Agostinho da SilvaO que faço só importa
se traduz o que vou sendo
se assim não for tudo é nada
só finjo que estou fazendo.

Agostinho da Silva, Quadras Inéditas, Ulmeiro, 2.ª ed, 1997

Agostinho da SilvaÉ ciência subir os Himalaias
e criar matemática sem fim
mas é cultura vê-la poesia
e ter os Himalaias dentro de mim.

Agostinho da Silva, Quadras Inéditas, Ulmeiro, 2.ª ed, 1997

A 11.ª edição do Corrente D’Escritas, o maior encontro de escritores do País, inicia já amanhã, prolongando-se até dia 27 de Fevereiro, na Póvoa de Varzim, sendo a Ministra da Educação, Isabel Alçada, que profere a Conferência de Abertura, com o tema “Leitura, Escrita e Educação”.
Correntes D'EscritasDurante estes 4 dias estarão presentes cerca de 66 escritores provenientes do Brasil, de Moçambique, de Cabo Verde, do México, da Colômbia, de França, de Espanha, de Angola, do Uruguai, da Argentina e, claro, de Portugal, que se distribuirão por mesas de debate, sessões de poesia, lançamentos de livros, entrega de prémios, nomeadamente a divulgação dos premiados pela ‘Prémios de Edição LER/Booktailors‘, cinema, entre muitas outras actividades.
Consulte o programa e veja quem são os participantes neste outro sítio.

Agostinho da SilvaO primeiro anjo pecou
pois não viu que liberdade
é dada só para a busca
não conquista da verdade.

Agostinho da Silva, Quadras Inéditas, Ulmeiro, 2.ª ed, 1997

Não há nada no presenteAgostinho da Silva
que eu não louve
embora venham saudades
de futuros que não houve.

Agosinho da Silva, Quadras Inéditas, Ulmeiro, 2.ª ed, 1997

Alice Valente expõe, de 11 a 27 de Novembro, 13 a 18 das 63 obras já realizadas do projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» na Galeria Fernando Pessoa do Centro Nacional de Cultura, no Largo do Picadeiro, 10 – 1º, ao Chiado.
Deixo o texto de apresentação da autora:

CORPOtraçoCORPO é um projecto multidisciplinar, que teve início em 2003 e que articula poesia e pintura, assinadas pela mesma artista.

Alice Valente-CORPOtraçoCORPO no Centro Nacional de Cultura- A poesia surge na conceptual relação da importância da palavra com o pictórico, presente no título das obras e a corresponder a cada obra em seu título, um poema com o mesmo título.

- A pintura é compreendida com 9 obras em díptico para cada uma das 9 cores, com o formato de 81×130cm, apresentadas na verticalidade ou na horizontalidade.

Até ao momento foram já apresentadas 63 obras, nas 7 das 9 cores: 1ª Cor (traço) Vermelho; 2ª Cor (traço) Castanho-terra; 3ª e 4ª Cor (traço) Água-azul-céu; 5ª e 6ª Cor (traço) Laranja-lima e 7ª Cor (traço) Verde-oliva. Seguir-se-à a 8ª Cor (traço) Verde e a Cor-de-pele encerrará o ciclo das nove cores.

Após as séries de exposições, está previsto uma exposição final com a presença de todas as obras, aquando do lançamento do LIVRO com o mesmo nome do projecto, contendo 81 poemas e ilustrado com as 81 obras, em que a cada obra em seu título irá corresponder um poema com o mesmo título.

Mais informações sobre a exposição e a autora em:
Ali_se;
Alice Valente Alves;
Centro Nacional de Cultura no e-cultura;
Facebook.

Clarice Lispector - Casa Fernando PessoaEntre hoje e amanhã a Casa Fernando Pessoa abre-se à descoberta e divulgação de Clarice Lispector através de várias iniciativas: conferências, debates, leituras, uma peça de teatro, visionamento de filmes, a apresentação da fotobiografia de Clarice, e uma exposição/instalação dedicada à autora de Perto do Coração Selvagem.
Sob a designação de ‘Colóquio Clarice Lispector’ serão intervenientes nesta iniciativa de entrada gratuita (ver programa): Nádia Battella Gotlib, Carlos Mendes de Sousa, Clara Rowland, Francisco José Viegas, Maria Antónia Fiadeiro, Ana Paula Tavares, Patrícia Lino, Inês Pedrosa, Cristina Elias, Vasco Durão, Lauro Moreira e Lauro António.

Alice Valente - traço-verde/olivaAlice Valente (link) expõe traço:verde-oliva, a sétima cor do projecto CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura, composta por 9 Obras em díptico, no Museu de Lanífícios da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, a convite do Núcleo de Estudantes de Filosofia da UBI (Universidade da Beira Interior).

A inauguração ocorrerá a 30 de Abril, pelas 18:30h, contando com a presença do reitor da respectiva Universidade, de Guilherme d’ Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura, entidade patrocinadora da artista e do evento, da directora do Museu de Lanifícios, responsáveis pelo Núcleo de Filosofia da universidade e pelo director do curso de Filosofia.

A exposição estará patente até 29 de Julho com inúmeras actividades programadas aolonga da sua duração: conferências, exposições, encontros, concertos, workshops, visitas-guiadas, visitas acompanhadas para escolas e ateliês. (ver programa)

Deixo um pequeno excerto sobre a exposição:

(…) porque assentes na concepção de um pensamento artístico-filosófico e desenvolvidos através de projectos no âmbito da criação artística, a autora escolheu fazer a apresentação do «traço:verde-oliva», a 7ª cor das nove cores do seu projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura», em que para além das características da cor e em seu projecto, enquanto precisa em inteireza e Verdade, Alice Valente irá relacioná-la neste espaço exposicional com a importância do azeite na lã, em para amaciar e alisar a lã, esta era colocada ou ensopada, durante dias, em talhas ou potes de barro com azeite.

ps: ver projecto “CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura” no e-cultura.

Joaquim Castro CaldasSempre às segundas-feiras, à noite, noite dentro, numa cave, cave de fumo, de fumo e de álcool, e de pouca luz e de fumo, mas sempre a propósito da poesia e de a bem dizer, de a amar, de a sentir, de irmos por onde ela…, ela e Joaquim Castro Caldas nos transportava.
Foi ontem, há 20 anos, que me iniciei a descer à cave do Pinguim Café para ouvir não já música, mas Castro Caldas, ele e quem queria dizer, dizer o que há muito no Porto o hábito se perdera – poesia.
Na quinta-feira, 13 deste mês, regressaremos ao Pinguim Café para homenagear quem bem nos fez, Joaquim Castro Caldas, 20 anos depois, onde estará, com certeza, o seu último livro – Mágoa das Pedras.
Bem-hajas Joaquim Castro Caldas pelo que de ti por amor à poesia (nos) deste.

Manuel Alegre e Carlos Paredes