Comemora-se hoje mais uma Dia Mundial do Teatro com poucas, muito poucas razões para festejos. Não tenho memória de um momento tão constrangedor para a cultura em Portugal. Nem no tempo de Salazar! Inconveniente, não é, mas é isso que sinto mesmo sem vestígios de saudade desses tempos.
A SPA – Sociedade Portuguesa de Autores, através dos laureados este ano, Filomena Oliveira e Miguel Real, colocam o dedo bem funda na chaga:
Hoje, encontrar um político culto, que encare a arte como uma respiração vital da sociedade, é uma raridade. A sociedade actual, na qual escrevemos, representamos e encenamos, arrancou a alma ao homem, desespiritualizou-o, fez do homem um consumidor eufórico, asfixiado em objectos que o não deixam respirar. (ver notícia)
Ressalvo o consumidor das suas palavras só porque me parece de que nem já para isso, de futuro, socialmente seremos relevantes. Excedentários, talvez, nas palavras de Viviane Forrester.
Falam de uma luta, ainda, uma luta que há uns 30 anos julgaríamos tratar-se de um anacronismo:
A luta do teatro, hoje, “é contra a mediocrização geral da sociedade e a violência dos quadros legais que servem os interesses do Estado em nítido desprezo pelo sector cultural”.
Não muitos dias o Diário de Notícias publicava uma proposta apresentada no início deste ano do actual embaixador da UNESCO Manuel Maria Carrilho para Portugal, onde denuncia:
(…) a atonia e a desorientação que têm marcado áreas tão vitais como as do livro e da leitura, do cinema e do audiovisual, em que não se vislumbram, ao nível da tutela do sector, quaisquer opções, orientações ou políticas. A política cultural tornou-se assim cada vez mais invisível, ilegível e incompreensível (…).
Francisco José Viegas, entre outros dá notícia do texto de Carrilho, mas vai mais além da proposta óbvia de Carrilho, ao equacionar, muito a propósito, que papel deve assumir o Estado numa educação para a cultura, ou como tenho insistido, um Educação em Cultura e na valorização dos projectos de itinerância transversais às diversas manifestações artísticas.
Francisco José Viegas afirma, e subscrevo eu, que o texto de Carrilho é corajoso. Corajoso, sim, mas óbvio, permitam-me. É que Carrilho, apesar do diagnóstico certeiro, apela a mais do mesmo, do mesmo que outrora como ministro fez, parecendo esquecer que a UNESCO, da qual é embaixador de Portugal, parece ter desaparecido ou, pelo menos, acoitada em serviços mínimos e duvidosos!
A interrogação que hoje nos assoma será para que servirá o Estado despender largos recursos a apoiar a criação e a disponibilizar manifestações culturais de qualidade se abandonou o ensino da música, do teatro, da dança, das artes plásticas, ao retirar-lhes a possibilidade de poderem prosseguir com uma educação artística que prepare para procurar e compreender a qualidade artística?
A continuação da separação estanque entre a política cultural e a educativa é um erro crasso nestes novos tempos, uma vez que as elites de outrora, as que procuravam e frequentavam e incentivavam as manifestações artísticas recebiam uma educação precoce em casa, fosse por imitação dos pais, fosse por dedicação dos mesmos ao cultivo do espírito. Hoje esses tempos estão passados e não se antevê qualquer possibilidade de regresso, bem pelo contrário – os pais já não têm o cabedal de instrução necessário, não têm tempo para dedicar incentivar os filhos e as novas tecnologias, mormente a televisão, primeiro, e a net, hoje, são os principais canais de transmissão de valores assimilados pelas crianças e adolescentes.
A conjunção destes factores coloca-nos diante de uma realidade completamente nova que o Estado deve saber que quer, se pode e de que forma intervir, colocando, desde logo outra questão: será viável tecer uma política cultural e educativa sem associar uma política para o audiovisual? Será que, neste quadro, alguém em seu sano juízo advogará que um serviço público de audiovisual se bastará com fazer telenovelas portuguesas e com o despejar, de qualquer forma e a qualquer hora e a todas as horas, notícias e comentadores de notícias? Isso é que é serviço público de audiovisual?
Meus senhores, sem me deter sobre telenovelas, através da internet notícias temos hoje na hora e os comentadores escolhemo-los nós! Para quê pagar um serviço público de notícias que já conhecemos e comentadas sempre pelas mesmas pessoas que nem serão as que mais interessarão a cada um dos telespectadores?
Será que um serviço público de audiovisual não poderia passar por encomendar e (tele) difundir conteúdos culturalmente adequados aos currículos escolares, tanto no que concerne às artes como às demais expressões culturais, como a literatura e a história? Não será que esta seria uma medida para remunerar o trabalho de artistas, gente das letras e da cultura em geral, em vez de fomentar um a política que promova a subsídio-dependência?
Voltando um pouco atrás, quais as contribuições da UNESCO para responder a estas novas realidades, ou seja, ao advento da ’sociedade digital’? Em poucas palavras, o silêncio. Absoluto. Ignora. Continua a tratar a cultura ou como algo só revelado a uma elite bem-pensante ou, em jeitos de insanas manhas ‘democraticamente’ travestidas advogar o financiamento de toda a porcaria que se lhes apresente com a designação de ‘educação artística’! Educação Artística com pedagogia adequada para crianças burrinhas! Existem pedagogias específicas para despertar e sensibilizar as crianças para artes e para a formação de identidades cultas? Claro que sim. Mas depois desse despertar exigem-se escolas que facultem um ensino de qualidade, exigentes no ensino e na avaliação, para formar pessoas e não ‘burrinhos’!
Este embuste cultural e educativo partiu também da UNESCO e chegou a toda a Europa, com mais ou menos força, mas não se pense que o facilitismo educativo e cultural não está a assolar o conjunto da União Europeia, impedindo as novas e futuras gerações de fruir manifestações culturais de qualidade.
O Estado tem hoje, se pretender intervir na cultura, de equacionar transversalmente uma política de gestão cultural que englobe acções concertadas entre tutelas ainda estanques e inconsequentes no que à formação cultural diz respeito.
À boleia do Dia Mundial do Teatro vai este texto já muito longo, mas permitam-me a vaidade de me parafrasear do que já em 2006 defendia em ‘Perspectivas para uma nova Escola‘:
Sem esquecer a essência da escola – ensinar – o que está hoje em causa, em especial nos primeiros anos de escolaridade, diria até aos 16 anos, é dotar as crianças e adolescentes de uma vivência multidisciplinar integrada o mais abrangente possível, onde o habitat digital seja natural, permitindo-lhes adquirir uma consciência crítica que propicie a construção de identidades, com fundamentos éticos e morais, capazes de participar e interagir criativamente na construção deste novo mundo – a passividade na sociedade digital conduz, inevitavelmente, a fracturas na coesão social.
Neste contexto, as soluções não poderão continuar a ser um exclusivo do Ministério da Educação! A questão é educativa, é certo, mas antes do mais, é cultural, de gestão cultural, mais precisamente (política cultural se se preferir), onde a interdisciplinaridade será obrigatória, envolvendo, profissionais de educação, sim, mas sociólogos, antropólogos, psicólogos, artistas, especialistas de audiovisual e media digital e, necessariamente, de gestores capazes de traçar objectivos precisos e objectivamente quantificáveis e avaliáveis.
Para hoje, sim, porque tudo começou com teatro, sugeria uma ida ao Carlos Alberto para ver uma produção do ‘Teatro da Rainha‘ a apresentar Weisman e Cara Vermelha de George Tabori.
Ficha Técnica:
tradução: Carlos Borges
encenação: Fernando Mora Ramos
interpretação: Bárbara Andrez, Carlos Borges, Fernando Mora Ramos, José Carlos Faria/Octávio Teixeira
cenografia e figurinos: José Carlos Faria
música: Carlos Alberto Augusto
desenho de luz: António Anunciação, Fernando Mora Ramos
A Companhia do Chapitô apresenta no Porto, no Teatro Campo Alegre, Agora Eu Era, um espectáculo visual e musical destinado a escolas, famílias e crianças maiores de quatro anos, entre 29 de Janeiro e 01 de Fevereiro, dentro do seu programa de itinerância.
Encenada por Rui Rebelo (o nosso amigo do Anacruses), a representação contará com os actores Leonor Cabral e Patrícia Adão Marques e o músico de cena João Madeira.
As sessões destinadas a grupos escolares e ao público em geral, ocorrem às 10:30 e 15:00, nos dias 29 e 30, e às 16:00, nos dias 31 de Janeiro e 01 de Fevereiro.
José António Pinto Ribeiro arribou de manso…, pouco dado a oratória e lides mediáticas. De repente começou a aparecer e falar muito nos locais habituais de propaganda do governo. Agora embirrou com o Fragateiro no D. Maria e acabou por ter uma ideia brilhante, se bem que não saibamos as razões que o nortearam…, mas como diz ele podia ao abrigo de não sei quê exonerar…
Pela fotografia parece querer dizer que foi por uma coisa assim, muito, muito, mas muito pequenina…
A Companhia do Chapitô festeja hoje o seu 12.º aniversário comemorando a data com (via Anacruses) uma “versão especial” do seu espectáculo mais internacional – “O Grande Criador”, no Teatro da Trindade, às 22:00 horas, com José Carlos Garcia, Jorge Cruz e Rui Rebelo.
Parabéns por mais um ano de sucesso de bilheteira sem ceder na qualidade das produções nem no facilitismo da ‘cultura light’.
Arranca hoje, no Porto, e durará até 8 de Junho a XXXI edição do ‘FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica‘.
Nascido em 1977 pela mão da ‘Companhia Seiva Trupe’, o FITEI tornou-se um festival de referência mundial do teatro de língua portuguesa e castelhana.
Este ano haverá 24 espectáculos produzidos por 15 companhias em vários espaços da cidade, desde o Teatro Nacional de São João, a Serralves, passando pela Casa da Música e pela Avenida dos Aliados, incluindo ao ar livre, com grupos oriundos de Portugal, Espanha e Brasil. (ver programa)
Saliente-se que a ‘Xunta de Galicia -Consellaría de Cultura e Deporte’ e o ‘Instituto Galego das Artes Escênicas e Musicais’, escolheram o FITEI para a apresentação em Portugal do Plano Galego das Artes Cénicas, um documento que visa promover a difusão social, reforçar a estabilidade das empresas, fomentar a criatividade e promover a protecção exterior do sector cultural na Galiza, cruzando as dimensões social, artística e económica das artes do espectáculo.
O Ministério da Educação ultima uma Portaria para destruir a Educação Artística em Portugal, a única que funciona, a única que já produziu e produz resultados – as Escolas de Ensino Artístico Especializado, segundo informou o Prof. Wagner Diniz após reunião no Ministério da Educação!
Já o tentaram no ano transacto o que me motivou a escrever sobre: Relatório de Avaliação do Ensino Artístico Especializado (estudo encomendado a um Professor Doutor com Agregação em Ciências da Educação de seu nome Domingues Fernandes que fez o frete de obrar um estudo sem qualquer fundamento científico, uma vez que da sua equipa não constava ninguém ligado às artes e sua educação, nem trabalho de campo relevante efectuou); sobre o perigo de entender que se tratava de um ataque ao Conservatório Nacional quando há perto de 100 escolas de ensino especializado, englobando cerca de 30.000 alunos; o despautério que foi a realização da Conferência Nacional de Educação Artíistica, encenação para o que aí viria; coloquei à disposição de quem quisesse (ou queira) escrever, mesmo sob pseudónimo, sobre o que se adivinhava, o Educação Artística FORUM!
Basta! Não me atafulhem a caixa de correio! Não sou artista nem arte para professor tenho! Estou cansado de estar só, da cobardia de esperarem pelo incêndio em vez de o prevenirem! E estou incomodado … (desculpem o tom deste post).
Peço que se impliquem, todos em uníssono, no combate contra a destruição da Educação Artística de qualidade em Portugal pelo Ministério da Educação – música, dança e teatro. Se cada um de nós conseguir ver que afinal é disso que se trata e não do encerramento do Conservatório Nacional, poderá ser que ainda vamos a tempo.
Emmanuel Demarcy-Mota foi o escolhido pelo conselho de administração do Théâtre de la Ville de Paris para seu director, sucedendo a Gérard Violette que durante os últimos 22 anos empurrou a fasquia da qualidade e diversidade da programação bem a nível muito elevado.
A responsabilidade que Emmanuel Demarcy-Mota aceitou é tarefa de grande exigência embora a sua vasta experiência, no Centre dramatique national de Aubervilliers, no Forum do Blanc-Mesnil e na direcção do CDN de Reims, bem como as diversas colaborações internacionais, ateliers de escrita para teatro e a abertura para a música e a dança, tenha sido o motivo para que Gérard Violette afirmasse: il mène une politique culturelle pluridisciplinaire qui séduit.
A reputação internacional do Théâtre de la Ville na dança e músicas do mundo será para respeitar, segundo o novo director, e implementar uma identidade mais enraizada no domínio do Teatro, é pretensão do conselho de administração.
ps: Gestão cultural em Portugal? Teatro Nacional de S. Carlos, Rivoli, teatros municipais, já ouviram falar em gestão cultural, em conselhos de administração que decidem as missões e objectivos dos directores artísticos e programadores?
Nos próximos dias 18 e 19 de Maio, Macbeth será representada no Montijo, no Cinema -Teatro Joaquim d’Almeida, pelas 21 horas, numa co-produção entre o INATEL / Teatro da Trindade e Produções Teatrais Próspero 2007.
Macbeth, escrita entre 1606 e 1607, é a última das grandes tragédias de Shakespeare, após Hamlet, King Lear e Othello, em que o autor nos introduz num ambiente sobre-natural para nos mostrar um mundo fantasmagórico focado na diabolização da ânsia pelo poder, no caso na Escócia.
Ficha Técnica:
Texto: William Shakespeare
Encenação: Bruno Bravo
Tradução e Adaptação: Fernando Villas-Boas
Cenografia: Stephane Alberto
Figurinos: Paulo Mosqueteiro
Música: Sérgio Delgado
Desenho de Luz: José Manuel Rodrigues
Interpretação: Anabela Brígida, António Rama, Bruno Simões, Cristina Carvalhal, Diogo Dória,
João Lagarto, Sérgio Praia, Valerie Braddell
Execução Musical: Elenco
Elocução e Voz: Rui Baeta
Movimento e Lutas: Miguel Andrade Gomes
Assistência de Encenação / Cena: Luís Marreiros
Contra-Regra: Miguel Fragata
Construção do Cenário: David Paredes
Pintura do Cenário: Fabienne Couvreur
Construção de Adereços: José Queiroz
Confecção de Guarda-Roupa e Adereços: Ana Sabino, Margarida Garcia, Mónica Félix,
Nuno Bettencourt, Paulo Mosqueteiro e Pedro Leal
Cabelo: Ana Sousa Atelier
Fotografia de Cena e Design Gráfico: Clementina Cabral
Produção Executiva: Mafalda Gouveia
Direcção de Produção: Mafalda Gouveia (Produções Teatrais Próspero)
Co-Produção: INATEL / Teatro da Trindade e Produções Teatrais Próspero 2007
Em tempos que se avizinham muito negros para o ensino artístico em Portugal, deixo um excerto de um texto de Fanny Abramovich sobre o que é o Teatro na Educação, retirado do sítio da WOOZ.
Mistério! Dúvida! Inquietação! Afinal de contas, o que é esta matéria nova, repentinamente incluída na programação escolar, com o nome mutável de teatro, artes cênicas, improvisação teatral, expressão dramática?(…)
O “mistério” está na visão estereotipada de que teatro na educação é espetáculo. É claro que nenhum professor sente-se em condições de dirigir uma peça. Se não é montar algo, é, ludicamente, possibilitar que os alunos se expressem, fazer com que eles inventem a sua “história” e encontrem a melhor forma de mostrá-la a seus amigos (não precisa de platéia especial). Onde? Na descoberta do próprio espaço que a escola oferece (não precisa de nenhum palco). Sem material? Claro, com o material que os alunos descobrem na própria escola, nas imediações, trazem de casa. Quando? Sempre, porque toda atividade que é um jogo não tem data prévia para acontecer. E eu, o que faço? Olho o jogo espontâneo e o enriqueço, possibilitando outras alternativas, sem me preocupar em dar o meu enfoque. Pouco misterioso, não é? É só olhar as crianças na hora do recreio, na rua, para ver que elas estão sempre “brincando de teatro”. (…)
Deixo uma sugestão e recomendação: revisitemos os clássicos, aprendamos com eles, divulguêmo-los porque eles, per si, demonstram, qual mágico espelho, a abjecção que os políticos deste governo preparam relativamente ao ensino artístico em Portugal.
As artes são tão necessárias para a educação e formação da identidade da Pessoa como as demais áreas do saber e do sentir, sendo que não será com enriquecimentos curriculares opcionais que algo se conseguirá, mas com a sua integração curricular.
A Tragédia de Júlio César – W. Shakespeare
uma co-produção São Luiz- Tetro Municipal / Teatro da Cornucópia
sinopse:
A Roma antiga do século I a.c. reinventada por Shakespeare. A vida política nas mãos de heróis de tragédia que são grandes como gigantes e humanos como nós.
A tragédia de Shakespeare fala de tirania, da cegueira do povo, das sangrentas lutas pelo poder, de vida privada e responsabilidade pública, de paz e de guerra, fala de política e da imensa tensão entre política e moral. Com estas peripécias de uma Roma antiga fantasiada pelo princípio do século XVII, devolve aos espectadores de hoje os jogos políticos de sempre, mas desenha uma visão do Homem e do poder político com valores que o nosso tempo já esqueceu.
Ficha artística:
Tradução: José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto e Luis Miguel Cintra
Encenação: Luis Miguel Cintra
Cenário e Figurinos: Cristina Reis
Desenho de luz: Daniel Worm dAssumpção
Música original: Vasco Mendonça
Interpretação: André Silva, Dinarte Branco, Dinis Gomes, Edgar Morais, Filipe Costa,
Hugo Tourita, Ivo Alexandre, Joaquim Horta, José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto,
Luis Miguel Cintra, Luís Lucas, Martim Pedroso, Pedro Lamas, Nuno Lopes, Nuno Gil,
Pedro Lacerda, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Tiago Matias, Teresa Sobral, Tónan Quito e
Vítor de Andrade
Músicos: Gonçalo Marques (trompete), Marco Santos (percussão), Nuno Costa
(guitarra)
As coisas passam-se em uma empresa – a Caronte & Filhos – fundada pelo velho Caronte, que começou com a barca a meter água mas acabou por investir bem as moedinhas que os mortos traziam. E quantos não chegavam às ilhas perdidas do além, navios a abarrotar (enviados daqui desta Terra por tantas causas em massa)!…
Foi lá que se encontraram personagens que vão assistir e participar em uma encenação de uma nova versão da história de Inês de Castro já não centrada em Inês mas polarizada entre D. Pedro, o seu Eunuco, D. Afonso Madeira, e Inês.
Este é o meu trailer da peça de Armando Nascimento Rosa em cena no Teatro Garcia Resende em Évora até ao próximo dia 9 de Fevereiro.
O eunuco!?? Ora essa!
Mas está lá em Fernão Lopes. Quem for ver a peça há-de ouvi-lo a ler a passagem. Mas quem não acreditar leia o passo na versão electrónica da Crónica de D. Pedro: link para Project Gutenberg.
Armando Senra Martins























