‘Close to the Edge’ dos Yes, uma das obras mais emblemáticas do saudoso ‘Rock Progressivo’, aqui com composição de imagens para vídeo de David, aka vzqk50, foi concebido com base na leitura de ‘Siddharta’ (1922) de Herman Hesse. A obra desenvolve-se em 4 andamentos: “The Solid Time of Change, “Total Mass Retain”, “I Get Up I Get Down” e “Seasons of Man”.



Lançado em 1972, a formação dos Yes era, na altura, composta por: Jon Anderson – voz; Steve Howe – guitarra; Rick Wakeman – teclados; Chris Squire – baixo eléctrico; Bill Bruford – bateria.
Bom fim-de-semana.

Quico SerranoSaímos de 2008 e entramos em 2009 com Quico Serrano, desta vez um video clip do tema Electrical Mind, incluído no mesmo trabalho dos ‘Plaza’, Meeting Point, com imagens e captação de David Fialho de Almeida e do próprio Quico Serrano. Ambiente do início da fase estrictamente electrónica do rock, sentindo-se muitas influências do apogeu do Rock Sinfónico da primeira metade dos anos 70 mescladas, diria, com algumas progressões de nítida influência clássica.


Hoje estou nesta…, de regresso ao início da adolescência, com estes precursores do Heavy Metal.

O Black Sabbath é considerada a primeira banda de heavy metal, por unir todos os elementos citados acima (power chords, distorção, riffs acelerados, bumbo duplo, intensidade vocal, letras obscuras), e criarem uma imagem transgressora, muitas vezes ligada ao misticismo, satanismo, apologia ao uso de drogas e também abordagem político-social. (retirado da Wikipédia)

A propósito de alguns comentários colocados no youtube sobre a paródia que fiz a propósito da ante-esteria da encenação de La Féria no Rivoli, gostaria de lembrar alguns factos e partilhar algumas memórias sobre o Jesus Christ Superstar de Andrew Lloyd Weber e Tim Rice.

Jesus Christ Superstar começou por ser apenas um LP, editado em 1970. Só depois de encenado, primeiro em 1971 no “Mark Hellinger Theatre” em Nova Iorque e dpois no “Palace Theatre” de Londres, em 1972, é que se tornou no espectáculo que hoje conhecemos e recebeu a designação de Opera Rock, tendo passado para filme só em 1973 já com outro elenco.
É curioso saber que John Lennon pretendia o papel de Jesus, mas os autores entenderam não lho entregar por terem receio que a sua presença abafasse o todo da peça. Consta que os nomes de Mick Jagger e David Cassidy também foram equacionados, mas a escolha recaiu sobre Ian Gillan, o vocalista dos Deep Purple.
E foi com um Jesus moreno de longos e ondulados cabelos pretos (Ian Gillan) que eu tive a sorte de assistir levado pelos meus Pais sem saber ao que que ia, em Agosto de 1972 em Londres, tendo comprado o respectivo LP.
Nessa altura o elenco era o seguinte:
Murray Head – Judas; Ian Gillan – Jesus; Yvonne Elliman – Maria Madalena; Victor Brox – Caifás; Brian Keith – Anás; John Gustafson – Simão Zelotes; Barry Dennen – Pilatos; Paul Davis – Pedro; Mike d’Abo – Herodes.

Sofa SurfersNovamente em Portugal, os Sofa Surfers, na Casa da Música, hoje, às 23:00h para apresentar o trabalho mais recente, “The Red Album”.

Juntos desde 1997, tendo sido a banda revelação desse ano, representam hoje o que de melhor se faz no pós-rock, a partir do rock.

Os concertos já apresentados em Portugal, nomeadamente o de Paredes de Coura, constituem motivo mais que suficiente para irmos à Casa da Música.

Por Krautrock ficou conhecido o movimento musical que viria a colocar a Alemanha nos roteitos do Rock/Pop. Até finais dos anos 60 a criatividade musical alemã era muito pobre fora do contexto da música erudita. Parecia que o rock e o pop lhe tinham passado ao lado.
É perante esse inconformismo, por um lado, e por uma atitude ‘anarquista’, de ‘anti-cultura’, em relação ao rock, que um ácido eléctrico combinado com um psicadelismo espacial de matiz essencialmente instrumental, onde a voz caso só surge como mais um instrumento, condimentado com breves improvisações free, conseguidos em estados alterados de consciência conseguidos, à época, através do LSD, que se trilharam caminhos experimentais que frutificaram e ficaram para a história da música rock/pop dos anos 70 e 80, não podendo dissociar-se do serialismo de Stockhausen.
Exemplos?
‘The Raven’ dos ‘Ikarus’ ‘Alpha Centauri’? dos ‘Tangerine Dream’ e Autobahn dos ‘Kraftwerk’!

Já se lembram, das ‘curtições’ do Autobahn em ‘replay’ no leitor de cassetes do carro e volume no máximo?

Pois bem, para quem conhece e especialmente para quem não chegou a vivê-los, eis os Kraftwerk no Coliseu na próxima sexta, 2 de Abril! Obrigatório!