A França, que despertou para o problema do suicídio laboral após as alterações dos critérios de avaliação do trabalho introduzidas da ‘France Telecem’, tem hoje especialistas que se dedicam ao ’sofrimento ético’ e ao reconhecimento do trabalho, como Christophe Dejours que esteve há pouco entre nós, mas os problemas que detecta de relacionamento não são exclusivamente laborais, nem tão pouco sectorias, são de natureza transversalmente social – o desaparecimento da solidariedade!
Deixo um excerto retirado do Público:
Christophe Dejors

O que mudou não foi o assédio, o que mudou é que as solidariedades desapareceram. Quando alguém era assediado, beneficiava do olhar dos outros, da ajuda dos outros, ou simplesmente do testemunho dos outros. Agora estão sós perante o assediador – é isso que é particularmente difícil de suportar. O mais difícil em tudo isto não é o facto de ser assediado, mas o facto de viver uma traição – a traição dos outros. Descobrimos de repente que as pessoas com quem trabalhamos há anos são cobardes, que se recusam a testemunhar, que nos evitam, que não querem falar connosco.

Nas empresas há muito que assim é, como na rua ou nos condomínios. Ninguém quer saber do que o não atinge directamente. Não há causas que mereçam o nosso envolvimento, a não ser as das ‘redes sociais’ que não têm custos pessoais, restando apenas as que mexem com a vidinha de cada um!

O argumento da surpresa diante de défices ‘inesperados’ parece estar instalado para não cumprir os programas eleitorais sufragados, mas estranho é ninguém se indignar, num regime que não elege directamente o chefe de governo, diante do despudor com que os eleitos mandam desrespeitam os seus eleitores, para mais sendo financiados pelos contribuintes para fazerem as respectivas campanhas eleitorais.
Atingimos um estádio de irresponsabilidade democrática – dos governantes e dos cidadãos – ao não se exigir a assunção da responsabilidade política inerente, nem de uma responsabilidade jurídica diante de uma flagrante quebra contratual. É o que está em causa – uma quebra contratual dos contratados aos contratadores, um caso de justiça!
Justiça, sim. Não se queira confundir justiça com legalidade, porque quem faz as leis é precisamente quem quebra esses contratos e, enquanto assim for, de democracia é que é imprudente qualificar um regime onde o plebiscitado é figura de retórica, um adorno de circunstância eleitoralista. Não é a existência de actos eleitorais que qualificam um regime democrático, mas a livre escolha dos cidadãos de programas de governação e não de pessoas.

65 anos após a libertação de Auschwitz pelo exército russo, 27 de Janeiro de 1945, data escolhida para ‘Dia do Holocausto’, há ainda quem hoje ouse esquecer, escamotear, ou negar, o brutal genocídio cometido pelo regime nazi alemão. Auschwitz começou por ser um campo de concentração para prisioneiros políticos, para logo um ano depois, em 1941, se tornar num campo de extermínio principalmente de judeus, mas também ciganos, prisioneiros de guerra, em especial russos, e homossexuais através das câmaras de gás então instaladas, que libertavam ‘zyklon b’, o qual asfixia em alguns minutos. Os corpos eram posteriormente incinerados em massa para não deixar vestígios.
AuschwitzAuschwitz também serviu para inumanas experiências com seres humanos, perpetuadas sob a chefia do médico Josef Mengele, que decidia semanalmente quem seguiria para as experiências e para a câmara de gás.
Calcula-se que mais de 1 milhão e cem mil pessoas terão sido barbaramente tratadas e mortas em Auschwitz.
O horror do que o homem é capaz deve ser recordado e ensinado para que os mais jovens saibam que a capacidade de praticar o mal é intrínseca a todo o Ser Humano, sendo que a diferença reside apenas na intenção que cada um confere às suas acções e omissões.

A OCDE, através do seu secretário-geral, contradisse, categoricamente, o que Manuela Ferreira Leite e Cavaco Silva, este por via mais implícita do que explícita, vêm a transmitir aos portugueses numa feroz e muito pouco limpa pré-campanha eleitoral. Angel Gurria, afirmou, sem possibilidade de diversa interpretação, que as reformas da segurança social e a da administração pública e o controlo do défice, levadas a cabo por este governo, permitem que

Portugal esteja agora melhor preparado para responder à crise internacional do que no passado, e que tal se deve às reformas implementadas pelo Governo.
(…)
Portugal, no passado, sofria mais do que a média durante as crises internacionais, mas desta vez isso não está a acontecer. (via Público)

Há muito por onde criticar este governo, mas a estratégia montada para derrubar Sócrates, não suspeitando, embora parecendo até que por acordo, veiculada por Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite, associações empresariais, alguns empresários e comentadores a eles afectos, entrou numa espiral de inverdades que carecem de fundamento político e ético, tão mais grave quanto é de ética política que dizem pretender falar e defender.
Façam oposição a Sócrates, à sua governação, mas peguem naquilo em que, de facto, não governou ou governou mal (não falta matéria, desde a educação, passando pela cultura, a falta de apoios específicos destinados à a classe média / baixa endividada e dizimada pela banca, pela ajuda a bancos, eu sei lá que mais…), senão correm o risco de, como agora aconteceu com a OCDE, de serem publicamente envergonhados.

Crise foi termo que abandonei por vergonha e respeito por mim, adoptando o de ‘Depressão Neoliberal’ para caracterizar as consequências que começamos a sentir devido às políticas neoliberais implementadas nas democracias ocidentais no início dos anos 80 do século passado.
Convicto estou de que seja que retoma for que possa, eventualmente, surgir, nada voltará a ser como dantes – ou enveredamos por um neoliberalismo ainda mais feroz, cavando a sul-americanização da União Europeia e dos EUA, ou cairemos na tentação de sobrepor uma estatização da economia que abafa a liberdade individual e a respectiva criatividade, seja económica, social ou cultural. Meio termo, temo que não haja coragem. Coragem para continuarmos a defender um modelo liberal assente em Estados sólidos na compensação e defesa dos que mais necessitam.
No entanto, entre ontem e hoje, surgem dois indicadores que adensam as minhas interrogações:

Vendas a retalho nos EUA caem inesperadamente pelo segundo mês consecutivo (Jornal de Negócios)

Vendas a retalho na China aumentaram 14,8 por cento em Abril (Público)

Não estaremos mesmo no advento de uma nova ordem mundial, com o pólo central a deslocar-se, tão camuflada quão vertiginosamente, para o Extremo Oriente, onde a aliança entre o capitalismo e as ditaduras será o novo paradigma?

Valter Hugo MaeValter Hugo Mãe é o convidado de hoje da 2ª sessão dos encontros DERIVAS – PARA QUE SERVEM A ARTE E O CONHECIMENTO EM GERAL?! que decorrerá às 21:30h no Centro de Estudos Regianos, em Vila do Conde, no âmbito do programa de actividades pedagógicas da Circular Derivas Artísticas.
Concebido e orientado por Magda Henriques o DERIVAS ARTÍSTICAS | PROGRAMA DE ACTIVIDADES PEDAGÓGICAS acredita

na capacidade transformadora da arte e na possibilidade desta, como afirma George Steiner, “comprometer a nossa humanidade, tornar-nos menos capazes de seguir o nosso caminho como se nada fosse”, revela-se necessário que a experiência da arte possa representar uma opção, daí a necessidade de criar meios que permitam essa aproximação e que constituam essa experiência como uma possibilidade de escolha. “Derivas Artísticas” tem, assim, como um dos seus objectivos prioritários criar e disponibilizar instrumentos que concorram para o exercício da escolha.

Sem adiantar motivos o JN noticia que Fernanda Câncio deixou de ser comentadora do programa ‘A Torto e a Direito’, exibido na TVI24.
Em tempos evitei abordar um muito soez comentário a propósito de um convite a Fernanda Câncio dirigido pela RTP2. Agora, sobre esta saída do ‘A Torto e a Direito‘, francamente, não me espanta. Espantou-me, sim, foi Constança Cunha e Sá tê-la convidado e mais ainda Fernanda Câncio ter aceite…, ter aceite a defesa do PS (sentada à esquerda da entrevistadora) num programa de comentário político / partidário!

Comemora-se hoje mais uma Dia Mundial do Teatro com poucas, muito poucas razões para festejos. Não tenho memória de um momento tão constrangedor para a cultura em Portugal. Nem no tempo de Salazar! Inconveniente, não é, mas é isso que sinto mesmo sem vestígios de saudade desses tempos.
A SPA – Sociedade Portuguesa de Autores, através dos laureados este ano, Filomena Oliveira e Miguel Real, colocam o dedo bem funda na chaga:

Hoje, encontrar um político culto, que encare a arte como uma respiração vital da sociedade, é uma raridade. A sociedade actual, na qual escrevemos, representamos e encenamos, arrancou a alma ao homem, desespiritualizou-o, fez do homem um consumidor eufórico, asfixiado em objectos que o não deixam respirar. (ver notícia)

Ressalvo o consumidor das suas palavras só porque me parece de que nem já para isso, de futuro, socialmente seremos relevantes. Excedentários, talvez, nas palavras de Viviane Forrester.
Falam de uma luta, ainda, uma luta que há uns 30 anos julgaríamos tratar-se de um anacronismo:
A luta do teatro, hoje, “é contra a mediocrização geral da sociedade e a violência dos quadros legais que servem os interesses do Estado em nítido desprezo pelo sector cultural”.
Não muitos dias o Diário de Notícias publicava uma proposta apresentada no início deste ano do actual embaixador da UNESCO Manuel Maria Carrilho para Portugal, onde denuncia:

(…) a atonia e a desorientação que têm marcado áreas tão vitais como as do livro e da leitura, do cinema e do audiovisual, em que não se vislumbram, ao nível da tutela do sector, quaisquer opções, orientações ou políticas. A política cultural tornou-se assim cada vez mais invisível, ilegível e incompreensível (…).

Francisco José Viegas, entre outros dá notícia do texto de Carrilho, mas vai mais além da proposta óbvia de Carrilho, ao equacionar, muito a propósito, que papel deve assumir o Estado numa educação para a cultura, ou como tenho insistido, um Educação em Cultura e na valorização dos projectos de itinerância transversais às diversas manifestações artísticas.
Francisco José Viegas afirma, e subscrevo eu, que o texto de Carrilho é corajoso. Corajoso, sim, mas óbvio, permitam-me. É que Carrilho, apesar do diagnóstico certeiro, apela a mais do mesmo, do mesmo que outrora como ministro fez, parecendo esquecer que a UNESCO, da qual é embaixador de Portugal, parece ter desaparecido ou, pelo menos, acoitada em serviços mínimos e duvidosos!

A interrogação que hoje nos assoma será para que servirá o Estado despender largos recursos a apoiar a criação e a disponibilizar manifestações culturais de qualidade se abandonou o ensino da música, do teatro, da dança, das artes plásticas, ao retirar-lhes a possibilidade de poderem prosseguir com uma educação artística que prepare para procurar e compreender a qualidade artística?
A continuação da separação estanque entre a política cultural e a educativa é um erro crasso nestes novos tempos, uma vez que as elites de outrora, as que procuravam e frequentavam e incentivavam as manifestações artísticas recebiam uma educação precoce em casa, fosse por imitação dos pais, fosse por dedicação dos mesmos ao cultivo do espírito. Hoje esses tempos estão passados e não se antevê qualquer possibilidade de regresso, bem pelo contrário – os pais já não têm o cabedal de instrução necessário, não têm tempo para dedicar incentivar os filhos e as novas tecnologias, mormente a televisão, primeiro, e a net, hoje, são os principais canais de transmissão de valores assimilados pelas crianças e adolescentes.

A conjunção destes factores coloca-nos diante de uma realidade completamente nova que o Estado deve saber que quer, se pode e de que forma intervir, colocando, desde logo outra questão: será viável tecer uma política cultural e educativa sem associar uma política para o audiovisual? Será que, neste quadro, alguém em seu sano juízo advogará que um serviço público de audiovisual se bastará com fazer telenovelas portuguesas e com o despejar, de qualquer forma e a qualquer hora e a todas as horas, notícias e comentadores de notícias? Isso é que é serviço público de audiovisual?
Meus senhores, sem me deter sobre telenovelas, através da internet notícias temos hoje na hora e os comentadores escolhemo-los nós! Para quê pagar um serviço público de notícias que já conhecemos e comentadas sempre pelas mesmas pessoas que nem serão as que mais interessarão a cada um dos telespectadores?
Será que um serviço público de audiovisual não poderia passar por encomendar e (tele) difundir conteúdos culturalmente adequados aos currículos escolares, tanto no que concerne às artes como às demais expressões culturais, como a literatura e a história? Não será que esta seria uma medida para remunerar o trabalho de artistas, gente das letras e da cultura em geral, em vez de fomentar um a política que promova a subsídio-dependência?

Voltando um pouco atrás, quais as contribuições da UNESCO para responder a estas novas realidades, ou seja, ao advento da ’sociedade digital’? Em poucas palavras, o silêncio. Absoluto. Ignora. Continua a tratar a cultura ou como algo só revelado a uma elite bem-pensante ou, em jeitos de insanas manhas ‘democraticamente’ travestidas advogar o financiamento de toda a porcaria que se lhes apresente com a designação de ‘educação artística’! Educação Artística com pedagogia adequada para crianças burrinhas! Existem pedagogias específicas para despertar e sensibilizar as crianças para artes e para a formação de identidades cultas? Claro que sim. Mas depois desse despertar exigem-se escolas que facultem um ensino de qualidade, exigentes no ensino e na avaliação, para formar pessoas e não ‘burrinhos’!

Este embuste cultural e educativo partiu também da UNESCO e chegou a toda a Europa, com mais ou menos força, mas não se pense que o facilitismo educativo e cultural não está a assolar o conjunto da União Europeia, impedindo as novas e futuras gerações de fruir manifestações culturais de qualidade.

O Estado tem hoje, se pretender intervir na cultura, de equacionar transversalmente uma política de gestão cultural que englobe acções concertadas entre tutelas ainda estanques e inconsequentes no que à formação cultural diz respeito.

À boleia do Dia Mundial do Teatro vai este texto já muito longo, mas permitam-me a vaidade de me parafrasear do que já em 2006 defendia em ‘Perspectivas para uma nova Escola‘:

Sem esquecer a essência da escola – ensinar – o que está hoje em causa, em especial nos primeiros anos de escolaridade, diria até aos 16 anos, é dotar as crianças e adolescentes de uma vivência multidisciplinar integrada o mais abrangente possível, onde o habitat digital seja natural, permitindo-lhes adquirir uma consciência crítica que propicie a construção de identidades, com fundamentos éticos e morais, capazes de participar e interagir criativamente na construção deste novo mundo – a passividade na sociedade digital conduz, inevitavelmente, a fracturas na coesão social.
Neste contexto, as soluções não poderão continuar a ser um exclusivo do Ministério da Educação! A questão é educativa, é certo, mas antes do mais, é cultural, de gestão cultural, mais precisamente (política cultural se se preferir), onde a interdisciplinaridade será obrigatória, envolvendo, profissionais de educação, sim, mas sociólogos, antropólogos, psicólogos, artistas, especialistas de audiovisual e media digital e, necessariamente, de gestores capazes de traçar objectivos precisos e objectivamente quantificáveis e avaliáveis.

Weisman e cara vermelha - teatro da RainhaPara hoje, sim, porque tudo começou com teatro, sugeria uma ida ao Carlos Alberto para ver uma produção do ‘Teatro da Rainha‘ a apresentar Weisman e Cara Vermelha de George Tabori.

Ficha Técnica:

tradução: Carlos Borges

encenação: Fernando Mora Ramos

interpretação: Bárbara Andrez, Carlos Borges, Fernando Mora Ramos, José Carlos Faria/Octávio Teixeira

cenografia e figurinos: José Carlos Faria

música: Carlos Alberto Augusto

desenho de luz: António Anunciação, Fernando Mora Ramos

Os títulos dos media são muitos e variados sobre a mensagem que Cavaco Silva deixou hoje aos desempregados do Distrito de Braga:

deixo-vos a minha solidariedade, o que é pouco, mas não tenho mais para dar.

Parece pouco? Pois a mim parece-me muito. Muito mais do que esperaria de Cavaco Silva ou de qualquer outro político ou economista – a humildade de reconhecer que não sabe, não tem solução, mas que está ao lado deles.
Estou surpreendido? Mais do que isso. Estou rendido!
O que mais me tem incomodado neste início de depressão é a facilidade com que políticos e especialistas ou especialistas políticos apontam causas, afirmam conhecer a dimensão, têm previsões e curandeiras soluções, seja através do anúncio de medidas para combater o que chamam de “crise”, sejam as chuvas críticas sobre medidas tomadas e o anúncio de que deveriam ser, antes, outras.
A única verdade que retirei, ou melhor, confirmei é a do logro, de cientificidade investido, que os economistas incorriam, sem pudor, ao fazerem futurologia através do tratamento estatístico das continuidades. Denunciaram os planos quinquenais de Estaline sem curar de reconhecer que o que os distanciava deles não era a intenção, mas tão-só o prazo.
Das descontinuidades a ferramenta estatística de nada serve para ajudar a compreender. De rigorosamente nada.
Ao dizer o que disse hoje, Cavaco Silva deu uma lição de humildade a todos aqueles que ainda tempo não tiveram para olhar para o cosmos e reconhecer que o conhecimento humano não representará mais do que um grão de areia diante da magnitude do que ainda não compreendemos, e que será da assunção dessa humildade que as interrogações nos sobressaltam que surge a motivação para busca da compreensão, do conhecimento científico.

“Chapeau”, Presidente Cavaco Silva, mas…

não sabendo, pois não é obrigado a saber o que se não conhece, não permita que a nossa ignorância se constitua em motivo para não exigir muita prudência na sustentação de entidades bancárias, com e sem produtos tóxicos, uma vez que deverão os Estados preparar-se para assegurar, na medida do possível, os que mais irão sofrer com o que ainda estará para vir. E isso sem pensar em neoliberalismos nem socialismos, mas sim nas pessoas.

Enquanto que Sócrates afirma no último congresso do seu partido que os Portugueses podem continuar a contar com o PS, Manuela Ferreira Leite queixa-se que não se ouviu uma palavra sobre os problemas do país e era isso que eu julgo que os portugueses deveriam ouvir (…) adiantando ainda que (…) as conclusões que tirou não serão diferentes das “que todos os portugueses tirarão”.
Ora acontece, Sra. Dra. Manuela Ferreira Leite que, se uma sondagem fosse feita, ficaria, certamente, muito surpreendida pelo facto de mais de 90% dos portugueses não fazerem a mínima ideia do que foi dito ou não dito no congresso do PS; por outro lado, e mais grave, é que por sua responsabilidade, o Eng. Sócrates não terá razão na sua afirmação – em boa verdade seria mais correcto afirmar que não podemos é contar com mais ninguém para além do PS, uma vez que a sua liderança fez o PSD, pura e simplesmente, esfumar-se como alternativa e até como partido.
Julgo que nem será preciso o Eng. Sócrates carregar muito com o tema da regionalização para ‘enfrangalhar’ de vez o PSD.