Ao que parece PS e PSD irão hoje tratar das SCUT e meios de pagamento. Relativamente ao pagamento a coisa é muito simples: ou o PSD, honrando a memória de Sá Carneiro, não cede no meio de pagamento sob anonimato que agora designam por ‘DEP temporário’, o qual para ser efectivo tem de ser facilmente acessível através de vários pontos de distribuição, ou andou a enganar-nos em todo este processo, cujo único objectivo terá sido atirar poeira para os olhos dos seus eleitores!
O resto é treta! Ou o PSD respeita os princípios sobre os quais de fundou, ou PSD deixará de ser! Há momentos em que uma decisão está mesmo no âmago da identidade!
À última hora, sem se conhecer a razão, aparece uma alternativa de pagamento das SCUT que não obriga os cidadãos a identificarem-se – o pré-pagamento! (ver link)
Esta modalidade de pagamento, ainda não prevista pela manhã, honra o PSD, respeita a memória de Sá Carneiro, porque preserva a privacidade e a livre circulação de pessoas, embora não o escuse de ter sido o partido que obrigou a cobrar portagens em todo o país, invocando a nome dos nortenhos. (ver link)
É ideal? Será confortável? Talvez não. Mas, digno, sim. E no contexto, não é coisa desprezível!
O acordo anunciado entre o PSD e o PS para a cobrança de portagem nas SCUT através de chip trai a confiança dos cidadãos, envergonha a memória de Sá Carneiro e denigre a imagem dos nortenhos!
Os próprios títulos dos órgãos de comunicação social são autênticos ‘slogans’ de propaganda de regime – Chip nas matrículas deixa de ser obrigatório ou PS e PSD acordam que uso de chip nas SCUT deixa de ser obrigatório – indiciando a baixeza a que os partidos do arco do poder estão prontos a atingir na sua guerra contra os cidadãos!
Fale-se a verdade – PSD e PS estão de acordo que a identificação individual dos cidadãos através dos seus veículos seja obrigatória para pagar uma portagem! Através do chip ou através de uma fotografia para quem chip não tiver!
Trata-se do mais vil atentado à privacidade e à liberdade individual dos cidadãos deste regime democrático, o qual, estou certo, Sá Carneiro nunca aceitaria!
Por outro lado, Rui Rio e outros filiados do PSD do Norte, agitando, grotescamente uma bandeira de regionalismo que não lhes assenta, nunca disseram a verdade – não devem ser cobradas portagens porque não há alternativas – antes exigiram que o mal que o poder central queria infligir ao Norte, se estendesse a todo o país! Tenho vergonha! Vergonha desta gente que denigre a imagem dos cidadãos do Norte em todo o país!
O voto do PSD contra o CHIP como único meio de cobrança de portagens no passado 25 de Julho (ver link), mais não foi que uma manobra de diversão para a sua clientela eleitoral, pois sabia já que, a curto prazo, viabilizaria a intenção do PS de identificação individual dos cidadãos!
Há anos que circularmos por entre países da União Europeia sem termos de nos identificar! Agora, no nosso país, na nossa região, à porta de casa, teremos de dizer quem somos, onde estamos, para onde vamos e por onde passamos!
Gente de reduzida estatura ética e humana. E, civilmente, despudoradamente descomprometida!
A derrota de um sistema único de cobrança, através de ‘chip’, das portagens nas SCUT, representa uma vitória para os cidadãos que pugnam pela liberdade de escolha, contra o cerco que o poder lhes tem infligido. Como se já não bastasse o governo e o PS, sofremos ainda ontem a pressão indescritível do Presidente da República e do ex-Presidente da República Mário Soares. (ver links: Cavaco Silva; Mário Soares)
No entanto, aqueles que como eu pretendem que os cidadãos tenham a alternativa de poder efectuar pagamentos sem ser obrigados a identificarem-se, nem a pré-pagamentos de serviços a não ser por livre escolha, devem estar atentos, porque o PSD pode ainda vir a inviabilizar essa liberdade na discussão na especialidade do diploma, uma vez que afirma ainda haver possibilidade de consenso com o PS, e cito do Público, se houver bom senso, lucidez, capacidade de entendimento do Governo em relação à situação que está criada e se o Governo não quiser criar uma enorme trapalhada no país, acho que isso é possível.
Nesta guerra sem tréguas, cada vez mais clara, que os partidos do poder encetaram contra os cidadãos, urge que os cidadãos europeus, que não tenham enfeudado a sua liberdade, não hesitem em fazer ouvir a sua voz através da denúncia e da indignação!
É verdade que a intenção de cobrar portagens nas SCUT não nasceu com este governo do PS – os anteriores de Durão Barroso já insistiam nesse assunto – e Rui Rio, alto e bom som, defendeu na altura o que chama de ‘utilizador / pagador’ como justificativo. O PSD, preso, agora, pelos fundilhos, vem atirar com poeira para os olhos (link), agitando uma bandeira de regionalismo pacóvio que não lhes assenta.
Sem negar aquela máxima ignóbil, fazem cenas de agitação e propaganda próprias de outros partidos, colando aos nortenhos a necessidade de que se cobrem portagens aos outros!
Bardamerda, meus senhores! Estou farto, fartíssimo de vos aturar! Não me dá gozo nenhum, nem sinto justiça feita com o mal dos outros! Não atirem poeira para os olhos!
Não deve haver portagens em redor do Porto porquê?
- Não existem estradas alternativas às que pretendem ser cobradas; como se pode ir para Aveiro, para Lousada, Póvoa, Viana, Valença?
- Não me lembro de algum cidadão pedir para construir apenas auto-estradas, ou SCUT ou o diabo que os carregue, em vez de estradas nacionais;
- O princípio do utilizador / pagador está cumprido há muitos anos, seja através do mais mais elevado imposto automóvel da União Europeia, seja através do selo anual que quando foi instituído foi precisamente para ser entregue às ‘Estradas de Portugal, para fazer estradas nacionais.
Se em vez de, como dizem no PSD, pretenderem obrigar o governo PS a cobrar todas as SCUT do país, passarão a existir alternativas em estradas nacionais?
Tenham vergonha nas ventas!
Se em nortenho pretende o Dr. Rui Rio agora erguer-se, admita que errou quando defendeu, com demagogia, o argumento utilizador / pagador e exija que a cobrança de portagem só pode ser admissível desde que construam alternativas nacionais credíveis.
Outro assunto é a cobrança através dos chamados ‘chips’ nas matrículas. O CDS tem aqui toda a razão. Basta de invadirem a privacidade dos cidadãos e de pretenderem segui-los por tudo quanto é lado!
Não é admissível obrigarem os cidadãos a identificarem-se sem motivo, nem a pré-pagamentos sem ser por opção própria – os cidadãos têm o direito de pagar sem serem identificados e pelo método que escolherem, em especial, de decidir se têm ou não confiança em pagar um serviço antes de o utilizar!
Quem não quiser ouvir a verdade e bater-se por ela, não serve. Vai-se é servindo!
Com este PS (link) e com este PSD (link) os cidadãos estão a ser alvo dos mais vis ataques (não é o euro) e apanhados completamente indefesos no deboche da ignomínia desta partidocracia!
Entendeu o PCP apresentar uma moção de censura por considerar que o Governo PS e o PSD estão juntos numa ofensiva brutal contra os portugueses e contra o interesse nacional.
Compreender a razão do momento, agora e não logo após a aprovação do PEC, é já de si difícil, mas adiantar, no texto, que condenam a política de direita que praticam é um tiro no pé que não lembraria ao mais ingénuo!
Caso a inteligência prevalecesse, uma moção de censura cujo texto criasse dificuldades a uma abstenção do CDS, colocaria graves problemas ao PSD, uma vez que o ‘Bloco Central’ revelar-se-ia com a mascarilha por terra tombada!
Mas, hélas, acima do interesse dos cidadãos, os do partido. Neste ou em qualquer outro!
António Capucho recusa lições de ética, afirmou o próprio em resposta à intervenção de Luís Filipe Meneses no Congresso do PSD a propósito do seu lugar no Conselho de Estado.
Tenho pena! É o que sempre sinto quando alguém se recusa a aprender, em especial, relativamente a erros passados. Trata-se de uma limitação grave que a si próprios impõem.
Compreendo que se possa votar a favor ou contra o PEC apresentado à Assembleia da República em forma de resolução. O que me parece, no mínimo, leviano é a abstenção!
Como é que um partido, no caso o PSD, pode abster-se diante de um documento que tanto exige de todos os cidadãos, os compromete, e compromete Portugal perante a União Europeia e os organismos financeiros internacionais?
A abstenção foi pelo “interesse nacional”, afirmou Manuela Ferreira Leite. Que interesse nacional poderá uma abstenção promever?
Ultrapassa-me…, ou melhor, estarei ultrapassado para compreender atitudes que não honrem obrigações.
Aguiar-Branco não tomou consciência de que uma pessoa educada é um anacronismo descartável nos meandros políticos da actualidade – sofreu o primeiro abalo com a morte de Sá Carneiro e esvaneceu-se, por completo, com o desaparecimento de Álvaro Cunhal!
Não ceder à tentação generalizada de jogar suspeições, não ceder em condenar antes de a justiça se pronunciar, nem ceder nos modos que o respeito por outrem exigem pode ser ingenuidade, embora, no caso, creia de que se trata mesmo de acreditar na ‘nobreza’ do político e na urbanidade que, desde novo, aprendeu e faz questão de pautar o seu relacionamento social.
É por isso, Zé Pedro, que mesmo que tenhas menos votos nestas eleições do PSD, ganhaste antes de concorreres – preservas uma atitude cívica sã em detrimento de vitórias que a firam de morte.
Políticos há muitos; doutores, cada vez mais; senhores, estão em vias de extinção.
Via Orçamento de Estado o governo decidiu, incluindo a façanha no PEC, iniciar cobrar portagens nas estradas que denomina de SCUT’s. O governo decidiu e não ouvi nenhum partido manifestar-se contra, nomeadamente os que sempre defenderam tal via para esfolar os cidadãos – PSD, CDS e agora PS!
Todas? Não. Por ora, não. Só as que dão acesso ao Porto – A28, A29 e A41/42! (ver notícia)
Mas quem pedir uma SCUT para esta zona?
O Grande Porto passará a estar completamente sitiado, através de impostos directos, que é o que são as portagens, de discriminatório, pois só atinge quem trabalha na região e, por outro lado, não me lembro de alguém ter pedido SCUT alguma, mas sim estradas dignas desse nome, que permitam a mobilidade de cria riqueza na região.
Borrifo-me para aqueles que pretendem lançar a poeira do princípio do ‘utilizador / pagador’, tal como o fizerem em tempos alguns políticos do Norte e que agora perderam o pé para esboçar qualquer argumento credível, uma vez que tal princípio só poderia aplicar-se se alternativas dignas, construídas com os impostos de todos e entregues à ‘Estradas de Portugal’, houvesse.
Não é o caso. O caso é um ATENTADO ECONÓMICO ao Grande Porto!






















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