Parece que os partidos da oposição estão de acordo em acabar com as taxas moderadoras, até o PSD que as introduziu. O governo, que nestas coisas não se deixa adiantar, parece que vai aboli-las antes que a A. R. se pronuncie.
Em que ficamos, então? Sim ou não às taxas moderadoras? Ou hoje, sim, mas amanhã, não, embora embora mais tarde talvez sim ou talvez não?
Para mim, que o que gosto mesmo é de dizer coisas e ainda por cima tenho o mau hábito dizer mal de tudo e de todos e forma muito dura, a resposta é simples: nem sim, nem não! Proponho uma terceira via mais conciliatória – FODA-SE! Isto para não dizer vão-se…
Estou-me, hoje, cagando se as pessoas se dizem de direita ou de esquerda ou de centro, mais ou menos inclinado, porque elas próprias não sabem e muito menos eu o que poderão sob esses epítetos pensar ou dizer.
O que está conceptualmente em causa é saber se é o princípio da mutualidade ou o da solidariedade, ou ambos subsidiariamente, que sustenta o desenho do modelo de previdência do Estado. Se é o mutualista, é fácil, privatize-se a segurança social e deixem o negócio para quem sabe – as companhias de seguros. Se for o da solidariedade, erga o Estado uma organização onde os que mais podem contribuem para os mais desfavorecidos. Se se optar por um misto, avance o Estado com que que entende que deve suportar e fazer com que os contribuintes suportem, subcontratem, por concurso público, o que não podem fazer, mas definam com clareza os princípios que suportam as suas decisões.
Tudo o resto é enleio, treta, ou para estar ‘à la page’ com as notícias do dia, é enrolar…
A minha opinião? Não é importante neste contexto de politiquice de alicerce de ágil flexibilidade, mas para que não se pense que pretendo fugir à questão, sempre adianto que teria a coragem de aplicar o que sempre defendi – enquanto o Estado puder os que mais podem devem pagar taxas moderadoras bastante mais pesadas do que as que as que estão em vigor e os que não podem estar isentos. Princípio da solidariedade, portanto.
O coordenador nacional para a Saúde Mental reconhece algumas debilidades na prestação de serviços relacionados com doenças mentais. (via TSF)
Mais do que expectável! Ao que a gente por aí vê e ouve dizer, todos os dias, através dos órgãos de comunicação social…
O número de partos por cesariana não cessa de aumentar em Portugal desde os anos 90 do século passado até chegarmos à vergonha de sermos o segundo da UE com maior taxa de cesarianas.
Quando em causa estão justificações de saúde para o nascituro ou para a progenitora nada há a obstar, mas parece que, por um lado, trata-se de uma forma inadjectivável de ganhar dinheiro por parte de alguns médicos e, por outro, uma moda feminina induzida por minimizar alterações estéticas à mulher.
Não sei, e fico sem saber, se não será crime um médico aconselhar uma grávida a optar pelo parto por cesariana sem razões de saúde que a suportem. Receio, contudo, que ainda assim se possa defender que a mulher pode ficar desprovida da fruição plena dos seus direitos individuais se um hospital público se recusar a efectuar uma cesariana por mera opção estética.
Já anteriormente dei nota de que a ambulância da VMER em Beja está muito bonita, bem equipada, embora nem sempre operacional, não pelo preço dos combustíveis, mas por falta de médicos. (via Público)
Daí que a população esteja, através das várias associações culturais e recreativas representantes do povo e da região, concentrada em empreender (recorrendo aos últimos formados pelo IEFP em ‘empreendedorismo’) uma solução inovadora (recorrendo aos mais recentes especialistas em ‘inovação’ formados pelo IEFP e creditados pela Agência Nacional para a Qualificação) de fazer coincidir as aflições dos doentes com a disponibilidade dos médicos, das ARSses e demais poderes instalados e/ou em vias de instalação.
Caso não seja viável chegar a um entendimento entre as diversas partes diz-se que as autoridades competentes equacionam a instauração da figura de ‘médicos de substituição’ à semelhança do que se faz já com os professores, contando para isso que, rapidamente, a Agência Nacional para a Qualificação credite mais um curso rápido no IEFP para o efeito.
Enquanto as autoridades equacionam, os futuros doentes condescenderam em aguardar mais um mês pela equação, mas prometem uma marcha de luta e de luto caso a equação não se venha a encontrar.
Está ‘online’ uma petição dirigida ao Parlamento Europeu para que este decida pela recomendação aos países membros da inclusão do rastreio do cancro do colo do útero à generalidade das cidadãs. Em Portugal, por exemplo, só existe na região centro.
ASSINE a petição.
A ministra da Saúde lamentou hoje a decisão da Direcção Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública (ADSE) celebrar um protocolo com o Hospital da Luz, uma unidade de saúde privada, para prestação de serviços aos funcionários públicos. (via Público)
A honestidade intelectual, por um lado, e a convicção de que o investimento do Estado na área da saúde deve privilegiar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), por outro, aliados à equidade de acesso de todos os contribuintes, obrigou Ana Jorge a lamentar a “incursão” do Ministério das Finanças em matéria da sua competência.
Não estou certo de que, a curto prazo, o SNS consiga responder a todas as solicitações dos contribuintes, mas a igualdade de acesso dos cidadãos parece-me uma evidência e o lamento público de Ana Jorge uma demonstração de carácter de quem coloca a ética acima dos jogos de interesses, assumidos como modus faciendi da política.
Ana Jorge não deverá ter tempo para aquecer o lugar…
Ainda a propósito da ausência de integração dos princípios de proximidade e de solidariedade no processo de tomada de decisões na gestão do Serviço Nacional de Saúde, baseadas, unicamente, no conceito de que a concentração de prestação de serviços é via suficiente para assegurar uma maior eficiência de processos e uma maior eficácia de resultados, segue link para outro texto do Besugo cuja leitura é pertinente para a reflexão sobre esta problemática.
Um hospital novo em Sintra assim tão pertinho de Lisboa? 30 kms?
Não, não me acredito! De certeza que tal como em Chaves, Mirandela, Anadia, Elvas, etc, o Sr. Ministro da Saúde vai mandar uma ambulância do INEM! Só pode ser!
A propósito da actual gestão do Serviço Nacional de Saúde, que aposta na concentração de serviços sem preocupações sócio-antropológicas como a da proximidade proponho, para reflexão, a leitura deste post do Francisco José Viegas e este outro do Besugo onde o primeiro se inspira.
O acto de gerir serviços públicos essenciais aos cidadãos deve contar os princípios de rentabilidade e eficiência, sim, mas contextualizados com as identidades e culturas locais das comunidades. Gerir bem é gerir de forma rentável, garantir a eficiência de processos e a eficácia de resultados, mas sempre, sempre com o primo fundamento de servir. Servir, aliás, é uma atitude cada vez menos presente nas tomadas de decisão dos gestores da coisa pública. Este erro de apreciação, i.e., o desprezo pelo pulsar dos potenciais clientes, numa empresa privada seria fatal!
Catorze pacientes de Vila Real de Santo António partem sábado para Cuba para serem operados, no âmbito de um acordo de geminação da autarquia com a cidade Playa, nos arredores de Havana. (…)
Segundo o autarca, grande parte dos doentes que viajam para Cuba “estavam há anos em listas de espera” (…)
“Graças a este protocolo, os tempos de espera não excedem as duas semanas, entre o momento da inscrição e o momento da operação”, garantiu. (via Jornal de Notícias)
Em Cuba…, a do Fidel…? Ah…, já não há democratas como outrora! Gente que em vez de aguentar a agonia ou até a morte lenta junto do nosso glorioso Serviço Nacional de Saúde, prefere ir tratar-se para um país comunista, terceiro mundista e embargado e não alinhado e enchavezado!!!





















