Quico SerranoSaímos de 2008 e entramos em 2009 com Quico Serrano, desta vez um video clip do tema Electrical Mind, incluído no mesmo trabalho dos ‘Plaza’, Meeting Point, com imagens e captação de David Fialho de Almeida e do próprio Quico Serrano. Ambiente do início da fase estrictamente electrónica do rock, sentindo-se muitas influências do apogeu do Rock Sinfónico da primeira metade dos anos 70 mescladas, diria, com algumas progressões de nítida influência clássica.


Deixo-vos, neste final de 2008, a versaõ vídeeo de Everything Got to Be as a Love Song cantada / dita pelo Quico Serrano, na faixa 11 de Meeting Point dos Plaza, lançado em Abril de 2004. Atentem na letra e…
Boas Entradas.

I’ve got the time, but I don’t know where to go in my mind
I feel fine, I see everything and behind
I’ve got hope, thinking that everything’s fine
I just don’t know where the fucking reality can be seen…
I’ve got the time and I’ve never been so cool in my mind
I’ve got the time and I’m feeling very cool in my mind
I feel fine, I need to keep myself on the line
I’ve gotta show why things are so important this time
I’ve gotta show one way to myself all the time
I just don’t know where the fucking reality be seen…
And everything gotta be as a love song

Este é o texto cantado / dito pelo Quico Serrano na faixa 11 de “Meeting Point” dos Plaza, lançado em Abril de 2004.
Apesar da dificuldade que sempre encontrei em eleger os meus “best” seja em que domínio for, o certo é que os Plaza nasceram um pouco “à rebelia” dos irmãos Praça dos ex-Turbo Junkie, apesar de ter sido sua a iniciativa – contrataram o Quico para produzir o novo trabalho dos Turbo Junkies, mas quando se deram conta já não eram mais Junkies e tiveram de encontrar um novo nome para o trabalho que haviam conseguido – Plaza, escolheram para o novo grupo e “Meeting Point” para o 1º trabalho.
Os Plaza, de facto, em nada se assemelham aos Turbo Junkies! Neste trabalho com 12 faixas encontramos motivos “retro” de base pop dos anos 60, 70 e 80 embora embalados por roupagens muito diversas: pop puro e duro de aplicação directa nas discotecas; aromas de rock sinfónico da primeira metade de 70; baladas rock; Drum & bass; um pouco de house; rock electrónico de tendência minimalista (lembrando um pouco Kraftwerk). Dir-se-ia um trabalho descaracterizado de tão eclético, de tão salpicado de tudo um pouco, mas ouvindo, ouvindo de princípio a fim sem interrupção, logo sentimos que existe ali uma argamassa (uma cama, na gíria musical) que confere uma unidade lógica a tudo quanto ouvimos.
Não há “copy / pastes” há a musicalidade do Quico Serrano de princípio a fim, a argamassa que dá a unidade. É que o Quico, para além de ser o produtor português que mais admiro ( o “guru” das sonoridades electrónicas e o “rato” de estúdio que sabe fazer tudo o que lhe pedem, os músicos e a música), consegue neste trabalho colocar muito de si próprio (de seu coloca em todos os trabalhos que produz), mas aqui, dele mesmo, da sua alma, a sua música, aquela que eu já ouvia nos finais de 70 e princípios de 80. De facto, as 2 últimas faixas, Everything’s gotta be as a song” e “Electrical Mind” soam quase exclusivamente a Quico, expurgado mesmo de influência dos irmãos Praça.
Não elejo “Meeting Point” como o melhor trabalho de coisa alguma, apenas quis aqui prestar a minha homenagem ao Quico, o melhor produtor português de música tracional, de pop, de rock, de música electrónica, enfim de quase tudo (na minha opinião, claro), mas especialmente pelo facto de ter conseguido emprestar tanto da sua musicalidade a este projecto, enquadrando a sua música com aquela outra que hoje se vai fazendo, um pouco por todo o lado, mas com uma qualidade muito elevada, marca indissociável do trabalho a que nos habituou.
Bem hajas Quico e parabéns aos Plaza que é um excelente projecto pop!