Já por diversas vezes divulguei o projecto Música nos Hospitais promovido pela Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e Instituições de Solidariedade – APMHIS em parceria com a Orquestra Metropolitana de Lisboa (link). Vejam a reacção das crianças nesta reportagem da SIC no Hospital de Santo António e
comprem, vá lá, comprem um cachecol para financiar o projecto.
Transcrevo email da APMHIS:
A Modalfa e a RTP, através do concurso Operação Triunfo, associaram esforços e decidiram apoiar a Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e Instituições de Solidariedade – APMHIS, lançando um produto cujas receitas revertem para a Música nos Hospitais, permitindo assim que a sua acção se possa estender a mais instituições
(neste momento estamos no Hospital Garcia de Orta- Almada e no Hospital Geral de Santo António-Porto – serviços de pediatria, na Maternidade Júlio Diniz-Porto – serviços de maternidade e obstetrícia, no Hospital Nossa Senhora do Rosário-Barreiro e Hospital de São Bernardo-Setúbal – nos serviços de hospital de dia oncológico adultos, na Santa Casa da Misericórdia de Almada e no Lar Mansão de Marvila-Lisboa – lares de idosos e no Lar de Santa Catarina-Casa Pia-Lisboa – residência de crianças e jovens).
O produto consiste num cachecol (muito giro, com várias combinações de cores), produzido pela Modalfa, que foi lançado pelo programa Operação Triunfo e que tem vindo a ser promovido pelos concorrentes. Pode-se encontrar em várias lojas por todo o país, custa 4,95€ revertendo 2€ por peça para a Música nos Hospitais.
Deixamos aqui o nosso convite para que se associem a esta iniciativa e que, aproveitando o frio que parece ter-se instalado, adquiram o cachecol, para uso próprio para oferta, …, sabendo que estão a unir esforços para que o nosso trabalho possa chegar a mais pessoas.
O 3º curso de especialização em Músicos nos Hospitais, promovodo pela Associação Música nos Hosptitais (link) em parceria com a Orquestra Metropolitana de Lisboa (link), abre este ano uma segunda fase de inscrições dedicada a candidatos da região Norte, que se prolonga até ao próximo dia 3 de Novembro.
O curso, reconhecido pela Universidade Marc Bloch de Estrasburgo, obriga a um fim-de-semana por mês de aulas em Lisboa, a 2 estágios semanais em lares e hospitais na zona Norte (um numa instituição de idosos e outro num serviço de pediatria).
Para mais informações visite o site da Associação Música nos Hospitais onde brochuras com mais informações e a ficha de inscrição case esteja interessado em inscrever-se.
Em Junho passado alertei para o facto de Gabriela Canavilhas ter apresentado a sua demissão da AMEC – Associação Música – Educação e Cultura e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, com efeito a partir de 1 de Setembro, adiantando o Público que a gestora afirmou que cabe agora ao Estado, representado na associação por vários ministérios e organismos, encontrar uma nova equipa directiva e dotá-la dos meios indispensáveis para salvaguardar e dar continuidade à obra da AMEC.
Através do Expresso chega agora a notícia de que o Conselho Superior de Promotores e a Assembleia Geral deverá reconduzir Gabriela Canavilhas no cargo.
Gabriela Canavilhas, presidente demissionária da AMEC (Associação de Música, Educação e Cultura) deve ser reconduzida no cargo, como ficou expresso nas reuniões de hoje do Conselho Superior de Promotores e da Assembleia-geral, afirmou à Lusa fonte oficial.
“Foi a vontade expressa de todos os fundadores de que a actual presidente demissionária, Gabriela Canavilhas, seja reconduzida e se mantenha à frente da AMEC”, disse.
Segundo a mesma fonte, “foi consensual, entre os fundadores, de que é uma obrigação de todos contribuírem financeiramente para repor a verba retirada pelo Ministério Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, ainda em este ano, e nos anos seguintes”.
Os fundadores foram também consensuais no sentido “de que é necessário proceder a um aumento financeiro anual significativo, durante quatro anos (de 2007 a 2010), para pagamento das dívidas que a actual direcção herdou em 2004″ da gestão do maestro Miguel Graça Moura.
De todo este processo realço o facto de os Promotores, em especial a nova Presidência da Câmara de Lisboa, unirem-se em torno do essencial – assumir as dívidas antigas da AMEC e suprir a verba que o Ministério da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior deixou de contribuir.
No entanto, por omissão de informação, fica por esclarecer se terá sido desta vez que os promotores públicos fixaram uma missão e objectivos particulares no que às prioridades e critérios de gestão da AMEC dizem respeito.
ps: textos relacionados por ordem cronológica inversa.
Gabriela Canavilhas anunciou hoje (ontem) a sua demissão do cargo de presidente da Academia de Educação, Música e Cultura (AMEC), que tutela, entre outros organismos, a Orquestra Metropolitana de Lisboa. A demissão tem efeito a partir de 1 de Setembro. (notícia Público)
Excelente timming, diria mais, timming excelente!
ps: textos relacionados por ordem cronológica inversa.
O Concerto Final do Prémio Internacional de Composição Fernando Lopes-Graça terá lugar amanhã, dia 26, pelas 21h30 no Auditório do Colégio Marista de Carcavelos e dia 27, pelas 22 horas na Sala Elíptica do Convento de Mafra. (via Tonalatonal onde encontrará informação mais detalhada)
Programa:
Sílvia Colasanti
Rifrazioni in Canto (Estreia absoluta, prémio de Composição Fernando Lopes-Graça 2006)
Lopes-Graça
Cinco Velhos Romances Portugueses
Sérgio Azevedo
Sinfonietta Semplice
Lopes-Graça
Sinfonietta em Homenagem a Haydn
Orquestra Metropolitana de Lisboa sob a direcção de Cesário Costa.
“A prova de fogo!”
Depois de a nova administração tomar posse, onde Gabriela Canavilhas detém a respnsabilidade máxima, a Orquestra Metropolitana de Lisboa irá apresentar-se em vários concertos na semana da Paixão, entre os quais se destaca o Requiem de Fauré, juntando-se à orquestra o Coral de Lisboa “Cantat”, a ter lugar na Igeja do Mosteiro de S. Vicente de Fora no próximo dia 2 de Abril, sexta-feira, com entrada livre. É de salientar que este programa esteve agendado para 6 de Outubro do ano passado, em colaboração com o Instituto Gregoriano de Lisboa que por razões conhecidas foi anulado.
Será a a primeira oportunidade para se aferir da qualidade da prestação desta orquestra na era pós Graça Moura, e o trabalho já conseguido pelo novo maestro titular. Um momento a não perder onde, talvez, se possa reconciliar o público com esta formação de sofreu acentuados decréscimos de qualidade nos últimos anos.
Como nota de fim de página, lamentamos a falta de actualização do site da AMEC, onde nem este programa consta. Um assunto, ainda, a melhorar e rever.
Com a conivência de músicos e estudantes da AMEC a Câmara Municipal de Lisboa deita a perder os esforços de Pedro Roseta para a resolução do folhetim “Metropolitana”?!
Na pretérita 6ª feira o Ministério da Cultura promoveu uma reunião entre todos os promotores da AMEC, com a excepção do fundador Miguel Graça Moura, por motivos óbvios, conseguindo um fulcral unânime consenso, a saber:
1 – Destituição de Miguel Graça Moura de todas as suas funções por motivo de evidente ausência de condições para as exercer;
2 – Marcação de uma Assembleia Geral para 4 de Novembro para destituir o maestro e nomear uma nova direcção;
3 – promover as reuniões necessárias entre todos os promotores para preparação da referida Assembleia Geral.
Após este notável consenso conseguido com muita perspicácia por Pedro Roseta a Câmara de Lisboa, na primeira reunião preparatória, ocorrida logo na passada 2ª feira, tenta unilateralmente impor uma lista para a nova direcção, lista essa que tinha sido já vetada em anterior Assembleia Geral, tendo previamente enviado a todos os promotores o percurso profissional de cada elemento.
Naturalmente, perante a ausência de tentativa de consertação entre todos, as restantes Câmaras promotoras recusaram liminarmente esta inusitada tentativa da Câmara de Lisboa, vetando novamente a referida lista.
Desde o início que tenho manifestado que não seria Miguel Graça Moura o único óbice aos intentos de Pedro Santana Lopes, pois arredado que será, visto que, registe-se, nenhum dos promotores voltou atrás com o compromisso anterior, a Câmara Municipal continua, ilegalmente, sem entregar à AMEC as verbas consignadas nos estatutos, exercendo desta forma chantagem continuada sobre os músicos, funcionários e professores da Instituição. Conforme o que previra, à Câmara de Lisboa não basta afastar MGM, sempre indicado como obstáculo, quer mais, o quê, não sabemos, talvez percebamos um total e mais uma vez despótico poder sobre a AMEC. Permanecerá o sistema, o déspota mudará de rosto e de nome.
Esta vergonhosa chantagem leva representantes de músicos e alunos a manifestarem-se com o menor respeito pela lei, desde encerrar a instituição, passando pelo sequestro do maestro, pela atribuição pública de culpas e insultos aos promotores que não aceitaram a imposição da Câmara de Lisboa, podendo inviabilizar qualquer esforço do Ministro da Cultura em angariar uma solução para o essencial que o próprio tão bem definiu, preservar o projecto!
Ou me engano redondamente, ou mesmo que a Câmara queira manter a AMEC, parece seguro que pretenderá alterar o projecto, os estatutos e quiçá que mais.
Ora, convém relembrar que quem se interessa pela AMEC se está borrifando nos promotores, nas partidarices que os possam envolver, nos abusos do maestro, o que queremos é que não se arruíne o que de muito bem foi e está erguido com o pretexto de ter sido conseguido por MGM. O que importa é que este não tem condições para prosseguir e, em conformidade e atendendo aos precedentes, é imperioso estudar profundamente um modelo adequado de gestão do empreendimento, antes de atirar nomes em listas, sem qualquer pudor, de músicos que merecem o maior respeito como Gabriela Canavilhas e Jean Marc Burffin que certamente não terão nada a haver com a situação criada e muito menos com os joguetes do candidato a candidato à Presidência da República. Haja bom senso, dê a cara quem deve dar e usem da máxima parcimónia antes de lançarem para a praça pública nomes de pessoas respeitáveis.
A verdade é que a Câmara de Lisboa boicotou o excelente trabalho de Pedro Roseta e agora não descortinamos uma saída digna para a situação criada, repito, não só por MGM, mas principalmente pela Câmara de Lisboa.
A agonia da AMEC parece não ter fim, os partidos políticos continuam sem nada dizer sobre este folhetim, antes os preocupam outras novelas, e os órgãos de comunicação social, das duas uma, ou estão coniventes com as ilegalidades e chantagens cometidas, ou andam distraídos, não investigam este problema e, a espaços, limitam-se a reproduzir as versões de quem tem mais poder ou seja mais ruidoso.
Para que não restem dúvidas, a Câmara de Lisboa, nomeadamente na pessoa do seu Presidente, é agora a única responsável pela manutenção da anormalidade que se vive na AMEC e parece interessada, tal qual o maestro, em dizer que ou manda sozinha ou o projecto acaba. Tal como atrás escrevi, não há muitas diferenças, nem houve, entre os meninos desavindos!
Pede-se, é o mais que se poderá fazer, que Pedro Roseta e a sua equipa não esmoreçam na tentativa de salvar o projecto Metropolitana.
E eu? Perguntava recorrentemente e bem o Crítico pelo Ministro da Cultura em todo este vergonhoso folhetim da AMEC, mais a mais constatando a qualidade, ponderação e discrição da sua actuação na resolução de libreto anterior, o da Casa da Música, conforme tive ocasião de aplaudir uns posts atrás.
Aí está, não clamou, não vociferou, não deu alimento à tonta comunicação social, antes dentro da maior discrição chama a si a primeira tentativa séria de resolução do assunto, juntando no seu ministério representantes de todos os fundadores, exceptuando Miguel Graça Moura, e a maioria dos patrocinadores da Amec.
Defendendo que no momento actual o objectivo é “preservar a instituição e o seu projecto”?, anuncia um entendimento entre os presentes, o da destituição de Miguel Graça Moura e a eleição de uma nova direcção a ocorrer em Assembleia Geral agendada para 4 de Novembro.
Num momento em que todos os envolvidos pareciam ter perdido o bom senso, onde se cometeram as mais grosseiras ilegalidades, onde unilateralmente se congelou o rendimento de mais de uma centena de famílias, dava a ideia de que os principais responsáveis pelo caos artificialmente criado, insisto, a Câmara Municipal de Lisboa, na pessoa do seu Presidente, coadjuvado pela sua Vereadora da Cultura, e Miguel Graça Moura, pareciam determinados a não ceder nem perante o desmoronamento total da AMEC, surge o único interveniente em que poderíamos depositar alguma esperança tanto pela condução do processo da Casa da Música como por sabermos ser um humanista genuinamente preocupado com a coisa da cultura nas suas vertentes, educação e manifestação.
A concretizar-se a anunciada solução cumpre, não dar parabéns, mas congratularmo-nos por ainda podermos contar com pessoas com a dimensão social e humana que demonstra Pedro Roseta na condução dos nossos destinos, colocando os reais interesses do homem como o totem de toda e qualquer intervenção ideológica ou política.
Nesta referida reunião todos acordaram na necessidade de escolher uma nova direcção, ou seja, como muito bem disse Pedro Roseta, “preservar a instituição e o seu projecto”? para além de Graça Moura. Atente-se nas palavras do Ministro, em especial, no que concerne na preservação do projecto.
É que, se parece ser inquestionável a saída de MGM, é necessário proteger e incrementar o que de bem feito ele deixa e não, sob a capa de os ainda não provados ilícitos, se tentar inventar, recriar ou mesmo escamotear um projecto que iniciou e funciona muito bem e é exemplo do que de bem feito se pode fazer no nosso país.
Daí que, apesar de terem já surgido alguns possíveis nomes para uma futura direcção sobre os quais não me pronuncio em particular, é essencial que na nova direcção possamos encontrar gestores de competência firme e adequada à prossecução do projecto, que se sintam à vontade numa gestão global e não sectorial, capazes de abordar com à vontade a excepcional projecção que a AMEC beneficia aquém e além fronteiras. Nesta perspectiva tenho bastante receio de uma direcção contabilística, uma direcção de orquestra e de uma direcção artística / pedagógica em plano hierárquico paritário, sem uma superior coordenação de gestão global que assegure a unidade, pois está mais que descrito e comprovado ser um modelo que esbarra em vãs tentativas de valorar os respectivos sectores em detrimento de uma visão geral do projecto.
Repiso o caso da Casa da Música e relembro o bom senso do convite a Alves Monteiro, um gestor com créditos comprovados, para assegurar a unidade de gestão. Deste óptimo gestor não se houve falar nem o vemos semanalmente nos Telejornais, ouvimos, sim, falar da Casa da Música e do seu projecto.
Registe-se em abono da verdade o mau serviço prestado pela generalidade dos órgãos de comunicação social em todo este processo RTP, SIC, TVI, Público, sendo exemplo culminante a notícia publicada na última página do “Expresso”? de ontem, iniciando-se da seguinte forma:
“A NOVELA envolvendo Miguel Graça Moura e a Orquestra Metropolitana de Lisboa chegou ontem ao fim. (…)”?.A Câmara de Lisboa, nomeadamente o seu Presidente, foi sempre afastado deste enredo, querendo fazer crer ao leitor menos informado que o problema se resumiu a uma contenda entre o maestro e os músicos! Nada de mais falso, sendo muito estranho que este prestigiado semanário tivesse sempre protegido o nome de Pedro Santana Lopes deste processo e calado perante as óbvias ilegalidades cometidas pelos fundadores em prejuízo dos funcionários e prestadores de serviços da AMEC.
Revele o Ministro da Cultura a sagacidade capaz para junto dos demais fundadores e promotores defender este modelo de gestão, exactamente o mesmo que tão bem e com tão bons resultados implementou na Casa da Música.
Resta desejar, os votos de força e confiança a este Ministro que poderá ter acordado tardiamente (desconhecemos se terá sofrido pressões de sentido contrário), mas até agora foi o único que chamou a si a responsabilidade de sensatamente colocar um ponto final ao folhetim dos meninos embirrentos e de querer levar o projecto da AMEC a bom porto.
Será que já alguém saberá quais são os “termos”??
Segundo parece já não há correntes nas portas, os alunos já vão às aulas, os professores já podem ensinar e os músicos não sei, talvez continuem parados – Miguel Graça Moura parece não frequentar as instalações da AMEC e o maestro da Orquestra Académica, Jean-Marc Burfin, parece continuar doente.
Atrás dissertei sobre o cancelamento do concerto inserido no Festival de Orgão pela Metropolitana, sobre o diz que se disse e aproveito agora para reproduzir um comunicado da recente comissão de músicos, datado de 4 de Outubro, que parece aclarar um pouco melhor o que vem sendo dito. Aqui vai:
COMUNICADO DA COMISSÃO DE MÚSICOS DA ORQUESTRA METROPOLITANA DE LISBOA
Face aos acontecimentos ocorridos hoje (4 de Outubro pelas 20h00) durante um ensaio ocorrido na Sé de Lisboa com vista à preparação do Concerto de encerramento do Festival Internacional de Órgão de Lisboa a realizar no dia 6 de Outubro, a Comissão de Músicos da OML deseja comunicar o seguinte:
1 – Na passada quinta – feira o Maestro assumiu o compromisso com a Comissão de Músicos da Orquestra que, no dia em que recebesse a comunicação oficial da saída dos membros fundadores da AMEC, ele apresentaria imediatamente a sua demissão.
2 – No dia seguinte essa comunicação foi recebida na AMEC via fax às 17h00 e às 19h00 foi entregue em mão ao próprio Maestro.
3 – Embora o Maestro não tenha cumprido a sua palavra de se demitir imediatamente no dia em que recebesse a citada carta, a Orquestra, em reunião, decidiu por unanimidade conceder-lhe uma última oportunidade de apresentar oficialmente, por escrito, a sua demissão até segunda – feira, dia 6 de Outubro, pelas 12h00. Contudo, os músicos garantiram a realização do concerto do dia 6 de Outubro, caso o Maestro cumprisse finalmente a sua palavra.
4 – Como já é do conhecimento público, o Maestro anunciou a sua intenção de sair durante uma entrevista concedida hoje ao canal SIC Notícias no Jornal das Sete.
5 – Cerca das 20h00, no início do ensaio programado, o Maestro dirigiu-se à Orquestra numa tentativa deliberada de pressão, visto que se encontravam também presentes pessoas estranhas à Orquestra, nomeadamente cerca de 100 coralistas pertencentes aos coros do Instituto Gregoriano de Lisboa e Lisboa Cantat, bem como o Presidente da Juventude Musical Portuguesa.
Neste contexto, o Maestro afirmou e passamos a citar: saio só nos meus termos, no dia que eu entender e quando me for conveniente?. De seguida, interpelou a Orquestra no sentido de saber se os músicos estavam dispostos a realizar o concerto. A Comissão dos Músicos presente reiterou a vontade de tocar, cabendo ao Maestro tomar a decisão de o dirigir ou não.
Neste enquadramento e face à falta de tomada de decisão do maestro, o Presidente da JMP decidiu cancelar o concerto bem como comunicar publicamente o facto no concerto a realizar na Igreja se S. Vicente de Fora pelas 21h30.
A COMISSÃO DE MÚSICOS DA OML
Lisboa 4 de Outubro de 2003
Ora, pelo que aqui é dito, afinal a responsabilidade pelo cancelamento do concerto é do Presidente da Juventude Musical Portuguesa. Nem mais, nem dos músicos nem do maestro! Pelo que não foi dito, alguém com responsabilidade no evento, disse, disse, com certeza, que não estaria para aturar aquelas questiúnculas!
Depois deste comunicado já se fecharam portas, já se voltaram a abrir, mas no essencial tudo como dantes apesar de algumas Câmaras associadas, as tais que sustentam MGM, terem afiançado que adiantariam a sua parte do financiamento até ao final do corrente ano.
Permanece, ininteligivelmente, o silêncio ensurdecedor dos promotores, Câmara Municipal de Lisboa, Ministérios da Cultura e da Educação e, afinal, dos tais termos em que nos poderemos ver livres de MGM. Disse este que aguardará pela próxima Assembleia Geral, mas para quê? Para anunciar os tais termos ou para pôr termo ao desmoronamento da AMEC?
Relembro, só há duas soluções, ou despedimento com justa causa ou negociação com Miguel Graça Moura. De que continuam à espera os promotores, da declaração de falência da AMEC? Se tal vier a acontecer ninguém duvidará sobre quem recairá a responsabilidade – a Câmara Municipal de Lisboa e todos os Ministérios e Direcções Gerais do actual Governo que fazem parte dos promotores, sem isentar o absurdo silêncio dos partidos da oposição, nomeadamente o Partido Socialista.
Enfim, de esperanças não se sofre, só no parto e este é momento de alegria!
Certo é que ontem nem José Pacheco Pereira na SIC nem Marcelo Rebelo de Sousa na TVI pegaram na Metropolitana. Nem uma palavra! Ambos se detiveram largamente sobre os ex-ministros e, evidentemente, o zénite, o aclamado caso do regresso do ainda indiciado Dr. Paulo Pedroso.
E assim aconteceu e assim continuará a Metropolitana em processo de poder deixar de acontecer!





















