O ‘FANTASPORTO – Festival Internacional de Cinema do Porto‘ arranca a sério amanhã com a sua XXX edição e decorrerá até ao dia 7 de Março, nas duas salas do Teatro Rivoli.
Serão exibidos 401 filmes, dos quais 40 nas secções oficiais competitivas – Cinema Fantástico, Semana dos Realizadores, Curtas de Cinema Fantástico e Orient Express – a par de outras inicativas que relacionem o cinema com demais manifestações artísticas, sempre sob a orientação de Mário Dorminsky.
Apesar de o ‘Fantas’ não necessitar de mais publicidade aqui fica o link para a programação – siga – e para aderir aos fãs no Facebook – pimba.
Alexandre Burmester apresentou no ‘A Baixa do Porto’ um ‘Mapa Sensorial do Porto’ concebido pelo próprio no sentido de melhor perceber a cidade no que ao seu planeamento urbanístico concerne. Texto de leitura integral obrigatória para quem pretender conhecer o pensamento do arquitecto, embora deixe aqui, atrevidamente, pela sua relevância criativa, um breve excerto:
Perceber é conhecer através dos sentidos. Perceber o espaço em que vivemos faz-nos compreender a melhor forma de nele intervir. Qualquer espaço contém uma percepção que é única para cada um de nós. Uma cidade, como espaço público, poderá ter uma percepção colectiva. O Mapa Sensorial que apresento corresponde à minha visão da cidade, mas sustenta-se numa leitura de comportamento colectivo espacial, que se traduz pela importância e valorização do comportamento da população, e de onde resulta a forma como a usamos e vivemos.
Desde Dezembro que o Fluvial tem as piscinas encerradas por impossibilidade de pagar o gás necessário para aquecimento da água. O clube afiança que a Câmara do Porto teve influência no congelamento das suas contas bancárias, enquanto Rui Rio, por não considerar verdade, ameaçou com uma queixa-crime por denúncia caluniosa. (ver notícia no JN)
O Real Clube Fluvial Portuense é o mais antigo e prestigiado clube do Porto na formação em actividades aquáticas, desde a natação ao remo e à canoagem, passando pelo mergulho, sendo que é também o último resistente neste formato, i.e., um clube popular onde os filhos dos menos endinheirados podem aprender e praticar aqueles desportos.
Estas politiquices (entre o clube e a Câmara do Porto) são absolutamente irrelevantes, uma vez que o que está em causa é se há ou não interesse público em manter esta instituição desportiva e formativa activa na cidade ou se isto é só para corridas de carros e aviões e o mais que vá para os florescentes SPA’s, cuja clientela alvo é o pessoal que tem posses bastantes para fruir desses luxos.
Se está contra a destruição dos jardins do Palácio no Porto por força da privatização aprovada por Rui Rio exerça o seu dever cívico:

Clique na palavra petição cujo texto inicia assim:
35 anos após o 25 de Abril é constrangedor ouvir Lasalete da Coração da Cidade, instituição particular de solidariedade social sem fins lucrativos de apoio aos sem abrigo no Porto, afirmar que Neste momento, os bens que nos são doados não chegam para conseguirmos alimentar as mais de 300 famílias que nos procuram.
No blogue do Coração da Cidade, sob o título os cravos estão vermelhos de vergonha…, Lasalete enuncia, com humildade, o que deve ser a liberdade: a liberdade é um treino diário de adestramento da vontade de viver e de disciplina interior, é um modelar constante do nosso mal formado carácter para que a liberdade se manifeste em nós e simultaneamente nos outros….
Mais adiante, descrente nos partidos e da ilusória liberdade de que falam, é com profunda tristeza e mágoa que escreve:
Deixo um vídeo da RTP para ouvirem, de viva voz, quem pelos outros faz a sua vida.
É por isto que Mandela, nos seus 90 anos, e sabendo que a democracia está de volta à África do Sul, não se esqueceu de lembrar ao seu partido antes destas últimas eleições, o ANC, que a grande prioridade é a erradicação da pobreza.
Mas Mandela é Mandela. Nunca se deixou deslumbrar pelas riquezas nem aceitou as injustiças que as democracias ocidentais proporcionam. Ele sabe. Sabe, porque por isso dedicou e entregou a sua vida.
Milhares de pessoas do Porto perderam a vida ao tentar fugir para a margem de Gaia, mesmo sabendo que a Ponte das Barcas havia sido sabotada para impedir a travessia das tropas de Napoleão, comandadas por Soult, durante a 2.ª invasão francesa.
À força da baioneta os habitantes são empurrados para a morte, depois da família real e sua corte terem deixado o povo entregue ao seu destino ao fugirem para o Brasil.
ps: ver Linhas de Torres Vedras donde retirei a imagem que deixo das “Alminhas da Ponte”, escultura de Teixeira Lopes aposta na Ribeira do Porto, evocativa do massacre.
A Companhia do Chapitô apresenta no Porto, no Teatro Campo Alegre, Agora Eu Era, um espectáculo visual e musical destinado a escolas, famílias e crianças maiores de quatro anos, entre 29 de Janeiro e 01 de Fevereiro, dentro do seu programa de itinerância.
Encenada por Rui Rebelo (o nosso amigo do Anacruses), a representação contará com os actores Leonor Cabral e Patrícia Adão Marques e o músico de cena João Madeira.
As sessões destinadas a grupos escolares e ao público em geral, ocorrem às 10:30 e 15:00, nos dias 29 e 30, e às 16:00, nos dias 31 de Janeiro e 01 de Fevereiro.
O Museu do Relógio apresenta o PORTO II, relógio de edição limitada a 100 unidades.
Preço: 350;00€;
Edição Numerada;
Mecânico – Corda Manual;
Caixa em Plaqué de Ouro Rosa;
Caixa Canelada 41mm;
Vidros de Safira;
Máquina à Vista.
A sociedade foi, paulatinamente, transformando toda a troca em transacção comercial, todas querendo regular, à excepção das que pretende controlar através de uma “mão invisível” que todos vêem e a conhecem. Mas será que pretendemos mesmo continuar a aceitar a abjecta regulação do que nos querem impor como socialmente correcto? Será que queremos continuar a aumentar a distância entre as pessoas enquanto construímos um mundo global? “Free Hugs Campaign”, conhece?
Anunciada a interrupção da edição durante o mês de Agosto para remodelação, comprarei hoje aquele que sinto ser o último número de “O Primeiro de Janeiro”, o jornal lá de casa, a de meus pais, aquele que, desde que de mim memória tenho, sempre era colocado na soleira da porta pelo jornaleiro, antes da leiteira e depois da padeira.
Nada é eterno, mas nada morre enquanto a nossa memória vida der. A morte não está ligada apenas ao desaparecimento físico, mas ao apagamento da memória individual e colectiva. Assim é para mim, com as pessoas e com as coisas, sem necessidade de me socorrer de qualquer aculturação religiosa. Tudo está vivo desde que os vivos guardem memória, ou seja, atribuam relevante significância para a sua existência.
O Primeiro de Janeiro está ligado, sem dúvida alguma, à história da cidade do Porto, sendo importante, independentemente do que vier a acontecer, que as entidades competentes zelem pela conservação do seu acervo.






















