beneplácito e até o voto em democrática urna!
Têm razão! O problema é de regulação!

Conversas UNICER - blogosfera e comunicação empresarial


Decorrerá hoje no Museu da Electricidade em Lisboa, pelas 15:00, a 3ª edição de Conversas UNICER, que visão reflectir sobre a Comunicação Institucional e a Gestão Empresarial, sob o tema Blogosfera, um problema para as empresas ou um novo universo para as relações públicas?, sendo transmitido on-line neste link.
Esta tarde o orador principal será Bruno Giussani, contando com António Granado, Eduardo Correia, Maria João Nogueira e Paulo Querido (gestor da rede TubarãoEsquilo) como oradores e interlocutores numa discussão sobre blogues, relações públicas, Internet social e empresas.

Banco de Portugal e BCP


A confirmar-se a notícia de que o Banco de Portugal conhecia as jogatinas do BCP em “off shores” desde 2001 (coisa que, de facto, ninguém falava nem tão pouco suspeitava…), em que posição fica Vítor Constâncio?
Ora, na mesma, na de que conhecia! É esta “mão invisível” que nos vai governando! Não é, afinal a mesma opaca mão que resolveu o desenlace da OPA sobre a PT?
Não sei mesmo sobre a visibilidade da mão, mas que se trata de negócios conduzidos por mão firme, isso ninguém me tira a ideia!

Sony BMG rende-se ao mercado da cibermúsica


A Sony BMG, useira e vezeira em bloquear o acesso aos seus produtos sem curar de aprender a livre circulação deles é o melhor meio publicitário, por um lado e, por outro, que o canal de distribuição de música via net está para ficar, anunciou que retirará os códigos “DRM” (Digital Rights Management) por si inventados.
A protecção contra cópias da Sony BMG - DRM - consiste num software inserido no CD que se instala automaticamente nos computadores de secretária que usam o sistema operativo Windows, criando problemas sérios de segurança, pelo facto de interferirem na protecção contra vírus e spywares.
Mas o mercado falou mais alto (ainda se lembram na guerra no início do vídeo entre o sistema VHS e o Beta da Sony nos anos 80?) obrigando a Sony BMG a anunciar que irá retirar esse software dos seus CD’s e abrir-se à venda online. (ver notícia na Folha de S. Paulo)
Com efeito, a WEB 2.0 abriu (e continua a abrir) possibilidades de edição (ver Web 2.0 coloca mercado da música em ebulição), difusão e venda directa de música directamente pelos músicos, sendo que quem está em causa e a perder espaço são precisamente as editoras como avisou, atempadamente, o Paulo Gomes:

(…) a história do “coitadinhos dos músicos que estão a ser tão prejudicados..”? não pega!! Não é bem assim! A industria discográfica (das grandes editoras/distribuidoras/lojas) que abusou durante anos e anos é que está a sofrer.
(…)
As regras do jogo estão alteradas. Os músicos de alguma maneira vão continuar a publicar o seu trabalho.
Os músicos vão continuar a fazer música …. os outros ….. não sei !!!

CGD contra fusão BCP com BPI?


O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Santos Ferreira, esteve reunido na semana passada com o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, para o informar de que discordava da proposta de fusão do Banco Comercial Português (BCP) com o Banco Português de Investimento (BPI). (via Público)

A Caixa Geral de Depósitos começa a ser assunto sério! Vetou a OPA da SONAE.com sobre a PT; sobre a OPA do BCP sobre o BPI nada disse; agora pronuncia-se publicamente contra a fusão do BCP com o BPI!
Estranho, tanto mais por não se compreender qual a diferença, para o banco do Estado, entre o resultado de uma OPA bem sucedida do BCP sobre o BPI ou a fusão dos dois bancos. Isto, supondo, é claro, que a CGD não está a defender, e muito menos a representar, interesses privados, coisa que nem pela cabeça me passa, bem entendido!

Bons Negócios no Futebol


Árrea que não domino de todo é a gestão dos clubes e SAD’s do Futebol, mas pensamentos há que não deixam de me inquietar: não sei se as vendas de Anderson e de Pepe por 30 milhões cada foram ou não bons negócios para o F.C. do Porto, mas não tenho dúvida de que trocar um bom guarda-redes por outro melhor e ainda deixar 1 milhão de euros no cofre foi bom negócio para o Sporting.

Haxixe barato


Portugal tem o haxixe mais barato de todos os países da União Europeia segundo o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência Portugal. (via Diário Digital)
Ora eis uma vantagem competitiva do nosso país a não descurar que em muito poderá contribuir para a não deslocação de empresas do ramo para outras longitudes e proporcionar os almejados crescimentos dos índices de produtividade e competitividade do nosso país!
Não estranharia, inclusivamente, que a melhoria do índice de confiança registado ultimamente, seja já um reflexo da vitalidade deste emergente mercado.

Web 2.0 coloca mercado da música em ebulição


Quem como eu gosta de música e teve digestões difíceis aquando da passagem dos Lp’s para os CD’s, destes para o MP3, preparem-se porque a Web 2.0 (a net em rede ou net social) dará muito brevemente a estocada final no mercado de CD’s.
De há uns anos a esta parte a conjugação entre a facilidade de downloads de música e sua partilha, o incremento da qualidade das conversões para MP3 e a massificação dos leitores portáteis (geração iPod) vem causando sérios danos à venda de CD’s e, consequentemente, à sustentabilidade das editoras. Muitos auguraram o pior, o fim do negócio da música, a falência das editoras e dos músicos, mas nestas coisas de futurologia convém ter algumas cautelas sob pena de o tempo se encarregar de reduzir a pó as mais brilhantes teses e afins.
The Do Band Em boa verdade, conforme Paulo Gomes escreveu e aqui transcrevi, se parece agora certo que as editoras serão muito mais selectivas, reservando as suas iniciativas a mercados muito mais vastos (atente-se nas fusões a nível mundial), a verdade é que dá ideia de que os músicos começam a agarrar uma nova oportunidade de negócio, via internet, criando os seus próprios espaços para divulgação dos seus trabalhos através de um bom marketing de rede (social web) - começam por colocar a sua música, divulgá-la pelos seus social bookmarks, permitir alguns downloads gratuitos e outros a muito baixo custo, conseguindo medir, com um grau de risco muito mais reduzido, a receptividade do consumidor e, claro, a viabilidade de eles próprios de produzirem e editarem.Ishkur
Um caso muito recente da aplicação desta técnica com bons resultados é a dos The DO (o “o” é traçado como o zero), um duo formado pela finlandesa Olivia B. Merilahti (voz e guitarra) e Dan Levy (multi-instrumentista) que poderão ser os pioneiros da pop music de sucesso nascida na net, veja-se o sucesso do seu myspace, com temas já sacados pelos media ingleses e norte-americanos, radiodifundidos e incluídos nos top 20 como The Bridge is Broken e Song for Lovers.
Paulo GomesNoutros géneros musicais e em Portugal também o caminho parece começar a ser desbravado: no Jazz, Paulo Gomes, por exemplo, já aposta mais no seu myspace do que no seu próprio site; no Black Metal o Ishkur tem uma experiência em rede bem vigorosa através de uma interligação estreita entre o seu myspace, o seu Hi5, o last-fm e o seu site!
Os novos tempos da WEB 2.0, da social web, onde a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva (Tim O’Reilly traduzido para a Wikipédia em português) poderá, afinal, revelar-se amiga dos músicos ao revelar-se como o principal canal de distribuição da música, mas muito dura para com os intermediários e editores.
É curioso constatar que enquanto a blogosfera e os media, editados, em geral, por um grupo etário mais elevado, ainda debatem e rebatem as virtualidades da Web 2.0, os mais jovens, seja através dos grupos, do myspace, do hi5, da last.fm ou do Spaces Live, movem-se e intercomunicam já com naturalidade e sem perda de tempo em considerações teóricas na Social Web!
Uma questão geracional? Não sei! Certo estou é de que os marketeers terão muito que fazer para se adaptarem aos novos e poderosos canais de distribuição que a net proporciona.

Telefonica e prognóstico de Granadeiro


Tal como Henrique Granadeiro prognosticou a Telefonica está muito aflita após o núcleo de accionistas financeiros da PT afirmar em uníssono que ela deveria tirar as consequências de não votar com eles!
Já tirou e prova disso é o anúncio da compra da Endemol publicado no Guardian:

Spanish telecoms group Telefonica finally launched the £2bn sale of Big Brother producer Endemol today.
The formal announcement, which had been hotly anticipated for many weeks, is set to trigger a fiercely contested auction between the likes of Endemol co-founder John de Mol and recently departed chief operating officer Tom Barnicoat.
Telefonica has hired Lehman Brothers to advise on the process, which could see it sell part or all of its 75% shareholding.

OPA PT - novos dados


Chegou-me de fonte pouco fidedígna que o que terá motivado o governo a impedir que o mercado funcionasse livremente terá tido a ver com o seu empenho na captação de investimento estrangeiro.
Se assim é, aconselho a maior prudência na leitura do que escrevi no post anterior, devendo, quiçá, utilizar-se diversa hermenêutica. Mas só para treinar essa coisa da hermenêutica porque o sentido é, exactissimamente, o mesmo!
Onde está todo esse rol de neoliberais da mão invisível que, neste caso, talvez atendendo aos rendimentos que do Estado lhes advêm, a ‘coragem’ lhes tenha sussurrado para deixar, a tal mão, no bolso?

OPA PT - o cinismo da abstenção do governo


É voz corrente nos media que o Estado, ao optar pela abstenção na assembleia dos accionistas, tomou uma posição imparcial com o intuito de não interferir no mercado.
Ora posição mais cínica não se poderia imaginar como se o governo não conhecesse de antemão a posição dos accionistas privados e a da Caixa Geral de Depósitos não tenha influenciado!
Acreditará o governo nesta nova administração sustentada num grupo de accionistas desligados de qualquer vestígio de experiência empresarial que não a financeira e know how específico, agora que estão em rota de colisão com a Telefónica?
A esta questão só José Sócrates poderá responder!
O que eu não tenho dúvidas é que o único empresário português digno desse nome foi mais uma vez travado não pelo mercado, mas pelo Estado, tal como anteriormente acontecera com o Totta, com o Pinto & Sotto Mayor, com o BPA nos governos de Cavaco Silva, instituições que, pelo acaso da coincidência, estou seguríssimo, foram absorvidas por empresários estrangeiros.
Porque insiste Belmiro de Azevedo em investir em Portugal se Portugal tem inveja e medo dele?
Esta é uma questão que só mesmo Belmiro de Azevedo poderá responder.

de volta


após 2 dias inteiros de reflexão em grupo.
Há empresas assim! Há empresas que constituíram e mantêm o hábito de convidar quem bem entendem para com eles reflectirem sobre cenários possíveis e soluções mais adequadas - antevê-se a evolução do mercado em determinado segmento (curto prazo), prefiguram-se cenários, escalpelizam-se hipóteses, aferem-se os resultados de experiências anteriores e adiantam-se configurações de resposta prováveis. Não há uma final, não há vencedores, há uma reflexão livre e conjunta que empresa guarda para dela fazer o que melhor entender caso o cenário venha a ocorrer.
Quatro notas: há empresas assim, mas em Portugal só conheço um grupo que o faz; nunca vi presente nenhum membro de governo, passado ou presente, nem académicos - só executivos de campo, o que é raro em Portugal; tudo acontece longe dos focos mediáticos - parece mentira; por que será que os governos não pegam nos bons exemplos?

Manuel Pinho e as virgens moralistas


Estou fartíssimo das virgens moralistas que dominam os meios de comunicação social, blogosfera e governos!
O ministro disse alguma mentira? Disse algo que não seja uma vantagem competitiva para os investidores?
Esta saga que parece não ter fim, de ao poder só chegarem académicos e profissionais da política e do comentário, sem nunca terem experimentado o que é a vida empresarial nem dela ideia fazerem para lá do que vem nas sebentas e manuais, em estudos e artigos académico-paranormais e milhares de teses de mestrado e doutoramento que até agora para nada serviram nem se vislumbra que serventia venham a ter, tem conseguido os resultados que estão à vista de todos!
Querem mais do mesmo? Sirvam-se, estejam à vontade, mas não levem a mal não me apetecer tal petisco!
Que fastio!

coisas da mão invisível


A maioria das principais empresas seguradoras que disponibilizam seguros de saúde está ou admite vir a criar produtos que respondam ao facto de o Estado estar a reduzir os apoios concedidos. (Agência Financeira 12:01h)

A maioria das principais companhias que disponibilizam seguros de saúde admite diminuir os benefícios ou aumentar as taxas de utilização do Serviço Nacional de Saúde (SNS) devido aos cortes do Estado na saúde pública. (Diário Digital 16:05h)

Música piratada - quem tem a perder?


Sobre este assunto, que muito tem preocupado músicos, agentes, promotores e editoras, transcrevo uma reflexão do Paulo Gomes, editada no seu sítio, em 9 de Abril deste ano, sob o título PIRATAS, cuja abordagem difere do mainstream, conduzindo a conclusões que me parecem bastante assertivas.

Olá !
Apetece-me falar-vos de um tema de actualidade que se tem ouvido muito na comunicação social: o combate ao “download”? gratuito e ilegal de música, filmes, software… ou o que seja. No que respeita o mercado da música em particular, sei alguma coisa e gostaria de o partilhar convosco.
Apesar de uma boa parte de quem dá a cara a essas campanhas serem músicos, elas (as campanhas) são patrocinadas pelos maiores interessados na industria discográfica ; e esses não são concerteza absoluta os músicos!!
Dou-vos um exemplo: uma pequena editora suportando todos os custos de produção de um disco (cachet de músicos, deslocações, alojamento etc., aluguer de estúdios para gravação/misturas/masterização, trabalho gráfico, fotografia, direitos de autor à SPA, fabricação ou duplicação do cd…) vende-o a um valor cerca de 3 vezes inferior ao preço de venda na loja!!! Mais; nestas pequenas tiragens, os custos de produção são muito maiores por unidade fabricada (óbvio!). Por outro lado, os discos das grandes editoras com grandes tiragens, canais de distribuição próprios, e contacto privilegiado nas lojas, chegam-nos ao mesmo preço!! Ou seja: parece que um disco quando chega ao público, tem de custar entre 15 e 20 €. Se sai de uma grande editora a 12 € (!!) ou de uma pequena a 6 €, parece ser indiferente!
O que quero dizer é que a história do “coitadinhos dos músicos que estão a ser tão prejudicados..”? não pega!! Não é bem assim! A industria discográfica (das grandes editoras/distribuidoras/lojas) que abusou durante anos e anos é que está a sofrer.
Por isto, não me admira esta enorme preocupação com a pirataria.
Eu, como músico, evidentemente que não sou a favor destes actos ilegais, mas preocupa-me muito mais a dificuldade de divulgar (através dos discos) a música em que trabalho dedicadamente!
As regras do jogo estão alteradas. Os músicos de alguma maneira vão continuar a publicar o seu trabalho.
Os músicos vão continuar a fazer música …. os outros ….. não sei !!!
Um abraço e até breve !Paulo Gomes

A falta de negócio e o fim da liberdade


Desculpem a insistência! Onde há negócio não há falta de investimento, nem de empresários, nem de empresas, nem de exportações!
A China cresceu 55% nas exportações durante o 1º semestre deste ano e prevê atingir o final do ano com um superavit da balança comercial de 120 a 130 mil milhões de dólares. (Le Monde)
O Banco Mundial diz que eles se devem preocupar devido à excessiva dependência do PIB em relação às exportações (70%)!
Preocupados?
Preocupados deveríamos estar nós uma vez que 40% das suas exportações são da responsabilidade de empresas cujo capital é detido a 100% por estrangeiros, especialmente, norte-americanos e europeus, excluindo as parcerias de capital que, se as considerassem, a percentagem seria muito mais elevada!
O euro, ao preço que está, é insustentável e a política monetarista imposta pelo Banco Central Europeu, com o aval dos detentores de capital de investimento fiduciário, continuarão a conduzir a economia da zona euro à ruína e, com ela, a liberdade e a democracia!
É um exagero, contudo, pois temos nós preocupações de muito mais elevada índole: se há muito ou pouco Estado; se mais neoliberais se mais sociais-democratas; se mais ou menos défice público; se pega de empurrão ou se precisa de um choque…
Precisa, precisa, mas dá-me ideia que um choque oftalmológico seria muito mais eficaz, pois embora não techno, seria bem mais lógico!

Basta! Estou farto de que me chamem ladrão! II


Ah, mas consideram sapientemente, Vossas Mercês, que este género de empresas não são viáveis, não correspondem aos padrões de produtividade em voga, são economicamente obsoletas, não têm espaço num Portugal moderno e europeu, pois bem, abram-se falências, mandem-se umas centenas de milhar para o fundo de desemprego, onde sempre poderão ganhar ficticiamente em sequentes e inconsequentes cursecos promovidos pela instituição enquanto permanecem isentos de contribuir para a Segurança Social, pagos na totalidade pelo bolso do contribuinte, enquanto que os que esforçadamente investiram e mantiveram alguns postos de trabalho, assegurando sem ser a expensas do Estado o sustento das respectivas famílias, não poderão usufruir do subsídio de desemprego pelo repugnante soberba de terem sido sócios-gerentes!

Tenham juízo! Caiam na realidade e não se deixem formatar pelos néscios ensinamentos que vos impingem nos banquinhos das faculdades

Venham para cá, arrisquem a ser empresários, arrisquem a dar trabalho aos outros e verão, sim, disso não tenho a mínima dúvida, que anda para aí muita gentalha manga d’alpaca a querer-vos colocar o rótulo de ladrões.
Venham, venham para ver como a mudança de assento vos dará outra perspectiva. Venham, estudem e analisem menos e venham produzir, mesmo que “improdutivamente” como vos querem formatar!

Basta! Estou farto de que me chamem ladrão!


1 - Mais de metade das empresas não paga IRC, foi o que se soube e é verdadeiro.
2 - Verdadeiro é também que quase 60% das empresas portuguesas são micro-empresas maioritariamente de comércio a retalho.
3 - Dessas micro-empresas, 80 % não tem mais de 5 funcionários.
4 - Mais de 50% dessas facturam menos de 500.000,00€.
5 - Contas feitas antes de impostos, isto é, facturação menos pagamento a fornecedores, água, luz e telefone, pagamento a funcionários, Segurança Social, entrega do IIVA recebido, deslocações, assistência pós-venda e demais despesas.

Por isso, meus senhores de fato cinzento, funcionários seguros de grandes instituições, excelsos professores associados e catedráticos, analistas, bloguistas e comentadoristas, façam contas e constatarão que perante o acima enunciado, se conseguirmos trazer para casa 300 contecos, depois de pagar Segurança Social e IRS, é um mês de sucesso e isso depois de adiantar do nosso, aquilo a que vocências chamam investimento, e por isso vão chamar ladrão ao caralho!

Basta! Enxerguem-se!