A insistência com que há anos se fala de insegurança nalguns produtos da Microsoft, seria o suficiente para, pelo menos por precaução, utilizar pelos navegadores bem melhores e mais seguros como o Opera, o Firefox da Mozila, ou até o Safari e o Chrome da Google.
Ainda assim têm de vir governos aconselhar os consumidores para o que é por demais evidente:
O governo alemão pediu aos utilizadores germânicos para arranjarem uma alternativa ao browser Internet Explorer (IE), a bem da própria segurança online. (via Público)
António Correia, com a ajuda técnica de José Pedro Correia, colocou online o Braga Virtual, com fotografias e textos seus, um sÃtio que pretende apresentar Braga ao mundo e ‘passear’ pelo seu esplendor patrimonial e paisagÃstico ao longo da sua multi-milenar história.
Segundo António Correia
Pretendeu-se fazer uma apresentação diferente de uma cidade, um passeio geográfico e o que se pode encontrar ao longo desse passeio. Por esta razão fez-se um interface com a Google Earth. Vão ser desenvolvidos alguns temas: Património em destaque, documentos históricos sobre Braga, Visitas virtuais 3D, Miradouros, Bracarenses ilustres, Itinerários e rotas, etc. A Apresentação obedece à mesma lógica: o que encontro de interesse ao “passear” nas ruas, ou onde está um determinado objecto patrimonial.
Chega um gajo de fora, assim para o estourado, e dá conta que tem de lidar com um inusitado número de pedidos no ‘Twitter’ e no ‘Facebook’. Cá para mim foi vÃrus que se apegou neste fim-de-semana!
Bom, apesar de tentar, já não tenho idade para estas novas formas de estar (é preciso ter tempo, sim, tempo que foge), mas poderá indicar que as pessoas parecem interessar-se por uma nova forma de estar na web, i.e., relacionarem-se.., tal como no inÃcio da blogosfera, lembram-se?
Ilusões.., minhas…
A Cristina Vieira no Contracapa pega no assunto do excerto do artigo de Pacheco Pereira (que atrás abordei) e abre portas ao que sinto que poderá estar por trás não só daquela passagem, como doutros ataques desferidos contra a blogosfera – uma campanha orquestrada e desesperada dos media tradicionais devido à drástica quebra de vendas e as virtualidades abertas pela Web 2.0 (vulgo Web Social), nomeadamente à criação de redes especÃficas e especializadas e seu inter-relacionamento digital.
O excerto em causa tem provocado alguma polémica, nomeadamente através do escritos de Fernando Venâncio, do José (aqui e aqui), da Zazie, do Paulo Querido e do Dragão, mas foram Paulo Querido e Fernando Câncio que me incitaram a procurar ler na Ãntegra o artigo de Pacheco Pereira.
Afinal, deduz-se, que o artigo tem por base a leitura de The Cult of the Amateur de Andrew Keen que não li mas, socorrendo-me da Wikipédia, dou conta de que este autor tenta alertar para os perigos da Web 2.0, identificado-a como um grande movimento utópico similar à sociedade comunista, pelo facto de todos, mesmo os que não receberam educação adequada, poderem usar a tecnologia digital para se tornarem realizadores cinematográficos, músicos e escritores autodidactas. No seu entender este processo empobrece a criatividade, democratiza os media e nivela por baixo tanto amadores como profissionais. Propõe ainda como solução que os media tradicionais elitistas se constituam como inimigos da Web 2.0.
Sendo sensÃvel à preocupação que Pacheco Pereira tenta manifestar – o tal empobrecimento cultural – não me parece defensável a tese de Andrew Keen, muito menos num mundo que diz defender a liberdade individual e cujo poder se sustenta no sufrágio universal e no apelo a uma cidadania activa, seja de professores catedráticos, seja de analfabectos! Regular a liberdade para que a de cada qual não colida com a do próximo, parece-me evidente em lugares que prezam o Estado de Direito; agora limitar a liberdade de expressão (de opinião ou de criação) parece-me, isto sim, muito mais próprio de uma ditadura, comunista ou de qualquer outra adjectivação. ( leia-se a crÃtica sugeria por Paulo Querido de Lawrence Lessig no Lessig 2.0)
Se seguÃssemos à letra a solução preconizada por estas profecias apocalÃpticas e pelo calar dos tais amadores autodidactas, nunca terÃamos tido um Torga, um Eugénio de Andrade, um Fernando Namora, um Carlos Paredes, uma Amália…
Continuo, afinal, com a impressão primeira que formei, a de que está constituÃdo um poderoso lobbie global que colocou em marcha uma campanha contra a rede da blogosfera, nomeadamente a proporcionada pela Web 2.0 (vulgo Social Web), por parte dos media tradicionais, desesperados que estão com a drástica redução das suas vendas, contando com o apoio dos comentadores contratados pelo facto de sentirem diluir o seu poder enquanto opinion makers, buscando sustentação teórica nas inusitadas opiniões escritas de Andrew Keen.
A apoiar o que defendo, vejo o que a Cristina adiantou sobre a campanha contra os blogues que o Estadão lançou há cerca de um mês, criada pela empresa Talent, onde se lê e passo a citar, todos os blogs, ou melhor, todo o conteúdo gerado por não profissionais, não presta. A tónica da campanha estava em duas ou três ideias: blogs limitam-se a copiar informação, blogs não são fidedignos (…).. A Resposta não tardou através de Cristiano Dias no blogue Brainstorm#9 onde se lê o óbvio: Obviamente, existe muito lixo na internet. Falando especificamente de blogs, dos milhares que aparecem todos os dias, poucos se aproveitam, é verdade. Mas a lei da sobrevivência é a mesma: apenas os com conteúdo relevante e/ou divertido permanecem. A tecnologia avança, mas isso não muda.
Assim sendo, para além do artigo do Dr. Pacheco Pereira não acrescentar novidade dentro deste estratagema, a sua motivação para o escrever deverá ter sido bem mais elaborada e alargada que a nobre defesa da cultura e de uma elite de qualidade que a lidere, como insinua, enquadrando-se, antes, num lobbie global que ataca os blogues por considerar ser a melhor defesa para travar a tendência de redução de vendas dos media tradicionais e a não diluição do poder de opinion makers dos comentadores lá instalados.
Conforme o anunciado aà está, oficialmente, o sÃtio da TubarãoEsquilo.
Ontem, no Público, saiu a primeira notÃcia da TubarãoEsquilo, um projecto de blogues em rede, cumprindo o que se espera da Web 2.0. Deixo um excelente vÃdeo animado publicado ontem no Arte da Fuga pelo António Costa Amaral que ilustra bem, para quem se interessar, o que se pretende com o ciberespaço em rede ou a web social.
Primeiro porque caça impiedosamente o spam nas caixas de comentários, segundo porque ser alvo dos spammers é sintoma de que o Ideias Soltas está no bom caminho. Bons sinais!
É sobre o que escreveu a Maria do Rosário Fardilha em texto que aconselho a leitura, não por que esteja de acordo com a totalidade, mas pelo que defende num momento em que o assunto se transformou em polémica.
O Rui C. Branco prossegue com o seu Adufe em domÃnio próprio – ADUFE 4.0.
para o Leonel Vicente do Memória Virtual que inicia um novo blogue, Carreira da �ndia, onde pretende escrever sobre Literatura de Viagens e Descobrimentos.






















